> AnimeSpirit > Fanfics > Animes > Naruto > Tal do amor: 8 e 80 > Capitulo V – Esperar e cansar pelo que vem depois

Fanfic Tal do amor: 8 e 80 - Capítulo 5 escrita por ~the-sadistics

Postado 09/10/2010 22:36

Avisos Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Gêneros Romance e Novela., Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Comédia, Ação, Aventura e Luta, Drama (Tragédia)
Personagens Sakura, Sasuke, Temari, Tenten, Gaara, Shikamaru, Neji, Sayuri
Tags Sasuke, Tenten, Sakura, Gaara, Sayuri, Temari, Shikamaru, Neji, Temari, Shikamaru, Neji, Temari, Shikamaru, Neji, Temari, Shikamaru, Neji, Temari, Shikamaru, Neji

168 exibições
4 comentários
Quatorze classificação
Não terminada
 

Capítulo 5 - Capitulo V – Esperar e cansar pelo que vem depois


Cap V – Esperar e cansar pelo que vem depois

Kane estava aquecendo, na beirada da piscina.
-Ei. – Aoi se aproximava sorrindo.
Kane apenas o olhou, estava concentrado e um tanto irritado.
- Cuidado para não perder pro irmãozinho. – O sorriso se tornou afetado, enquanto se afastava.
Kane olhou automaticamente para Katashi, ele estava de costas ainda usava o roupão, parecia olhar algo.
- Que foi? – Haku tocou o ombro do amigo.
- Aoi enchendo o saco e ele está aqui. – Kane se virou para o outro.
- Posso tentar resolver com o Aoi. – Inari se aproximou rindo. – Agora com o teu pai, não dá.
- Ele não é meu pai. – Grunhiu entre dentes, antes de acrescentar mal humorado. – Me mandou tomar cuidado com o Katashi.
- E por incrivel que pareça o animal ta certo. – Inari se tornou sério. – Aoi deu um “estimulante” pra ele.
- O que? – Kane imediatamente olhou para o irmão.
- Kane, calma. – Haku tentou segurá-lo.
Tarde de mais, Kane avançou para Katashi.
- O que você pensa que esta fazendo? – Kane sibilou assim que ficou de frente para o mais novo.
Katashi o olhou friamente, sua mão esquerda deslizou para dentro do bolso do roupão.
- O que o Aoi te deu? – Se aproximou um passo.
- Não é da sua conta. – Katashi olhou para o lado.
- Katashi, você tomou essa porcaria? – Tentou olhar nos olhos do outro.
- Não. – O olhou. – Não preciso disso pra provar que sou melhor que você.
- Se eu te pegar com isso, pior, se eu te pegar naquele clube desgraçado. – Parou para respirar, precisava se controlar, os punhos cerados tremião levemente. – Só não deixa eu te pegar.
- Porque? – Katashi grunhiu. – Quer brincar de irmãozinhos é? Quem sabe assim o papai lembra que você também é filho dele.
Kane apenas o socou no rosto, todos pararam para olhar os dois Hiwatari que começaram a trocar socos. Kane empurrou Katashi na tentativa de afasta-lo, mas este estava perto da água. Como consequencia caiu puxando o irmão junto. Katashi utilizou o corpo de Kane para dar impulso e subir, apoiou na borda, guindando o corpo.
- Katashi! – As vozes se misturaram, ele estava tonto.
- Ele ainda não voltou. – Alguém distante gritou.
- Filho! – Takeo entrou na sua frente ao mesmo tempo que ele ouvia o barulho de água.
Kane sentiu a água lhe voltar pela garganta, enquanto o ar lhe inflava os pulmões. Virou o rosto cuspindo a água.
- Você esta bem? – O sussurro era preocupado quase desesperado.
- To. – A voz saiu embolada.
A visão estava turva, precisou piscar algumas vezes até a pessoa entrar em foco.
- Kai. – Kane o chamou sem acreditar.
Kai suspirou de alivio, afagou o rosto do filho com o polegar.
- Nunca mais me de um susto desses. – Sussurrou em tom de reporvação.
Kane o olhou assustado, Kai o ajudou a se sentar.

