
A festa de encerramento da academia estava chegando e, pela primeira vez, Videl estava ansiosa por isso. Tinha comparecido no ano anterior apenas por obrigação social, mas, desta vez, havia um motivo especial para ir. Claro, teria que tomar cuidado com os olhares de Marcelo e seu pai, porém, nada apagaria o fato de que ela e Mario iriam como um casal. Quer dizer... O italiano ainda não a havia convidado ainda, mas Videl acreditava que o convite era tão óbvio que não precisava ser proferido.
Ela estava voltando da aula de herbologia e acabara de pisar no átrio do castelo quando sentiu um braço envolver sua cintura e um beijo estalar em seu rosto. Mario a soltou logo em seguida, ainda assim, Videl corou no mesmo instante. Ainda não se acostumara com as demonstrações de afeto do loiro, além do receio de que Pimmano pai ou Aoki pai ou ambos vissem aquilo e desconfiassem de algo. – Já almoçou? – Ela meneou a cabeça. – Acordei atrasada para a aula da Andrieux-sensei. Mal tive tempo pra tomar café da manhã. – Ele, então, se ofereceu para acompanhá-la até o salão principal. Ela agradeceu, mas disse que passaria no dormitório primeiro e o encontraria no salão em vinte minutos. Ele concordou e se despediram na escada. Havia pisado apenas no primeiro degrau quando ouviu uma voz familiar chamar o italiano. Por curiosidade, ela parou. Uma juste morena de olhos azuis se aproximou dos dois. Videl não a conhecia direito, mas já conversara com ela algumas vezes nas aulas. Não sabia sequer que a garota conhecia Mario.
Parecendo ignorar a oriental na escada, a justina perguntou, sem rodeios e com um sorriso nos lábios, se o garoto aceitaria ser seu acompanhante na festa que se aproximava. Videl sentiu pena da garota naquele momento e esperou que Mario dissesse que já tinha companhia. Porém, ao invés disso, ele apenas passou o olhar da nobleana para a Justina e de volta para a nobleana. A oriental não queria acreditar no que via, mas não podia negar que o que via no olhar do garoto era a mais pura dúvida. Mario não sabia o que responder.
Ela não disse nada. Apenas deu de ombros e tornou a subir as escadas, ignorando o chamado do loirinho. Não devia ficar chateada, afinal, não era nada oficial. Então, por que doía? Virou a próxima esquina à esquerda, decidindo pular o almoço e passar o resto do dia na cama.