Bom, se você veio ler o meu jornal, é por que sabe de quem são essas palavras.
Desculpe por ser um texto tão longo, mas é minha preparatória para dia 15. Sim,
tem spoilers do último livro.
Nossa Rowling, que escreveu praticamente aquilo que foi a minha infância, a história do pequeno garoto que sobreviveu, disse a Daniel: "É como abraçar meu filho", logo depois dele dizer que tudo o que aconteceu e acontecerá na vida dele é consequência do que Jo fez, e agradeceu por tudo. Ela considera Harry Potter o seu filho, e esses livros, disse, são o símbolo de quando suas esperanças já estavam quase esgotadas. Mal sabia que, com seus textos, marcariam as nossas próprias histórias e nos deixariam na esperança de ver uma coruja atravessar nossas janelas com cartas de volta às aulas, vindas da Escola de Magia e Bruxaria, Hogwarts.
Digam a verdade, um de seus desejos de infância (senão até hoje) seria colocar o chapéu seletor e ser indicado para Grifinória, Sonserina, Corvinal ou Lufa-Lufa, assistir às aulas, jogar quadribol, sentar-se em uma das longas mesas do Salão Principal todas as manhãs, e quem sabe arriscar-se à andar pelos corredores escuros de Hogwarts à noite.
Isso nos traz nostalgia, não é? De quando nos sentamos no cinema para assistir um filme novo, de um mundo de bruxos oculto da sociedade dita trouxa. Ou de quando pegamos um livro, fino comparado com os demais da série, de uma autora, chamada J.K. Rowling, onde via-se uma pequena esfera dourada com asas na capa, fugindo de um garoto de óculos e uma cicatriz com forma de raio na testa. Nem parecem ter se passado tanto tempo assim.
Fomos crescendo, e os nossos queridos personagens, Harry Potter, Ronald Weasley e Hermione Granger nos acompanharam. Engraçado como nossas personalidades eram parecidas.
Como não fiquei com vontade de olhar para o espelho de Ojesed! Ou ficar aflita com a história do Basilisco nos dutos, quem sabe amedrontada com a fuga do "criminoso" Sirius Black? Ah, o grande Baile de Inverno, tenho o desejo de participar de um até hoje. Participar da Armada de Dumbledore então, nem imagino. Ver a invasão dos Comensais na nossa escola, e até, então, participar da guerra, para protegê-la.
E por mais que a gente tema, semana que vem, dia 15/O7, nós veremos essa guerra. Participaremos dela também, e veremos seu desfecho. Duas vezes, até por que muitos de nós já lemos o livro. Iremos chorar de tristeza pela morte de Fred (que, aliás, é um dos meus personagens favoritos), chorar de alegria com o beijo de Ron e Mione, finalmente, se emocionar com a história de Severo e sua paixão por Lílian, e, então, como o nosso trio será, agora levando os próprios filhos até King's Cross, à plataforma 9 3/4, para pegarem o Expresso de Hogwarts.
Mas não vai ser um "desfecho", um "fim" de verdade.
Por que
a magia não tem um fim.
Camii, Potteriana, sonserina, futura Weasley.