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barbaragross

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~barbaragross - Jornais

  4 jornais


Ah, meu Deus, as férias foram embora!

Postado em 22/01/2009 11:44

Minhas aulas começarão dia 26 de janeiro, a próxima segunda-feira. Não esotu preparada para entrar lá... Acho que, apesar de querer voltar as aulas e tudo mais, não estou afim de ter de volta a mesma rotina chata de acordar as seis da manhã, trocar de roupa, pôr o uniforme, arrumar o cabelo, tomar café-da-manhã, escovar os dentes, pegar a mochila e subir a pé pra aula. Acho que queria que tivesse mais emoção no ato de "ir pra aula". Queria ser rica. Todos os dias seriam divertidos, eu poderia ir um dia de limosine, outro de moto, outro de Ferrari, outro com o ônibus da escola... Ora, seria divertido. Mas se eu fosse pobríssima seria legal também. Eu teria de acordar mais cedo, ir até o outro lado da favela em que eu morasse (eu estou falando de gente pobre meeeeeeeeeeeesmo!) ir buscar pão, alimentar meus 1.546.6478.221.021 irmãos, pegar o caminho até a escola, pagar pro pessoal mal da favela pra eu poder passar pelo caminho, dar "oi" pros meus amigos... Seria muito cansativo, mas seria ótimo.

Ok, não seria tão legal ser rica - eu viveria cercada de gente falsa - e não seria legal ser pobre - morar na favela, pra mim, está fora de cogitação - então, eu acho que quero essa rotininha chata mesmo. Afinal, é a única que eu tenho...



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Coisas Nescessárias

Postado em 21/01/2009 12:06

Um dia eu estava terminando um trabalho de escola qualquer quando vi que ninguém se importava com o trabalho, no meu grupo. Estavam ali para conversar, pra entrar na internet no Orkut e no MSN, em coisas, muitas vezes, fúteis. Eu percebi que estava fazendo o trabalho sozinha e que, como uma idiota qualquer, estava pagando a internet que elas (as meninas do meu grupo) estavam usando. Decidi por um fim naquilo. Expulsei sem um pingo de delicadeza ou educação as meninas da minha casa. Fiquei me sentindo mal, mas entendi que havia feito a coisa certa. No dia seguinte levei o trabalho, tirei dez. As meninas fizeram o trabalho, mas não tiraram dez. Prefiro nem dizer a nota delas (não, não foi zero...). Depois de um ou dois dias com aquele clima pesando na minha sala por causa da minha atitude, resolvi pedir desculpas. As desculpas que eu pedi foram desdenhadas e jogadas na minha cara como "uma falta de educação ridícula" e, depois disso, soltei mais um pouco da falta de educação depositada nelas dias antes. Xinguei as garotas com nomes que nem eu sabia que conhecia. Elas chegaram a avermelhar a face de raiva, quando uma delas resolveu que aceitaria a desculpa porque, de qualquer forma, o clima na sala estava horroroso. Pedi desculpas mais uma vez pelo acontecimento passado e pelo recente. Demos risada. Nos abraçamos e eu percebi que havia feito a coisa certa: se não tivessemos brigado, eu não receberia aquele abraço caloroso, aquele sorriso pequeno e envergonhado que nós três trocamos foi engraçadíssimo. Quase todos na sala riram. E isso aconteceu na aula de matemática, na explicação de uma matéria que, mesmo depois de comparecer ao reforço, eu não entendo.
Mas valeu a pena brigar...


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Coisas Nescessárias

Postado em 21/01/2009 11:54

Um dia eu estava terminando um trabalho de escola qualquer quando vi que ninguém se importava com o trabalho, no meu grupo. Estavam ali para conversar, pra entrar na internet no Orkut e no MSN, em coisas, muitas vezes, fúteis. Eu percebi que estava fazendo o trabalho sozinha e que, como uma idiota qualquer, estava pagando a internet que elas (as meninas do meu grupo) estavam usando. Decidi por um fim naquilo. Expulsei sem um pingo de delicadeza ou educação as meninas da minha casa. Fiquei me sentindo mal, mas entendi que havia feito a coisa certa. No dia seguinte levei o trabalho, tirei dez. As meninas fizeram o trabalho, mas não tiraram dez. Prefiro nem dizer a nota delas (não, não foi zero...). Depois de um ou dois dias com aquele clima pesando na minha sala por causa da minha atitude, resolvi pedir desculpas. As desculpas que eu pedi foram desdenhadas e jogadas na minha cara como "uma falta de educação ridícula" e, depois disso, soltei mais um pouco da falta de educação depositada nelas dias antes. Xinguei as garotas com nomes que nem eu sabia que conhecia. Elas chegaram a avermelhar a face de raiva, quando uma delas resolveu que aceitaria a desculpa porque, de qualquer forma, o clima na sala estava horroroso. Pedi desculpas mais uma vez pelo acontecimento passado e pelo recente. Demos risada. Nos abraçamos e eu percebi que havia feito a coisa certa: se não tivessemos brigado, eu não receberia aquele abraço caloroso, aquele sorriso pequeno e envergonhado que nós três trocamos foi engraçadíssimo. Quase todos na sala riram. E isso aconteceu na aula de matemática, na explicação de uma matéria que, mesmo depois de comparecer ao reforço, eu não entendo.
Mas valeu a pena brigar...


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Uma Cerejeira

Postado em 20/01/2009 19:00

Bom, você deve estar se perguntando por que o nome deste jornal é cerejeira. Eu, particularmente falando, tenho medo de não agradar a todos, nem mesmo aos que se dão ao trabalho de tentar ler este jornalzinho dentre tantos outros. A questão é: o que os leitores procuram? Eles procuram ação, aventura, romance, comédia, tristeza, tragédia, falsidade, medo, ergonha... O que eles querem? Sabe, eu escrevi uma fic. Ela foi rejeitada. devo ter feito algo errado, copiado sem intenção a fic de alguém, não sei. sincramente, eu não sei. Então, resolvi tentar aqui. Aqui vou contar com vocês para ter alguma popularidade, alguma visita, alguma coisa. Eu escrevi uma pequena...Ah, não sei o que é aquilo, mais eu escrevi e gostei. Então, escreverei aqui novamente para que vocês possam ler e, se possível, compreender.
O pôr-do-sol é o momento do dia em que você percebe que jogou mais da metade do seu dia no lixo tentando fazer algo útil e ao mesmo tempo fútil, como trabalhar e 'tentar ganhar algum dinheiro'. Sinto muito, mais isso é uma incrível besteira. Uma grandissíssima perda de tempo. Uma completa burrice. Coisa de humanos, claro. Quem mais passaria o dia tentando pensar numa maneira de ganhar dinheiro? Veja a que ponto chegou o capitalismo. Passamos anos e anos e até décadas de nossas vidas pensando em como ganhar dinheiro para depois morrermos e deixar todo o dinheiro e o tempo perdido de nossas vidas para nossos filhos vagabundos que provavelmente (dependendo do tipo de filho que você criou) vai jogar esse dinheiro fora com bebidas e drogas oua té mesmo tentando sem sucesso montar uma banda ou uma pequena empresa ao invés de ir para uma faculdade estudar direito ou medicina, como seus pais (nós) sonhavamos. Apesar de eu enchergar assim, quero saber: por que você está aqui lendo isto quando podia estar lá, trabalhando feito um camelo, tentando ganhar o seu bom e velho dinheiro?


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