Postado em 30/05/2010 16:37
Vcs repararam q esses dias eu sumi um pouko?? entao, eu tava muito ocupada com a escola, e com os outros mundos na net... Mas agora eu to d volta! e sem novidades =/ ta so uma, mas eh meio triste:, eu vou muda d escola =/ ja mudei fui pro Seta (Tito Alba) aki da minha cidade, e eu to meio triste por isso, eh q eu vou fika longe dos meus amigos, e tbm nao curto muito os alunos do Seta, mas faze o q ne? bola pra frente, eu ainda vou pode ver eles!! E agora eu vou por um conto q eu axei muito muito muito kawaii, eh comprida mas vale a pena ler(eu chorei)*--*
A Historia de Shiro
Papai Noel voce conhece Eh o velhinho de Natal Mas muita gente desconhece Um velhinho quase igual
Ele viveu em outra era No outro lado do mundo Eh o Velhinho da Primavera Que tinha sentimento profundo
Hanasaka Jiji era o seu nome Literalmente o Velhinho Florassao Eh personagem de renome De uma lenda do Japao
Os japoneses adoram esse velhinho E por ele tem muito carinho Pois quando existem dificuldades Ele indica um florido caminho
Se sua vida eh um galho seco E seu pedido nao tem eco Pessa ao velhinho o que quiser Para uma grassa receber
Esta historia comessa assim: Ha muitos e muitos anos Vivia um casal de velhinhos Muito alem dos oceanos
Nao tinha filho o casal E para amenizar a solidao Tratava Shiro como tal Com carinho e devossao
Shiro nao era gente, nao, Era um animal de estimassao Um cachorro de pelo branco Docil, meigo e muito franco
Eh bom que seja lembrado Porque assim era chamado Era branco como suspiro E branco em japones eh shiro
Certo dia quando o velhinho Capinava devagarzinho Shiro cavava sem parar Latindo no mesmo lugar
Como era tanta a barulheira Num esforsso sem brincadeira Para o osso desenterrar O bom velhinho foi ajudar
Cavando o local indicado Para o osso encontrar O velho ficou assustado Com o que acabara de achar
Eram muitas moedas Todas elas de ouro! Uma vez desenterradas Um verdadeiro tesouro!
O velhinho encheu a cesta Com o reluzente achado Comemorou dando uma festa Ao cachorro venerado
Com avansso da idade E o empenho esforssado A labuta diaria na rossa Tornou-se um fardo pesado
Por isso aquele rico achado Encontrado no local indicado Foi uma dadiva divina Que veio de uma assao canina
Foi assim que de repente O casal que era tao pobre Mudou completamente E ate parecia nobre
Acontece que na casa vizinha Morava um velho ranzinza Que tinha um corassao maldoso E a fama de ganancioso
Sem perguntar se era bem-vindo Dirigindo-se a casa do lado O ganancioso foi logo pedindo O cachorro Shiro emprestado
Nao sabendo dizer nao O bom velhinho ah contra-gosto Deixou o vizinho levar o cao Para o terreno oposto
Sempre sendo maltratado Por uma corda foi puxado Pelo pescosso amarrado Shiro foi levado arrastado
Na rossa do velho malvado Ainda que solicitado Shiro permaneceu calado Deixando o homem irritado
Seu cachorro teimoso mostre-me onde tem ouro. Dizia o velho asqueroso Bufando como um touro
Arrastado por toda horta Puxando sempre na marra Em seu lombo chicotadas O cachorro sentiu a barra.
Numa tremenda agonia Shiro se esperneava e debatia A beira de uma taquicardia Brecando com as patas, resistia.
Mesmo assim o velho maldoso Num gesto covarde e vergonhoso Arrastou o cachorro feito escravo Ferindo seu corpo com agravo
Nao suportando o sofrimento E para expor o seu tormento Shiro, bravo como nunca se viu Mostrou os dentes e latiu
Porem, cego pela ganancia, O latido soou com relevancia O cerebro do velho malvado Pensou ser o local indicado
O invejoso com uma pa na mao E olhos estalados de ambissao. Cavou feito um doidao Fazendo logo um buracao
Delirando e suando sem parar Depois de muito cavar Ouro que queria nao achou Mas muitas pedras encontrou
Quando ja estava desistindo Viu algo na terra ah cintilar Cavou com as maos insistindo Indagando: – Seria ouro a brilhar?
