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FilippoSaverio

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~FilippoSaverio - Jornais

  26 jornais


Tezuka Day

Postado em 17/12/2011 21:21


Hoje, dia 17 de Dezembro, boa parte da blogosfera brasileira dedicada a anime e mangá está homenageando ninguém menos que Osamu Tezuka, a pedra fundamental do mangá e anime como o conhecemos.

O leitor que me lê, peço que prestigie e visite os blogs, e constate o empenho da galera da blogosfera, que, não duvido, será um marco.

A seguir, alguns links de blogs envolvidos:

Maximum Cosmo
Otakismo
Gyabbo!
Mangás Undergrounds Elfen Lied Brasil
Subete Animes
Anikenkai
Mais de Oito Mil
Blog do Graveheart
Mangás Cult
Folha Nerd
ManGONZO
Video Quest
Mundo do Coringa
Chuva de Nanquim


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O Mal Sinal de Midori Days

Postado em 02/11/2011 23:41

Resolvi assistir ao anime Midori no Hibi - ou Midori Days, como aparece na mídias anglófonas.

É um anime pelo qual eu, primeiramente, não sentiria nenhum atrativo. Um anime romântico, dum cara que tem por namorada a mão direita...

Mas, por curiosidade, e algo mais, resolvi assistí-lo. E me peguei chorando.
Isso não é bom sinal.



Escutando: Sentimental - CooRie
Lendo: Mao Dante (cadê o terceiro volume?!)
Assistindo: Midori no Hibi, Ao no Exorcist, Hokuto no Ken, Kamen Rider #1
Bebendo: Café

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Terminei Devilman

Postado em 23/10/2011 14:31

Terminei de ler o mangá Devilman, do mestre Go Nagai. Um clássico absoluto; mas, também, uma obra sombria e pessimista.

Ao terminar a história de Akira Fudou, fiquei chocado. E até agora, estou me recuperando do choque. Tu não fazes idéia.


Escutando: Romance - Pelicilim
Lendo: Devilman (terminei)
Assistindo: Ovas de Devilman; filmes de animes diversos
Comendo: Frutas
Bebendo: Café

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Afrodite

Postado em 27/09/2011 20:42

Vi Afrodite esses dias. Pegou o mesmo ônibus que eu, de Guaíba para Porto Alegre.

Frágil, caminhava como se flutuasse. Saía do micro-ônibus integrado, do bairro do Bom Fim, a bolsa pendendo do braço. Não trajava, obviamente, aqueles vestidos das gregas; ao invés, trajava um sobretudo, abaixo do qual vi blusão de lã e calça jeans, esta última apertadas nas canelas, por um par de botas. Os cabelos eram lisos, castanhos. Longos à altura do pescoço.

Afrodite tinha feições marcantes: um semblante levemente descaído, mas não menos belo. A primeira fileira da dentição era um pouco saliente. O queixo, pequeno, era frágil, e combinava muito bem com a expressão.

Vi nela um tédio em relação ao mundo dos mortais. Também pudera: é uma deusa.

No entando, Afrodite, creio eu, tirou os dias para me atormentar. Afirmou para suas amigas que estava comprometida – deve ser Ares, o deus da guerra, o felizardo. No entanto, parece ter predileção por sentar-se próxima a mim. Naquele dia mesmo, sentou-se a minha frente, tirou um livro e se pôs a ler.

Falando francamente, tive vontade de desafiar Ares para um duelo. Desafiaria o Olimpo, os deuses, os heróis, tudo. Ares me olharia de baixo, por entre o elmo pesado e relusente. Resmungaria alguma maldição, das típicas dele. Brandiria a espada, e com ela tentaria levar-me para um encontro mais cedo com o barqueiro Caronte. Eu ergueria meu sabre, e me jogaria para um fim heróico, uma bela morte.

Melhor, do que o tormento de Afrodite, naquele ônibus. O tormento de Afrodite, a saber, o tormento dos olhos.


