Postado em há 12 horas
Escrever é estar vivo
Mas escrever distante de você
É dizer o quanto a distância me destrói
É saber que pode não haver um próximo encontro
Palavras agregadas, formando frases
O papel é minha testemunha,
A liberdade é relativa, limitada
A vida é tão leve que o vento sopra
Para além de nossas razões
Poucas palavras você me diz
“Se não tem o que dizer
Não aguarde que eu possa mudar o tempo”
Teu gesto em palavras ocultadas num sorriso
Já não existo há quanto tempo?
Sou renegado, julgado, com sentença
Sem chance de absolvição
Trago-te tristezas, e fico a morrer
O teu ser é o universo de sentimentos
E meu caminho é tortuoso e inseguro
Que você se esconde no silêncio
Por que sorri quando na verdade chora?
O teu mundo é imenso, não está sozinha
Cada passo teu mantém minha alma intacta
Minha mente em meu corpo
Repara a minha volta, não existe nada que me prende
Você me liberta; Eu poderia rasgar um pouco do teu céu?
Mostrar-te meu mundo que não é tão grande quanto o seu
Com o frio e a chuva te escrevo
Só por ti que palavras ressoam
Meu corpo treme e o papel recebe uma lágrima
Desculpa, por nunca querer te perder
Apesar de não te ter, sejas minha
Enquanto minha alma no corpo permanecer
A caneta perde tinta e meu coração congela
Queria que soubesse o que sinto, das constelações
Do frio que me proporciona
Sentindo-me morrer com toda essa distância
Torna-se seu, perco tudo que possuía como meu
Nos tornamos nós algum dia.
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