Kakashi se sentou, respirava fundo apertando a ponte do nariz. A porta abriu com uma explossão e por ela entrou a mulher furiosa rebocando o filho pelo braço, Kai e Kane vinham logo atras, sérios.
- Exijo um castigo para esse moleque. – As maçãs do rosto muito vermelhas.
- Takeo. – Kai estava de frente para a janela.
- O que? – Ela se virou para o marido. – Vai defender esse delinquente? Ele quase matou o teu filho.
- Mãe, não exagera. – Katashi olhava para o chão.
- Filho eu sei que você esta estressado, deixa que mamãe resolve. – Acariciou os cabelos do filho. – Então Kakashi, exijo que ele seja punido.
- Antes, eu quero saber o que aconteceu. – Arqueou uma sobrancelha. – Rapazes?
Katashi suspirou ia abrir a boca para começar a explicar quando Kane o interrompeu.
- A culpa foi minha. – O tom monótono. – Eu o provoquei.
- Viu. – Takeo olhou para Kai. – Eu disse que era um erro deixar o nosso filho perto desse garoto.
- Hn…
- Capitão Hiwatari. – Kakashi se aprumou na cadeira enquanto Takeo torceu o nariz para o sobrenome. – As suas atitudes não condizem com o cargo que você ocupa nessa instituição.
- Eu sei, e peço desculpas por isso. – Curvou a cabeça. – Aceitarei qualquer punição que o senhor tenha a me dar.
- Aceita? – A mulher zombou. – Você não tem o que reclamar. Você é o erro que o meu marido cometeu e agora eu e meu filho temos que aceitar, você só tem o mesmo sobrenome do meu filho por capricho da sua mãe.
- Senhora Hiwatari, por favor, manere nas palavras. – Kakashi se inclinou na direção da mulher.
- Não, por favor, continue. – Kane pediu educadamente. – Creio que a muito tempo a senhora quer dizer isso.
- Muito tempo? – Takeo desdenhou enquanto se punha de pé. – O fato de você respirar já é uma ofensa a minha pessoa.
Kai se virou para a cena enquanto Katashi olhava para mãe. Kakashi olhava assustado para a explosão da mulher.
- O fato do meu marido sustentar você é uma ofensa a mim. – Andou até o garoto, ele era pelo menos uma cabeça mais alto. – A sua mãe é uma ofensa a mim.
- A senhora. – O tom frio e educado. – Pode falar o que quiser de mim, mas não mencione a minha mãe.
- Chega. – Kai se pronunciou. – Os dois.
- Hn… - Kakashi se postou ao lado de Kane e completou. – Você esta suspenso pelo resto do dia, vai se trocar e depois irei falar com você.
- Sim, com licença. – Fez uma leve mesura e se retirou.
- Senhora. – Kakashi se virou para a mulher que fuminava a porta onde o garoto havia saido. – Por que não leva o seu filho para a enfermaria?
- Onde é?
- É em um dos nossos prédios. – Indicou pela janela. – Logo atrás do prédio de artes.
Katashi se levantou e saiu com a mãe em seu encalço como um cão de guarda.
- Agora… - Se virou para Kai. – Temos que conversar.
- Olha Kakashi estou farto de todos me falando como devo agir com o garoto. – Começou irritado.
- Ele é seu filho.
- Eu sei muito bem disso.
Kakashi se travou, respirou fundo. Foi até a mesa e pegou um envelope.
- Rin me pediu para te entregar isso. – Estendeu para ele. – Pediu para você assinar.
Kai abriu o envelope e passou os olhos sobre os papéis.
- Guarda conjunta? – Franziu o cenho.
- Ela esta morrendo, Kai.
Ergueu os olhos sem demonstrar nada, tornou a guardar os papéis no envelope.
- Kai, você ouviu o que eu disse? – Kakashi franziu o cenho. – Rin…
- Eu ouvi. – Murmurou frio. – Agora se você me da licença, quero enviar esses papéis para o meu advogado.
Fez um curto aceno de cabeça e saiu da sala.

Misuki andava pelo corredor um tanto distraida, bateu na porta e esperou.
- Oi. – Aiko abriu a porta e deu um pequeno sorriso. – Procurando alguém?
- O Aki. – A voz calma e um pouco sonhadora.
- Vixi, ele e a Mieko foram pra casa no final de semana. – Coçou a parte traseira da nuca. – O Sr. Sabaku veio busca-los.
Mieko suspirou e pegou uma pequena caixa a estendendo para Aiko.
- Guarda isso pra ele?
- Claro. – Sorriu pegando a caixa com cuidado. – Era só isso?
- Era. – Olhou para o lado vendo um Hiwatari raivoso vir pelo corredor. – Kane?
O garoto passou pelos dois sem falar nada.
- Vai lá. – Aiko o indicou com a cabeça quando os dois ouviram o estrondo da porta.
- Até mais. – Acenou com a mão e saiu.

Daisuke estava parado olhando a tia que falaca exaltada com a enfermeira.
- Daisuke. – Katashi murmurou o chamando para perto.
O Uchiha se aproximou sentando ao lado do garoto na cama.
- Cadê a Aimi? – Perguntou depois de um curto silêncio.
- Com as garotas.
- Bom. – Olhou para a mãe rapidamente. – Precisamos conversar.
Se levantou saindo disfarçadamente com o Uchiha em seu encalço.
- Sabe que a tia vai ficar uma fera né? – Olhou para traz enquanto os dois se sentavam na escada.
- Pro inferno com ela. – Rosnou irritado. – Não sou nenhum bebê.
- O que eu mais gosto é o respeito. – Soltou uma risada curta. – Afinal, por quê vocês brigaram?
- Não sei, acho que tem algo de errado com essas vitaminas. – Estava pensativo. – Quero dizer ele ficou realmente irritado.
- Kane?
- Você disse algo sobre o clube? – Olhou para o Uchiha um pouco desconfiado.
- Não, mas eu tenho certeza que ele sabe. – Olhou escada abaixo. – E sobre as vitaminas, sei lá se a reação dele foi por isso mesmo, então a coisa é realmente complicada.
- E essa história da mãe dele?
- Te fez pensar? – Finalmente olhou para o garoto que parecia perdido.
- Sei lá, Chika me disse umas coisas que me deixo pensativo.
- Vem cá, você e a Aimi tão levando eles a sério de mais. – Suspirou irritado. – Nos conhecemos a menos de duas semanas e as opniões deles já são consideradas importantes?
- Calma. – Riu baixo. – Eu acho que você ta apaixonado.
- Claro que não. – Se apressou em se defender.
- Fala sério, você nunca fica irritado desse jeito. – Arqueou uma sobrancelha. – Só quando o assunto é o meu padrinho.
- E por isso eu to apaixonado?
- Não, você esta apaixonado pelo fato de que toda vez que estamos juntos você evita olhar pra Mieko. – Falou sabiamente, escondendo a diverção que sentia vendo o amigo ficar vermelho. – Ta apaixonado pela Mieko.
- Não.
- Ta.
- Não.
-HIWATARI KATASHI. – Ouviram o grito da mulher e rapidamente se colocaram de pé.
- Inferno. – Resmungou.
- Hã… eu… fui. – Daisuke falou antes de disparar escada abaixos.
- Valeu pelo apoio. – Katashi resmungou em resposta voltando para a enfermaria.
A mãe estava enfurecida e vermelha o esperanda com as mãos pousada nos quadris.
- Onde você esteve?
- Estava conversando com o Daisuke ali fora, mãe. – Murmurou reprimindo a onda de irritação. – Ja posso ir?
- Seu pai acabou de me ligar avisando que teve que ir embora resolver um problema.
- Hn?
- Vou passar o dia com você. – Ela sorriu afetuosa.
Katashi reprimiu os insultos que lhe vieram à boca.