Escutando: Keep my Pace - Sunset Swish
Lendo: A Batalha do Apocalipse - Da Queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo
Assistindo: Bleach, One Piece e Cavaleiros do Zodíaco - Lost Canvas
Jogando: Samurai Spirits
Comendo: Pão
Bebendo: Café

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27 dicas para se escrever corretamente

Postado em 10/07/2011 20:33

1. Desnecessário se faz empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme deve ser do conhecimento de V. Sa. Outrossim, tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

2. Evite abrev., etc.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia orosimbo donato, meu professor lá no colégio pe. herculano paz, em itapecerica de minas.

5. Evite lugares-comuns como "o diabo foge da cruz".

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out, palavras de origem portuguesa estão in.

8. Seja seletivo no emprego de gíria, bicho, mesmo que sejam maneiras. Sacou, galera?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva. A repetição vai fazer com que a palavra seja repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu pai: "Quem cita os outros não têm idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Nao seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma ideia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Corta!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Nunca use siglas desconhecidas, conforme recomenda a A.G.O.P

21. Exagerar é 100 bilhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tao úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Seu texto fica horrível! Sério!

25. Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a orthographia, para nao estrupar a língua.

27. Seja incisivo e coerente. Ou talvez seja melhor não...


Escutando: Trilhas de encerramentos diversos de vários animes (One Piece, Bleach e Katekyo Hitman REBORN! para ser mais específico)
Assistindo: One Piece, Bleach e Katekyo Hitman REBORN!
Jogando: Real Bout Fatal Fury Special

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Adeus, White

Postado em 14/06/2011 00:53


Na última Quinta-Feira, quando fui aos fundos da minha casa para lavar minhas faixas de mão, deparei-me com o corpo sem vida de meu cachorro.

O olhei, e rapidamente percebi que estava morto. Estava deitado de lado, com os olhos abertos e já um pouco descoloridos.

O toquei mais de uma vez. A sensação era que estava diante de um animal de pelúcia, com bolas de vidro por olhos e pelagem artificial. Não havia mais vida ali.

Tentei fechar os olhos dele, como se faz com os humanos que deixam este mundo. Não consegui.

Parti desconcertado de casa, pois tinha que ir a Faculdade. Liguei para meu pai e o avisei de que White havia falecido.

White. Era esse o nome que eu tinha dado a ele, há mais de doze anos atrás, quando o ganhei de meu pai. Ele o achara vagando nas proximidades do local onde trabalhava, e o trouxe para casa. Quando o vi pela primeira vez, percebi que era um cachorro amigável e manso. Logo, descobri que gostava de cafunés na cabeça.

White passara todo esse tempo comigo. Mais do que simplesmente um cachorro, ele era parte da família.

Lembro-me dos saltos de um metro de altura que ele dava para sair para rua, diante do portão. Sua estatura baixa lhe dava uma agilidade incomum. Quando morava em Cachoerinha, os vizinhos o chamavam de "João do Pulo".

Sofreu um pouco quando nos mudamos para Guaíba. Babava em excesso no carro. Mas logo se habituou à nova terra, e construiu fama para si nas ruas do bairro.

White passou por maus bocados. Alguém lhe dera uma facada no peito, deixando muito doente. Ficou dias com um curativo de tecido e tratado a polmada especial, até que se recuperou.

Levou de outro alguém uma paulada no lado da face, ficando com a bochecha inchada. Demorou um pouco, mas novamente se recuperou.

Com o passar do tempo, sem que eu percebesse, sua frequência nas ruas foi diminuindo, e permanecia mais tempo em casa. Os pensamentos que me vinham, que me atormentavam, de que um dia sua vida cessaria, começaram a se intensificar nesse período.

Certa vez, White, por algum motivo que até hoje desconheço, saiu de casa e se sentou no canteiro que dividia uma avenida, há dois quarteirões de nossa casa. Tentei o levar de volta, mas ele se recusava. Fui para o curso técnico, e voltei. Ele ainda estava lá, sentado, como se estivesse esperando por algo. Tememos eu e minha irmã que fosse pela morte. Mas foi um alarme falso; White viveria por muito mais tempo. Mas foi como se ele estivesse se preparando.