Nisso, a seus pes a terra cedeu E tudo em sua volta fedeu O malvado se viu atolando Num posso de fezes afundando
O desastrado havia encontrado Uma velha fossa enterrada E banhado na podre sujeira Sentiu na pele a fetida meleira
Quando o velho do saiu do buraco Com expressao de maldito carrasco Tendo uma pa assassina na mao Golpeou Shiro sem perdao
No cranio em cheio a pa atingiu O violento impacto os ossos esmagou Enquanto o malvado de la fugiu Shiro sem vida estendido ficou
O bom velho ao ser notificado Do ocorrido sentiu-se culpado Pois um animal muito estimado Sem recusar ele havia emprestado
Recolhendo o corpo na cesta Ao cachorro pediu perdao Pois filho nao se empresta Nem mesmo por milhao
Ao ver o cadaver descer ah cova A velhinha acendeu um incenso Ao sopro do vento magoada trova Sentindo na alma vazio imenso
Regado a lagrimas o velho plantou Semente de pinheiro na sepultura E o casal chorava diariamente Lagrimejando na arvore futura
Junto a sepultura do amigo fiel Chorar todo dia virou ritual Lagrimas tantas a terra umedeceu E um fenomeno inesperado acontece
A olhos vistos a arvore cresceu Em pouco tempo se tornou gigante Tendo o tronco grosso como apogeu E uma a bela copa verde radiante
Numa bela tardezinha, Consultando seu corassao, Disse o velho ah velhinha Com muita inspirassao:
– O bom espirito de Shiro Nessa arvore reencarnou Reside hoje com muita paz Pois um tronco se tornou
A velhinha entao lembrou Que Shiro gostava de moti E comia com muita satisfassao A massa de arroz socada no pilao
Disse entao o velho: – Bem lembrado Vamos fazer desse tronco um pilao Assim o espirito dele fica vinculado Ao o que mais comia com devossao
Cortado o tronco foi feito um pilao E um malho para arroz socar Puseram o arroz glutinoso ah cozinhar Resolveram testar com grande emossao
Arroz cozido, comessaram a socar E houve um milagre no martelar Da massa, saltaram moedas de ouro E encheu a casa de tesouro
O casal vizinho, que a tudo assistiu, Espiando da cerca como sempre fez Veio pedir o pilao emprestado Dizendo que agora era sua vez
Sem coragem para dizer nao Mais uma vez o bom velhinho Atendeu ao incomodo pedido Emprestando o pilao ao vizinho
O casal invejoso pos o arroz a pilar Cheio de ganancia, queria faturar E, para as moedas encontrar, Foi socando sem parar
Porem, o milagre nao acontecia A massa ficou escura sem explicassao Quanto mais batia, mais fedia E tornou-se uma imensa podridao
Do pilao saia uma tremenda meleca Como num pesadelo de deixar careca Com imundicies jorrando em cachoeira A casa foi tomada de sujeira
Danado da vida, o velho malvado Rachou o pilao com o machado E queimou os pedassos de madeira Fazendo dela uma bela fogueira
Ao saber do ocorrido, As cinzas o bom velho foi buscar Ia leva-las para ao santuario Para o fiel amigo rezar
Era uma triste manha de inverno Carregando as cinzas do pilao O velhinho caminhava fraterno Cabisbaixo pela seca vegetassao
De repente, uma brisa invernal Carregou a camada superficial Das cinzas que estavam na cesta Espalhando feito festa
Em galhos secos as cinzas pousaram E os pozinhos em botoes se transformaram Em seguida, desabrocharam todas faceiras Em lindas flores de cerejeiras
O inverno virou primavera Quebrando as regras da estassao E a aldeia ficou encantada Grassas ao Velhinho Florassao
Nesse dia, passou pela aldeia o governador Ao saber do milagre, chamou o benfeitor – Mostre-me sua magia, meu bom anciao Dizem que com a natureza tu tens comunhao
Com o pedido honrado ficou E na arvore com o cesto o velho subiu As cinzas pelos galhos espalhou E o milagre das flores se repetiu
A arvore seca encheu-se de flores Cerejeira, simbolo dos samurais, O governador ficou admirado Mais que isso, emocionado.
– Apreciar flores de cerejeiras Fora da primavera, a sua estassao, Eh um privilegio sem fronteiras Velhinho, aceite minha gratidao
Como recompensa pelo espetaculo, Ricos quimonos e moedas de ouro Recebeu o velhinho oraculo Aumentando mais o seu tesouro
Novamente o vizinho invejoso, Que poderoso queria ser, Pegou o resto das cinzas no forno E esperou pelo governador no retorno
– Velhinho da Primavera eu sou Em galhos secos fasso dar flor Assim o ganancioso saiu gritando Quando o governador veio chegando
Em seu belo cavalo montado O nobre que amava as cerejeiras Sem conhecer o velho abusado Acreditou em suas baboseiras
– Que aldeia fantastica! – disse o senhor Muitos aqui conhecem a magia da flor! E, para agradar a visao do governador, O mesquinho jogou cinzas a todo vapor
Porem, nada aconteceu Por mais que o velho tentasse Nenhum galho floresceu E criou-se um grande impasse
– Homem, que esta esperando? Quero ver as flores de cerejeiras. Disse o governador esbravejando Com o velho que tentava de mil maneiras
Desesperado, o rufiao Jogou cinzas de montao Mas, levado pelo vento, Provocou um grande tormento
As cinzas foram parar Nos olhos do governador E de toda comitiva, Provocando grande dor
Ate o cavalo do nobre Um banho de cinzas levou Levantando as patas no ar Quase o governador derrubou
– Em toda minha vida Nunca vi tamanha afronta Que prendam esse impostor O atrevimento passou da conta
Conta a lenda que o velho insolente, Com medo de perder a cabessa, Comessou a raciocinar como gente E de joelhos fez promessa
Ao governador pediu perdao Jurando nunca mais bancar o vilao Prometeu nao cobissar coisas alheias E ajudar todos da aldeia
A historia de Shiro ao governador contou Com lagrimas nos olhos a chorar Dizendo que o cachorro castigou E que pela alma do animal ia orar
Depois de repreende-lo duramente O nobre libertou o velhinho Para cultuar certamente O arrependimento no caminho
Diz uma crenssa japonesa Endossado com muita certeza: “O castigo dos mortos eh mais abrasivo que os castigo dos vivos”
Esta eh a historia do cachorro Shiro Que, mesmo depois de morto, Nao esqueceu a divida de gratidao Com o Velhinho Florassao
Fonte: http://otakustreet.blogspot.com
KISSUS
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