Postado em 28/02/2008 20:35

Lorde Akumu, o demônio de Monte Cristo
Minha história é igual a sua, só que com um capítulo a mais, a morte...
Nasci e cresci sendo educado pela vida, e aos cuidados de minha mãe. Virei Lorde quando ainda era jovem, tive uma vida boa e feliz, até que chegou a hora. Poder e dinheiro são sempre seguidos pela inveja. Ordenaram a minha morte pelas mãos de um assassino. Em meu leito de morte, agonizei pela ironia e pela dor. Meu coração se encheu de ódio e de desejo de vingança, mais do que o possível. Vivi lutando para conseguir o que almejava. Enfrentei a ausência de meu pai com vontade e esperança. Vi cada segundo de minha vida, tudo que conquistei. Porém, eu também vi tudo isso se esvaindo por entre as minhas mãos. Então fechei os olhos e morri, ou deveria dizer adormeci?
Não sei exatamente o que vi. Parecia um monstro. Alguma coisa estava em minha frente, rindo, rindo alto, debochando do meu sofrimento. Não entendi o que acontecia. Porém, em nenhum momento senti medo, o mal estava me envolvendo, me recriando, me modelando ao seu próprio gosto. A coisa que estava em minha frente disse algo, mas eu não pude entender na hora. Somente mais tarde.
Acordei pouco tempo depois, sentia algo de diferente em mim, a morte, talvez. Levantei com vontade, sentindo meu corpo se movendo com perfeição, não me sentia nem um pouco mau, não vi nada além do sangue na minha roupa no lugar onde tinha sido atacado pelo assassino. Olhava em volta tentando entender o que aconteceu. Logo entendi, aquela sensação, aquele ódio ainda existente no meu coração não mais pulsante, um novo demônio surgiu entre o mundo dos humanos. Então recomeçarei com minha historia. Nasci e cresci sendo educado pelas trevas, e aos cuidados da Morte. Retomei meu posto de Lorde entre os humanos. E então deixei que a notícia se espalhasse, até aos ouvidos dos “invejosos”. Esperei, pacientemente, pela vinda de um novo assassino. Foram bem gentis, não me deixaram esperando por tanto tempo, pensei que seriam mais espertos desta vez. Sentia o assassino se movendo pela casa, como se não estivesse sendo notado. Quando entrou na sala onde eu o esperava deixei que chegasse mais perto. Seu ataque veio veloz como um relâmpago. É, foram mais espertos, contrataram alguém mais habilidoso. Mas era preciso mais que um assassino profissional para derrotar um demônio. Foi fácil derrubá-lo, não matei com tanta pressa, não tinha o que queria. Ele falou rápido quem o contratara, mas continuei por um tempo torturando mais e mais seu corpo quase sem vida. Meu lado “humano” interveio e me fez dar o golpe de misericórdia. Fui atrás de meus admiradores, finalmente teriam o meu poder, afinal, era o que queriam. Foram fáceis de achar e mais ainda de matar. Quando matei o último deles pensei: “Agora que terminei o que me mantinha aqui, voltarei para o inferno ou para onde for que devesse ir”.
Esperei um tempo, um longo tempo. Meu corpo permanecera lá. Não havia entendido. - Será eu – Falei com convicção - Um imortal preso numa luta eterna até que, quem me deixou viver, permita-me morrer, e desta vez para sempre?- Conclui que, ao menos que me provassem o contrario, a resposta era sim. Desde então tentei voltar a minha vida, pude fazer a façanha de encontrar minha família, até então perdida. E fazer o mais impossível ainda, me apaixonar por uma anja. Meu doce amor... Dihxie. Ela me faz controlar o ódio que tenho inevitavemente no meu corpo, sem ela, minha doce criança, eu seria mais um demônio destinado a vagar pelo planeta em busca de alguma coisa... Uma coisa que nunca saberia o que é. A mais perfeita dos anjos se juntou à um demônio cujo coração foi destinado a gerar mais e mais ódio. Tivemos família, sim, duas filhas, mesmo que uma fosse adotada, pareciam ter puxado a mãe, principalmente a capacidade de controlar um demônio como eu... As trevas criaram uma ligação com minha filha adotada, ela se tornou "da familia". Nossas filhas adotaram a mente e o poder abençoado pelas trevas e a mais pura beleza e aquele "algo a mais" dos anjos... Sim, minha vida seria boa, tirando esse detalhe, essa droga de detalhe, a imortalidade e a maldade de um demônio...
Acostumado a nova vida que formei, lembrei do que disse o demônio que fez o que eu era agora: “Será que você será feliz assim? Te dei uma segunda vida, seu ódio será seu combustível, não poderá evitar teus novos desejos...”. Então ele só continuou rindo de mim. Confesso que agora entendo o que ele quis dizer.
A minha história é igual a sua, só que com um capítulo a mais...
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