Nos últimos dias, já não latia mais. A audição já estava fraca, e com dificuldade caminhava pelos fundos. Tomava sol pela manhã. Passava muito tempo deitado em sua cama.

No sábado, antes da semana de sua morte, vi meu cachorro seriamente debilitado. Senti uma grande tristeza. Senti a decadência naquele ambiente.

E agora, ela finalmente chegou.

Adeus, meu velho amigo. Não me esquecerei de todos aqueles dias em que, ao voltar da escola, White saia correndo, de onde estava, a me encontrar.

Escutando: Ever - Gackt
Lendo: Sol e Aço - Yukio Mishima
Assistindo: Virtua Fighter Animation

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O nível dos fãs da banda Restart

Postado em 06/04/2011 18:50



Escutando: Faraway - Gackt
Lendo: O Pavilhão Dourado - Yukio Mishima
Assistindo: Devilman Lady
Jogando: KOF 98 (virei!)
Bebendo: leite com chocolate

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Não quero ser um escravo digital

Postado em 30/03/2011 21:03


Não quero ser um escravo digital.

Não quero ser enrredado por incontáveis redes sociais e sites de relacionamento, a ponto de tais substituírem os meus relacionamentos na vida real. Não quero viver a comentar status de algum "amigo" da rede; não quero ficar a esperar por novas fotos, por novos vídeos, por atualizações em geral.

Não quero ser um escravo digital.

Não quero ficar preso aos blogs, aos fóruns, aos jogos online, a ponto de não saber mais o que acontece lá fora. Não quero viver postando coisas e lendo outras, em navegações infinitas; quero, antes, no momento apropriado fechar os blogs para conferir o "grande blog" do mundo.

Não quero ser um escravo digital.

Não quero viver sentado em frente a um PC. Não quero comer uma porcaria semi-pronta enquanto acesso um ou outro site. Não quero desaprender meus movimentos, e repetir sempre os poucos e mesmos, a saber, o levatar, o sentar, o manusear do mouse e o dedilhar do teclado.

Não quero ser um escravo digital.

Não quero, de modo nenhum, rir dos anciãos e dos idosos, por desconhecerem tal mundo novo ou por navegarem nele com dificuldade, como um marinheiro novato em mar bravio e desconhecido. Não quero escarnecer de meus pais quando me pedirem ajuda para abrir seus e-mails, exigidos por uma era digital.

Não quero ser um escravo digital.

Não quero olhar para a Internet e chamá-la "meu mundo". Não quero construir uma imagem de algo que não sou nos fóruns, nos blogs, nos sites de relacionamentos. Não quero atender por um nick distante da minha realidade. Não quero servir à rede; antes, que ela me sirva de instrumento, qual sua função primordial.

Não quero ser um escravo digital.

Escutando: Boys & Girls - LM.C
Lendo: O Pavilhão Dourado - Yukio Mishima
Assistindo: Katekyo Hitman Reborn
Bebendo: café

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Fundamentalismo

Postado em 28/03/2011 12:31

.O fundamentalismo rejeita as liberdades humanas descobertas com o surgimento do iluminismo ocidental, e compromete-se a combater a secularização humanista e todos os demais aspectos do mundo moderno que considera maléficos à condição espiritual da humanidade.

afirma que os seres humanos devem submeter-se à autoridade do ser divino, cujas verdades divinamente reveladas e mandamentos absolutos foram dados de uma vez para sempre – na Torá para os judeus, na Bíblia para os cristãos, e no Corão para o muçulmanos.

O fundamentalismo, portanto, leva as pessoas a pensar em termos de branco e preto. As coisas são falsas e verdadeiras, boas ou más. Há poucos graus intermediários, quase nenhuma incerteza, e não aceita o debate nem o diálogo entre as religiões.

Não confia na razão humana. Não dialoga: só proclama. Teme a democracia, os direitos humanos e a igualdade dos sexos. Incentiva fortes lideranças masculinas e carismáticas na religião e na sociedade.

O fundamentalismo busca o exercício de controle ao estabelecer sociedades teocraticas que se conformem com verdades divinamente reveladas absolutas.