Saiu do banheiro secando o corpo, Misuki o olhava deitada na cama.
- Ja sabe o que vai fazer hoje?
- Vou pra casa. – Retrucou abrindo a porta do armário.
- A tia vai ficar muito chateada quando souber que você brigo com ele.
- Incrivel. – Ele se virou jogano uma calça e uma camiseta sobre a cama. – Vai ficar irritada por quê eu defendi aquele babaca? E ainda assumi toda a culpa?
- Para com o drama. – Se pôs sentada. – Você fez certo, mas a maneira como você fez foi errada.
Pegou a calça e começou a coloca-la com violencia.
- Para com isso Kane. – Se levantou indo até a escrivaninha. – A auto-piedade não cai bem em você.
- Não estou tendo uma crise de auto-piedade. – Abotoava o botão da calça. – Só estou dizendo que ele é um babaca que aceita a merda de uns comprimidos dado por um completo estranho.
- Isso me lembra a história do doce. – Sorriu, começou a mexer em uns papéis sobre a mesa. – Você não deveria ter se descontrolado daquele jeito com o Aoi.
- Misuki. – Suspirou parou a meio caminho de colocar a camiseta. – Eu só…
- Eu sei que você quer protege-los, mas não é esse o jeito.
- Ontem ele estava com a Nara no meu escritório. – Se virou para a garota. – Tentando beija-la.
- Falando na Nara. – Soltou uma risada e o olhou, se encostou na mesa. – Acho que ela tem uma queda por você.
Kane franziu o cenho pensando, Misuki o olhou curiosa.
- Você não ta pensando em…
- É uma possibilidade.
- Isso vai dar errado Kane.
Ele deu de ombros e terminou de se arrumar ao mesmo tempo que uma batida na porta era ouvida.
- Kakashi. – Murmurou se adiantando para a porta.
O diretor entrou, parecia irritado, seu olhar pousou em Misuki.
- Se esqueceram das regras? – Perguntou em tom frio. – A senhorita não deveria estar nesse andar, Senhorita Sagawara.
- Eu sei diretor. – Ela prontamente se adiantou arrumando as roupas. – Eu apenas queria saber como o Kane estava.
- Vivo e ainda estudando aqui. – Indicou a porta.
A garota saiu sem mais palavras, Kane ficou parado e quieto com a cabeça curvada.
- Vamos. – Ordenou saindo porta a fora.

Os dois se olharam e juntos soltaram uma gargalhada de satisfação. Aoi mergulhou a mão dentro de uma gaveta puxando um saco de papel e dois copos.
- Acho que merecemos uma boa dose de vodka. – Falou alegre, serviu duas doses generosas. – E que essa seja a primeira de muitas vitórias.
Os dois brindaram e tomaram o trago de uma vez, Aoi abaixou o copo com uma careta sentindo o alcool lhe queimar a garganta. O celular sobre a mesa vibrou e ele prontamente o pegou.
- Pronto. – Respondeu com um tom frio e cauteloso. – Sim senhor, ja esta com eles. – Deu um pequeno sorriso. – Claro senhor, ire mante-lo informado.
Desligou e o jogou sobre a mesa.
- E o Kane só facilita a minha vida. – Sorriu mais abertamente cruzando os dedos atrás da nuca.

- Tsunade-sama. – Kakashi curvou a cabeça.
Tsunade levantou a cabeça do livro que estava lendo, o sorriso se abriu quando Kane entrou em seu campo de visão.
- Que bela surpresa, Kakashi. – Ela se levantou com um pouco de dificuldade.
- Achei que a senhora gostaria. – Olhou para o aluno.
O Hiwatari se limitou a devolver o olhar de Tsunade, colocando as mãos nos bolsos da calça.
- Boa tarde. – A senhora sorriu amavel.
- Senhora. – Curvou ligeiramente a cabeça.
- Tsunade-sama posso deixar esse rapaz aqui? – Kakashi o olhou severamente.
- Claro. – A velha senhora sorriu mais abertamente.Kakashi saiu da sala, Kane cruzou os braços sobre o peito, estava sério.
- Já vi que você é dificil. – Tsunade deu alguns passos. – Vou providenciar um suco, fique à vontade.
Kane olhou a senhora sair da sala, olhou as fotoss sobre a lareira, se aproximou.

