Não seja eu confundido para sempre,
Por vossa justiça livrai-me!
Inclinai para mim vossos ouvidos,
Apressai-vos em me libertar,
Sede para mim uma rocha de refúgio,
uma fortaleza bem armada para me salvar.
Pois só vóis sois minha rocha e fortaleza:
Haveis de me guiar e dirigir,
Vós me livrareis das ciladas que me armaram,
porque sois minha defesa.
Minha vida se consome em amargura,
E meus anos em gemidos.
Minhas forças se esgotarão na aflição,
Mirarram-se em meus ossos.
Tornei-me objeto de opróbrio para todos os inimigos,
ludríbrio dos vizinhos e pavor dos conhecidos.
Vogem de mim os que me vêem na rua.
Fui esquecido dos corações como um morto,
fiquei rejeitado como um vaso partido.
Sim, eu ouvi o vozeiro da multidão, tramam como me tirar a vida.
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