Lloyd Geering. Fundamentalismo – O desafio ao mundo secular, pg. 34,35 .

Fonte: fchagas

Escutando: Tema da primeira abertura de Fairy Tail
Lendo: Tao do Jeet Kune Do - Bruce Lee
Assistindo: One Piece

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Feira e Eucaristia

Postado em 26/03/2011 22:01

Por Jeyson Rodrigues

Rubem Alves conta que só lê livros escritos com sangue, e que após comê-los, deixam de pertencer aos seus autores, passando a circular em sua própria carne e corrente sanguínea. Deles se apossa e reconta. Prefiro aplicar o pensamento de Rubem às pessoas, livros mais vivos, coloridos, ilustrados. Na contra-mão de Zíbia Gaspareto, afirmo que todos são de todos. E eu, que sou um colecionador de gente, à semelhança de Thomaz, na “A insustentável leveza do ser”, coleciono expressões, jeitos, vozes, pensamentos, atitudes, palavras, risos e lágrimas, suspiros, gemidos, gritos e silêncios, olhos e olhares. Na sala de minha coleção, não se encontram amontoadas todas as pessoas que deixaram de ser delas para se tornarem também minhas. Mas cada uma, particularmente. Nunca se perdem no meio das outras. Cada uma se destaca entre todas, de forma que somente eu me perco entre os retalhos costurados na colcha que sou.
E o que faço com você, que deixou de ser sua ou seu pra em mim se costurar? Ora meus, ora minhas, faço o que quero quando quero, uso, abuso, refaço, misturo, arbitrariamente, com todos os eus. Comigo estão, em minha carne e sangue, e na objetividade da minha existência, no jeito de falar e de me mover. Comigo estão, em toda a subjetividade da minha co-existência, esboçando o concreto porvir, ou não-porvir: meus pensamentos e sentimentos, minha espiritualidade e ausências de fé.
A Ceia sempre mexe comigo. Sempre imaginava como teria soado aos ouvidos apostólicos, o convite a comer a carne e beber o sangue do amigo que predizia sua morte. Talvez, como brincadeira de mal gosto. Particularmente, acho que magoado pelo convite sádico, depois de censurá-lo, me negaria a comer e sairia da mesa. Mas acho que é isso. Eucaristicamente, comemos a carne e bebemos o sangue uns dos outros. Deixamos de ser nossos quando somos consumidos por quem nos consome. Entramos em sua corrente sanguínea e nas dialéticas e dinâmicas de cada um. Fazemos parte. Nos misturamos. Nos tornamos mais de um em um só, como que fazendo amor, profanando a Trindade, ou simplesmente multiplicando-a, ou simplesmente integrando-a, ou simplesmente concretizando-a, talvez melhorando-a.
Voltei de Feira de Santana, diferente. Apaixonado por tantas coisas que nem conseguem ser ditas. Dentro em mim, algumas pessoas tomaram o lugar de alguns livros. Muitos livros erraram. Comi e bebi a carne e o sangue dos que agora fazem parte de mim. Aprendi mais sobre Feira e eucaristia. Sobre morte e vida. Aprendi que bruxas existem, e que são boas e belas. Aprendi sobre rãs, acarajés e maçãs. Aprendi mais sobre violência e carinho. Sobre fé, amizade e amor. E aprendi mais sobre encantamento. Sobre rupturas e negociação. Sobre cerveja, estrelas e Anísia. Sobre loucura e Aníssima. Sobre mim e a fina-pele de Ana. Sobre Marcos, Cleize e Samir. Sobre Jorge, Felipe e Aletuza. Novos e antigos-novos rostos, constituídos e sempre re-constituídos por suas próprias eucaristias. E agora, protagonistas da reconstrução de mim, eucaristicamente.


Fonte:Blog de Jeyson Rodrigues

Escutando: Colors of the heart - UVERWorld
Lendo: O Tao do Jeet Kune Do - Bruce Lee
Assistindo: One Piece
Jogando: The King of Fighters 98
Comendo: Sopa
Bebendo: Café

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