Andou pela areia até a mulher próxima ao mar.
- Achei que te encontraria aqui. – Se sentou ao lado dela. – Se lembrando daquela noite?
Sakura se virou para ele, notou a fisionomia estranha.
- O que aconteceu?
- Katashi e Kane sairam no braço antes da competição. – Olhou para a areia e começou a fazer um montinho com a mesma.
- Não negam que são seus filhos.
- Hn…
- Takeo exagerou?
- Como sempre. – A raiva mal contida nas palavras. – Mas não é isso que esta me incomodando.
- Então?
- Rin me ofereceu a guarda conjunta do Kane. – Olhou para os olhos verdes.
- E isso é ruim? – Franziu o cenho. – Achei que você queria mais tempo com ele ou é a Takeo que esta te deixando assim?
- Ela esta morrendo.
Sakura suspirou e voltou a olhar para o mar.
- Ele sabe?
- Não sei.
- Não conversou com ele?
- Não. – Tornou a olhar o montinho. – Não, desde aquele dia.
- Kai…
- É eu sei, ele vai precisar do pai. – Disse sarcastico.
Sakura o olhou com uma sobrancelha erguida.
- Achei que iria ver você e o Sasuke, lá.
- Sai do plantão agora. – Abraçou as pernas. – E você sabe como o Sasuke é, acho que ele nunca mais pisa lá dentro.
- Idiotice da parte dele. – Deu de ombros.
- Cogitamos o divórcio ontem. – Fechou os olhos.
Kai virou o rosto para olha-la quase na mesma hora que as palavras sairam dos lábios dela.

A foto maior era de um grupo de adolescentes, sentados em um gramado com o antigo uniforme. As fotos menores eram variadas, mas uma lhe chamou a atenção, pegou o porta-retrato entre as mãos. Era uma foto de Kai com um pequeno bebê no colo, Kai mostrava um ar de satisfação e o bebê dormia passificamente em seus braços.
- Você era lindo quando bebê. – A voz de Tsunade veio da porta.
Kane se assustou, devolveu o objeto ao lugar.
-Desculpa. – Murmurou sem jeito.
- Por? – Tsunade se sentou no sofá, indicou para ele se sentar ao seu lado.
- Mexer nas coisas. – Ele continuou onde estava.
- Essa foto é sua. – Tsunade sorriu, tornou a indicar o lugar. – Por favor.
Kane se adiantou, sentou ao lado de Tsunade.

Aiko brincava com a bola equilibrada em um dos pés, enquanto o resto do grupo estava sentado no gramado em silencio.
- Quem morreu? – Daisuke se aproximou, parou em pé ao lado da irmã.
- Nossa vontade de fazer algo. – Aimi levantou o rosto para ele.
Aiko começou a fazer embaixadinhas enquanto as garotas o olhavam.
- Cadê o Kata? – Olhou para o loiro enquanto perguntava.
- Tia Takeo resolveu passar o dia aqui no colégio.
Aimi gemeu e olhou para o irmão.
- Diz que você ta brincando.
- Não, to falando sério. – Olhou em volta. – Cadê o Aki e a Mieko?
- Tio Gaara veio buscar eles. – Mari levantou os olhos do livro que lia. – Devo dizer que eles foram pra casa um pouco irritados.
- Hn…
- O que foi? – Aimi resolveu provoca-lo. – Saudades da Mieko?
Daisuke a olhou ao mesmo tempo que todos levantavam os olhos para o moreno, Aiko parou equlibrando a bola.
- Da pra parar com isso? – Murmurou sentindo o rosto esquentar.
- Você ta ficando vermelho. – Aimi arregalou os olhos. – Oh meu Deus você ta realmente apaixonado por ela.
- AIMI.

- Hn… - Olhava o chão.
- Aquele dia, foi a primeira vez que você veio aqui. – Ela o olhou com carinho. – Foram poucas as vezes que eu vi o seu pai tão feliz como naquele dia.
Kane tencionou o maxilar e os punhos.
- Não gosta dele? – Ela franziu o cenho.
- Ele apenas me colocou no mundo e me dá um cheque todo mês. – A voz era fria. – Isso não faz dele meu pai.
Tsunade apenas sorriu e afagou o braço dele.
- Você nunca deixou ele ser o seu pai. – O tom estranhamente bondoso.
- E a culpa é minha? – Reprimiu o tom agressivo.
- Não. – Tornou a sorrir. – Mas também não é exclusivo do seu pai.
Kane a olhou.
- Com fome? – A senhora se levantou. – Quase hora do almoço.
- Hn…

Aiko sentou ao lado de Aimi na mesa.
- Cadê o Daisuke? – Perguntou pegando os talheres.
- Sumiu. – Deu de ombros. – Acho que ficou irritado com a minha brincadeira.
- Brincadeira? – Engasgou tentando parar de rir. – Achei que estivesse falando sério pela reação dele.
- Eu falei sério. – Sorriu marota.
Aiko sorriu, os dois se entreolharam por um tempo.
- Melhor eu almoçar. – Aiko começou meio sem graça.
- É.
- Aki e Mieko deram sorte de terem nos liberado das aulas de hoje. – Comentou olhando pelo pátio externo.
- Não acho que eles estejam realmente satisfeitos de terem ido pra casa. – Deu de ombros mais uma vez.

Gaara parou no portal do quarto de Aki e se encostou na madeira olhando o filho mexer no computador.
- Quer dar uma volta? – Perguntou baixo.
Aki se virou para o pai. – Não, to bem.
- Não quer correr no parque?
- Não, é sério pai.
- Alguma novidade na escola?
- Tudo na mesma. – Deu de ombros e voltou sua atenção para a tela.
- E como você conseguiu esse olho roxo?
- Treinando.
- É contra as regras bater no rosto.
- Não estavamos em aula. – Seus ombros tensos, parou de digitar. – Estavamos treinando por conta própria.
- Com quem?
- Uchiha Daisuke. – Se virou para o pai, estava um pouco irritado. – Ao que parece não herdei os seus genes para artes marciais.
- As vezes acho que você só herdou minha aparencia. – Gaara suspirou e ia saindo quando ouviu o filho falar.
- Por que nos colocaram lá? – Se levantou, era da mesma altura do pai. – Quero dizer, vocês podiam ter nos avisado que tinham estudado lá e quem vocês foram.
Parou e olhou para o filho. – E o que você sabe sobre isso?
- Só que você foi capitão, tem mais pra saber?
- Não. – O tom frio entrou em vigor.
- Pai. – Gemeu, ajeitou os óculos sobre a ponte do nariz. – É um saco, eles sabem mais do senhor do que eu e Mieko juntos.
- Hn… - Saiu deixando o garoto sozinho.
Foi direto para o quarto, entrou se jogando na cama. Sayuri saiu do banheiro da suíte e o olhou.
- O que foi? – Andou até a porta a fechando.
- Seu filho ta com um olho roxo porquê não sabe lutar. – Falou encarando o teto.
- Meu filho? – Andou até a cama se sentando ao lado dele. – Eu o fiz com o dedo?
Gaara lhe atirou um olhar mal humorado arrrancando uma risada da mulher.
- Ele só não gosta de lutar.
- Ele não gosta de nada. – Rolou os olhos. – Nada que o tire daquele maldito computador.
Sayuri suspirou, acariciou o rosto dele.
- Mieko também não quer sair do quarto. – Deslizou a mão por entre os fios ruivos. – E não diminui o som da musica.
- Ele me perguntou sobre nossa época de escola.
- E por quê você não contou? – Franziu o cenho. – Acho que eles devem saber, quer dizer eles vão descobrir de uma maneira ou de outra.
- Como?
- Gaara, são seus filhos eles não sossegam até terem o que querem. – Sorriu. – Além do mais, a nossa participação não tem nada de mais. Você foi um capitão e eu uma 2ª cadete.
- Você sabe muito bem porquê me tornei capitão.
- E você acha que isso não deixa a história mais intrigante ainda? – Deslizou o dedo pelos lábios do marido. – O garoto e a garota Uchiha também não sabem.
- Maldita hora em que o Shika me convenceu a colocar as crianças lá. – Se levantou indo para o banheiro.
- Todos tem direito a magia. – Sayuri falou antes dele bater a porta.

Abriu a porta e se desviou da almofada, Mieko estava deitada na cama. A musica alta e agressiva vinha das caixas de som, Aki andou até o aparelho e o abaixou o suficiente para a musica ser pano de fundo dos dois.
- Quem mandou? – Ela olhou furiosa para o gêmeo.
- Quero te perguntar duas coisas. – Sentou na cadeira da escrivaninha e a girou para poder olhar a irmã.
- Sim eu te odeio e sim eu vou ficar muito feliz quando você morrer. – Sorriu sarcástica. – Agora liga a musica.
- Engraçadinha. – Olhou para o lado, se sentia completamente frustrado e irritado.
Mieko estranhou a postura do irmão, engatinhou pela cama até o pé desta e se sentou de frente para ele.
- O que foi?
- Quero te pedir uma coisa e perguntar outra. – A olhou sem nenhum sinal do bom humor habitual.
- Achei que eram duas perguntas.
- Vai me ajudar e vai me responder?
- Pergunta e pede.
- Primeiro. – Levantou a mão contando nos dedos. – Papai me perguntou como ganhei o olho roxo eu disse que foi treinando luta com o Daisuke, se ele te perguntar confirma.
- Por quê eu faria isso?
- Porquê eu acho que você quer o seu futuro namoradinho inteiro. – Respondeu inocentemente enquanto ampliava os fantasticos olhos verdes. – E segundo eu quero que você me diga o que sabe sobre a Misuki.
- Misuki? – Franziu o cenho. – Por quê a pergunta?
- Da pra me ajudar? – Aki suspirou fechando os olhos, massageou as temporas com a ponta dos dedos.
- Aki, num vai me dizer que você está…
- Interesado? – Bateu os olhos verdes abertos. – É digamos que sim.
Mieko soltou uma gargalhada e se levantou indo até o armário.
- Com que roupa você quer que eu vá no teu enterro? – Se virou sorrindo para o irmão.
- Que? – Aki se ajeitou na cadeira.
- Mari tem a ligeira suspeita que a Misuki namora o Kane. – Mieko respirou fundo contendo a onda de risadas que sentiu sacudir o seu corpo. – Então, você só esta interessado pela namorada do cara mais cobiçado do colégio.
Aki virou o rosto para o lado passando o dedo sobre o lábio seu pensamento fixo em uma frase: “- Nem tudo deve ser promiscuo. – Suspirou o olhando mais uma vez. – Tem coisas que são simples e belas, sabia?”
- Ah vai num fica com essa cara. – Se aproximou dele com um sorriso brincalhão. – Num é pra tanto, Aki.
O garoto se levantou e saiu do quarto.

- Não entendi o que a senhora disse. – Kane olhou a senhora.
- Sobre? – Tsunade pousou a colher. – Certeza que não quer um doce?
- Não, obrigado. – Ele fez um curto aceno com a mão. – Sobre o meu pai, quer dizer o Kai.
- Kane. – Tsunade se tornou mais severa. – Eu sei que você é talentoso e inteligente, afinal chegou a capitão, mas não acredito que foi arrogante a ponto de achar que a culpa era apenas do seu pai, ou do Kai como você insiste em chama-lo.
Kane soltou a respiração pesada, desviando o olhar.
- Você realmente é um Hiwatari. – Ela soltou uma breve gargalhada.
Ele corou, fazendo Tsunade rir um pouco mais.

Abriu a porta e arregalou os olhos castanhos claros, seus lábios se retorceram um sorriso fraco.
- Oi. – Disse com a voz fraca. – Quanto tempo não nos vemos.
- Quatorze anos pra ser exato. – Kai suspirou olhando para a mulher na sua frente. – A ultima vez que nos vimos, Kane tinha três anos.
- Isso. – Rin sorriu com um sorriso um pouco mais confiante. – Entra?
Ela se afastou, Kai a seguiu parando apenas para fechar a porta. Os dois entraram na cozinha, onde ele se sentou na mesa e ela se ocupou com a chaleira que assobiava no fogão.
- Chá?
- Pode ser.
Ela estava segurando uma caneca quando um tremoro tomou a sua mão e sem querer deixou a mesma cair, a louça se espatifou no chão. Kai se levantou no salto e a puxou para longe dos cacos fazendo com que ela se senta-se.
- Você está bem? – Agachou na frente dela.
- Sim. – Sorriu fraco. – É normal.
Kai sorriu e afagou o rosto da mulher, os olhos presos um no outro.
- Por quê você não me disse? – Perguntou em voz baixa.
- Não queria te causar problemas.
- Rin, você é a mãe do meu filho. – Se tornou mais sério. – Eu tenho que saber das coisas que podem afetar vocês dois.
- E é exatamente por isso que eu não quis te causar mais problemas. – Ela estendeu a mão a passando na lateral do rosto dele. – Takeo odeia lembrar que eu existo.
Ele abaixou o rosto e se levantou, foi até o lugar onde os cacos estavam e começou a recolhe-los.
- Ele ja sabe?
- Foi comigo na consulta. – Olhou para a madeira. – Ele está assustado.
- Imagino. – Foi até a lixeira e logo em seguida pegar duas xícaras no armário.
- Sabe, você não precisa bancar o durão. – Suspirou olhando as costas dele ficarem tensas. – Kai, eu estou bem.
- Como você pode dizer isso? – Se virou a encarando.
Rin soltou uma risada curta. – Você nunca foi de se conformar.
Olhou para o chão, pensando em como as coisas podiam ter se desviado tanto do caminho que tinham traçado.
- Ele me lembra você. – Ela fechou os olhos. – As vezes se eu fechar os olhos posso ouvir você falando.
Um pequeno sorriso se formou nos lábios masculinos.
- Então, você esta muito irritada comigo?
- Não, até porque ele teria tomado a mesma decisão você tendo ou não interferido. – Abriu os olhos e deu de ombros. – Me conforta saber que você não vai deixar nada acontecer com ele.
- Nada mesmo. – Respirou fundo. – Mas ele já é bem grandinho pra tomar as próprias decisões.
- Então isso é um “não” para a guarda conjunta?
- Não disse isso. – Andou até ela tornando a se agachar na frente dela. – Só acho que ele não vai gostar disso.
- Você acha? – Soltou mais uma risada. – Ele é seu filho é temperamental, impulsivo e cabeça dura.
- Belas qualidades. – Brincou levando uma tapa no braço.
- Esqueci o fato de que ele num perde uma piada em momentos tensos. – Rolou os olhos.
- Eu não brinco em momentos tensos. – Franziu o cenho.
- Claro. – Acariciou os cabelos rebeldes. – Vai fazer o que estou pedindo?
- Acho melhor conversarmos os três quando você melhorar. – Se levantou, olhou para o envelope em cima da mesa.
- Kai, por favor, faça isso pelo nosso filho. – Pediu cansada.
Ele a olhou, abriu o envelope e pegou uma caneta no bolso da calça, parou a poucos centímetros da linha.
- Com uma condição. – A olhou novamente sério.
- Qual?
- Me deixa pagar o tratamento e eu quero que você tenha uma consulta com uma amiga minha.
- Kai, você esta planejando se divorciar em breve? – O olhou descrente.
- Por favor, pelo nosso filho. – Sorriu de canto.
- Ja te disse que esse sorriso é irresistivel? – Ela riu.
- Claro, como você acha que tivemos o Kane? – Arqueou uma sobrancelha.
- Deixa eu ver. – Pensou por um instante. – Ah sim, foi uma mistura de carencia mais duas garrafas de vinho e não tinhamos um preservativo.
- Ta isso ajudo…
- Kai, você é como meu irmão. – Fingiu estremecer. – Quero dizer foi uma das coisas mais estranhas que ja fizemos.
- E eu achando que tinha sido bom. – Começou a assinar e assim que terminou levou outra tapa.

Katashi tinha se refugiado mais uma vez na biblioteca, tentando fugir das mãos afetuosas de sua mãe.
- Te achei. – A voz de Chika lhe assaltou.
Ele se virou para ela com a mão sobre o peito, a garota soltou uma risada moderada e se sentou de frente para ele.
- Sua mãe ta te procurando.
- Diz pra ela que eu morri. – Murmurou voltando sua atenção para o antigo anuário.
- Ainda olhando isso? – Franziu o cenho. – Ja tiramos tudo que podiamos dai.
- Não é isso. – Virou o livro para ela. – É isso. – Apontou uma citação embaixo de uma foto e leu em voz alta: Às vezes me sinto nomeado interino de Deus.
- Hn… pouco egocentrico o Sr. Sabaku. – Chika riu.
- Na verdade… - A voz de Takeo fez os dois olharem pra cima. – Ele de certa maneira foi o interino de Deus, pelo menos aqui dentro.
- Mãe? – Katashi fechou o livro e suspirou.
- Por quê estão olhando esse anuário antigo? – Ela o pegou em suas mãos.
- Por nada. – Se apressaram em responder.
Takeo levantou os olhos e olhou diretamente para os perolados de Chika.
- A menina Hyuuga. – Murmurou insatisfeita, logo olhou pro filho. – Está muito novo para namorar.
O garoto se limitou em rolar os olhos e conter o suspiro enquanto Chika continuou olhando para o rosto da mulher na sua frente.
- O que a senhora quis dizer com ele foi o interino de Deus aqui dentro? – Ela perguntou de forma pausada, ignorando o comentario anterior da mulher.
- Quando o Uchiha foi embora, o Sabaku o substituiu. – Encolheu os ombros.
Katashi sentiu que estavam chegando perto, olhou para a mãe e perguntou inocentemente.
- Meu padrinho saiu do colégio?
- Saiu, seu pai também saiu por uma época. – Folheou as páginas olhando as fotos. – Quando resolveram acabar com a Akatsuki.
- Akatsuki? – Katashi tentou conter a excitação na voz. – Mas o que isso tem haver com o meu pai e o meu padrinho.
A mulher levantou o rosto e olhou para os dois antes de perder a cor do rosto.
- Nada, esqueça que eu disse isso e anda vamos dar umas voltas. – Ela largou o anuário como se tivesse nojo dele e pegou o filho pelo braço.

Tsunade tomava um pouco de café, estavam sentados na sala de estar mais uma vez, Kane observava os retratos.
- Como ele era? - Falou tão baixo que não sabia se era realmente a sua voz.
- Na sua idade? - Tsunade o olhou.
Kane demorou alguns segundos antes de acenar positivamente.
- Pra quem não o conhecia ele era frio, arrogante, mal educado, indiferente e severo. - Ela bebericou a bebida.
- E pra quem conhecia? - Ele finalmente a olhou.
- Pra quem conhecia? - Tsunade sorriu. - Frio, arrogante, mal educado e severo, mas quando queria ou quando precisavam ele era o ombro amigo, o conselho na hora certa e até amoroso.
Ele tornou a desviar o olhar, ela lhe afagou o punho fechado sobre a coxa.
- E pelo que eu sei, você tem mais dele do que imagina.
- A senhora não sabe nada. – Ele se levantou. – A senhora não me conhece.
- Kane.
- Não. – Ele parou perto da lareira. – Ele nunca me quis e hoje a mulher dele deixou isso bem claro.
- Kane.
- ELA DISSE QUE EU FUI O MAIOR ERRO DA VIDA DELE. – Kane apoiou as mãos sobre a lareira, a cabeça inclinada para frente, os olhos apertados enquanto gritava.
- Você ouviu isso dele? – Ela mantinha a calma.
- Ele não a desmentiu. – A voz saiu mais baixa.
- Ele erra assim como você.
Ele mordeu o lábio, pegou o porta-retrato entre as mãos.
- Não é que eu tenha sido arrogante, é que eu simplesmente cansei de esperar. – Ergueu os olhos, estavam vazios. – Se eu não esperar que ele lembre do meu anivresário, não me decepciono. Se ele não aparecer pra me buscar depois da escola, não vou chorar. Se no dia que eu me machucar ele não estiver lá, não vai doer mais. Se eu tiver uma conquista e ele não estiver lá pra me abraçar, minha felicidade não vai diminuir. Eu só cansei de esperar por ele.
Olhou para o porta-retrato, uma lágrima caiu. Tsunade reprimia a vontade de abraça-lo.
- Quando? – A voz saiu fraca.
- Em todos os momentos. – Ele colocou o objeto no lugar. – Mas principalmente quando eu soube que a minha mãe tem poucos meses de vida e eu sei que ele não vai estar lá quando eu precisar, então eu não vou esperar.
Ele não conseguia reprimir as lágrimas, mas também não conseguia reprimir as palavras.
- Não é que eu nunca tenha deixado ele ser o meu pai, é que sempre que algo acontecia e eu perguntava pra minha mãe onde ele estava ela me respondia que ele era ocupado. – Olhou para Tsunade. – Eu sempre a ouvia chorar a noite quando eu fazia essa pergunta, então eu parei de perguntar e depois de um tempo eu entendi. Eu nunca fui o filho que ele queria, não ia adiantar ser quase perfeito ele não iria aparecer. Ele só lembra de mim na hora de assinar o cheque.
Tsunde se levantou, deu dois passos na direção dele.
- Eu sou o erro dele, a vergonha que ele tem que sustentar. – Ele limpou as lágrimas. – Eu sou o bastardinho que ele tem pena.
Ela ficou parada, olhando para o garoto amargurado e machucado.
- Se ser um Hiwatari é ser como ele, então eu não quero. – Foi na direção da porta. – Pelo menos ele me ensinou a como eu não devo agir com os meus filhos, com licença.

Olhou ao redor, as manchas de sangue seco, o cheiro fétido, a pueira. Se fecha-se os olhos ainda poderia reviver aquele dia, aqueles tiros, a adrenalina.
- Achei que te encontraria aqui.
Sasuke se virou e olhou o loiro que olhava o local com uma expressão de raiva.
- Como…
- Shika. – Encolheu os ombros. – Você não deveria estar aqui.
- Nem o senhor governador. – Desdenhou, deu as costas e foi na direção da porta.
- Foi aqui? – Naruto o acompanhou sem se deixar abater.
- Foi.
- E o que fazemos aqui?
- Eu vou comprar o lugar. – Abriu a porta com um empurrão, entraram em uma sala circular em que uma faixa de sangue se estendia em linha reta e empoçava no meio.
- Para preservar as lembranças boas? – Se encostou na porta.
- Não deveriamos ter colocado as crianças lá. – Colocou as mãos nos bolsos e permaneceu olhando o sangue seco meio embolorado.
- Eles tem o direito de saber.
- Não. – Se virou para ele.
- Você tem que deixar isso ir. – Empurrou as costas da parede e o encarou firmemente. – Droga Sasuke, eles não são mais crianças.
Sasuke puxou um papel e o estendeu para o loiro, Naruto o pegou e o leu.
- Sakura sabe disso? – Levantou os olhos.
- Não. – Passou a mão pelos cabelos, se sentia impaciente. – Não quero assusta-la.
- Sasuke a cicatriz? – Dobrou o papel. – Você nunca falou como a conseguiu.
Se virou o encarando, os olhos negros e inexpressivos.
- Presente de familia. – A voz era um reflexo dos olhos.
- Sasuke. – Estendeu o papel. – Ela tem que saber, também é filho dela.
Seus dedos longos roçaram o papel e ele o embolçou, havia gravado as palavras ali escritas:

Pensando acho que meus sobrinhos iriam adorar conhecer o lugar onde o papai deles brincou de atirar em pessoas. Que por sinal também é onde ele ganhou essa bonita cicatriz.


Se aproximou do garoto que olhava o jardins, pousou a mão no ombro dele.
- As vezes eu acho que toda a magia do mundo foi embora. – Murmurou com os olhos vidrados. – Que nada vale realmente a pena e as vezes eu me pergunto por quê tudo isso esta acontecendo?
- Esta com medo?
- Quem não tem medo do que esta por vir? – Deu de ombros.
- Cansado?
- Não. – Se virou para a mulher. – Apenas pensando em como eu vou ficar sozinho e me perguntando o que vai acontecer depois.
- Você não esta sozinho, tem seus amigos, seu pai, seu irmão…
- A senhora sabe que eles não contam. – Riu pesaroso. – Quando tudo fica escuro e você não consegue respirar é quando você percebe que acabou.
Tsunade se adiantou e colocou uma das mãos dele sobre um pequeno livro preto que ela segurava.
- A magica não acabou e não se preocupa. – Sorriu e acariciou o rosto dele. – Você vai receber ajuda quando menos esperar e mais precisar.
Ele olhou para o livro que segurava. – O que é isso?
- É onde está a mágica. – Se aproximou e esticou o pescoço lhe dando um beijo na testa.
Ele abriu o caderno preto e começou a ler o que estava escrito na primeira folha:

Então, é meio estranho quando na ultima semana o seu professor de sociologia enta na sala olha pros alunos e diz:
- Fechem os livros. – Se vira pra lousa e escreve em caixa alta ”O QUE VEM AGORA?” olha de novo pra turma e continua. – Então, o que vocês me dizem?
E aquele silencio paira sobre a turma, bem supostamente deveriamos saber o que fazer agora. Supostamente.
Quer dizer ficamos realmente uns bons dez minutos em silencio.
- Ja que os senhores não sabem o que vem agora, tomem nota do ultimo trabalho escolar de vocês. – Ele riu. – Quero que os senhores escrevam ou gravem, a escolha é de vocês, o que realmente aprenderam aqui dentro.
Devo admitir que essa tarefa foi relativamente facil, eu ja estava escrevendo o que eu realmente aprendi aqui dentro. E é disso que esse diário se trata, do que realmente aconteceu, do que realmente aprendemos.
Ao virar essas páginas tenha algumas certezas, a primeira é que tudo passa. A segunda que as coisas não vão mudar apenas por que você quer. A terceira é que a magia nunca deve se acabar.
Divirta-se espero que encontre aqui o que tanto procura, mas lembre-se não existem respostas, pois nunca existirão perguntas.

Nara Shikamaru


XxXxXxXxXx


OIE!
Então eu sei que tinha dito que o capitulo seria só da Tsunade e do Kane, mas eu comecei a pensar e as coisas começaram a vir ai resolvi incrementar a história.
Uma curiosidade para vc's, esse capitulo tem mais ou menos 1 ano escrito, pelo menos as partes do Kane com a Tsunade. Foi desse capitulo o primeiro que escrevi na verdade, que surgiu a idéia da segunda temporada.
Acho que vocês ja sabem: Comentarios e favoritos sempre muito bem-vindos!
Bjs!

 

Gostou da Fanfic? Compartilhe!


Gostou? Deixe seu Comentário!

Login

Para ter acesso a todas as funções disponíveis na AnimeSpirit, é necessário que você esteja cadastrado na nossa Comunidade e esteja logado no sistema. Utilize o formulário abaixo para efetuar seu login:


 
 
Lembrar Login?





Facebook Twitter Orkut Feeds Podcast

20 Favoritos

Carregando...

Fanfics de the-sadistics

Zodiaco
Categoria Animes / Naruto
Adicionado 07/12/2008 Favoritos 35

Gênesis
Categoria Misc / Originais
Adicionado 25/09/2009 Favoritos 3

Apenas mais um dia
Categoria Animes / Naruto
Adicionado 28/07/2009 Favoritos 7

Shopping AnimeSpirit