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~garota-anjo - Jornais

  10 jornais


Nascimento de um poema

Postado em 01/10/2009 22:57


Nascimento de um poema

É preciso que venha de longe
do vento mais antigo
ou da morte
é preciso que venha impreciso
inesperado como a rosa
ou como o riso
o poema inecessário.

É preciso que ferido de amor
entre pombos
ou nas mansas colinas
que o ódio afaga
ele venha
sob o látego da insônia
morto e preservado.

E então desperta
para o rito da forma
lúcida
tranqüila:
senhor do duplo reino
coroado
de sóis e luas.

Autor Desconhcido



---


A descrição perfeita do nascimento de um poema.

Escutando: Álibi - Djavan
Lendo: Fanfic e site da faculdade
Assistindo: o computador
Jogando: nada
Comendo: nada
Bebendo: nada

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Mágico de Oz

Postado em 01/07/2009 21:36


Mágico de Oz

Cérebro:

Ainda recordo da minha visão de criança:
De todas as sutis sensações,
De todas as pequenas grandes descobertas,
De todos os sonhos acreditados,
De todo o amor recebido...

Mas lentamente tudo isso foi apagado pelo conhecimento de agora:
Dor,
Ruir,
Sucumbir,
Desamor...

Ah! Como desejo voltar ao tempo de inocência:
A acreditar em tudo,
A saber de nada...
Ainda lembro do sol morno em minha pele de criança,
Mas agora, de algum modo, ele é imensamente frio...

Coração:

Já não sinto mais o pulsar,
Resta apenas vazio e tormento.

Aonde está meu coração?
Desejas meu coração?

Ele está sendo ofertado num comércio ilegal,
Ele está sendo doado num mundo irreal.

Se sei do meu coração?
Se ainda desejo meu coração?

Ele sucumbiu em armadilhas e quimeras
Ele é relíquia de olhos estranhos.

Coragem:

O tempo passa diante de mim
Guerra, peste, fome e medo se apresentam a mim.
Já no fim, me encontro nesse pobre lugar
E o alheio de mim faço sair.
No negror e terror de mentiras violentas
O mal se apresenta
E ele...
Ele é eu...
Ah... ah...


Escutando: Tourniquet - Evanescence
Lendo: O Dia do Curinga
Assistindo: O computador
Jogando: Nada
Comendo: Amendoim
Bebendo: Nada

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LUTO

Postado em 25/05/2009 01:10


Luto

E o que é a morte até se sentir
Senão dor
E o que é a dor até se sentir
Se não imaginária
Lágrima, agonia, torpor.
Memória lendária.

E a solidão e a ausência se tornam quimeras
E as lembranças são conforto,
Apesar de as aflições não atenuarem.
Ah, quem deras
Que cessasse o tormento
Mas talvez isso significasse esquecimento.

E imemorar-te é impossível!
Não amar-te é inconcebível!
Não admirar-te, imponderável!
Não sentir sua ausência, impensável!
E é por isso que estou de luto.
Porque meu coração está em profundo sofrimento.

E é o que a tua carência me faz.
É o que a ausência da tua presença traz.
E o luto irá continuar.
Uma parte de mim para sempre permanecerá.
Mas o amor da mesma forma persiste.
Porque, apesar da separação, a ligação contigo é permanente.

Não vou esquecer,
Apesar do não ver.
Vou sempre pensar,
Apesar de isso me fazer chorar.
Vou para sempre te amar,
Porque sua natureza me conquistou.
De luto estou,
Pois uma parte de mim jamais vai voltar;
Ela foi contigo.

E o luto, apesar de dor,
É alívio
É minha homenagem silenciosa
É meu monumento invisível
É laço de união imperecível.



Escutando: Faltando um Pedaço - Djavan
Lendo: A Hospedeira (The Host) - Stephenie Meyer
Assistindo: O computador
Jogando: Nada
Comendo: Sorvete
Bebendo: Água

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Poema: Oráculo de Opostos

Postado em 14/03/2009 15:24


Oráculo de Opostos

Minha vida é repleta de sonhos desfeitos,
Abandono,
Esquecimento,

Precário sustento...
Mas não demonstro o descontentamento.
Afinal, de que adiantaria...?

Lutei incontáveis vezes
A fim de suportar e vencer afazeres...
Mas agora, desisto.

Fujo de tudo isso.
Retiro-me daqui.
Afasto-me...

Na penumbra e na solidão
Sinto-me a salvo
Apesar do tormento e da prisão...

Não tenho mais para onde ir.
Mas não podia continuar.
Já não suportava o não pertencer, o não encaixar.

O tempo passou e o frio e a dor
Transformam tudo num martírio
E aumentam o torpor.

Estou perdida e sozinha,
Mesmo estando em casa,
Mesmo rodeada de gente.

Não quero e nem devo chorar.
Não quero e nem devo desistir.
Mas meus olhos e meu cérebro me traem. Tudo acontece...

Choro até o corpo doer,
Até faltar o ar
E até a lágrima secar.

Desisto de forma vergonhosa
Entregando-me ao inimigo
Sem impor a sonhada resistência impetuosa.

Não deveria voltar.
Mas como já disse:
A traição está a me perseguir e atormentar.

Não quero acordar.
É doloroso demais,
É triste demais.

Não quero me ver,
Já não sei quem ou o que sou,
Mas não quero constatar os fatos.

Já que as sombras me impedem de ver
Sinto-me à salvo,
Sinto-me livre do tormento.

Não tendo outro lugar para ir,
Permaneço à espera... nem mesmo sei de que.
Porém não posso ficar onde não pertenço.

Na penumbra sinto-me segura,
Sinto-me intocável.
Mas não posso permanecer aqui.

Sem ter para onde ir
Vago em busca do oráculo onde verdade é mentira
E tristeza, felicidade. Oráculo de Opostos.

Já que meus olhos desanimados e dispersos são vazios
Busco ilusões que preencham meu espírito,
Que abrandem ou anestesiem meu suplício.



Escutando: my immortal - evanescence
Lendo: o jornal
Assistindo: o computador
Jogando: nada
Comendo: nada
Bebendo: nada

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Perpétuo Sonho

Postado em 21/12/2008 21:57


Perpétuo sonho

Descanse a cabeça em meu colo
Esqueça-se de tudo o que é lástima
Aceite o meu consolo

Descanse a cabeça em meu colo
E durma
Permita-me abrandar-lhe o dolo

Comece um novo sonho
Já que o antigo se tornou martírio
Aceite o que lhe proponho

Comece um novo sonho
Afaste-se do aspecto do calvário
Seguindo rumo ao frondoso carvalho

Já é chegado o crepúsculo
Momento terminal
Onde bem-estar é minúsculo

Já é chegado o crepúsculo
De hipnose sepulcral
Fazendo de meus olhos um simples básculo

Seduzida por uma canção de ninar
Entoada desde os confins de minha alma
Até das estrelas o habitat

Seduzida por uma canção de ninar
Sou impelida e fascinada por persegui-la como a um fantasma
Do qual não há como escapar

Já no habitat de estrelas
Contemplo anjos
Como se sempre os pudesse ver por entre minhas lamelas

Já no habitar de estrelas
Aprecio o sussurro entoado
Porquanto tenho como portas, janelas

E o que importa?
Sabes?
Ouça!

Tendo luz como guia
E lucidez pertencida de estrelas
Gentilmente me encaminho...

Tendo luz como guia
Claridade lúgubre já surgida
Atraindo e ostentando mais um alvorecer

Perdida no âmago
Não consigo ouvir... Não sou capaz de sair
E mais de mim mesma apago

Perdida no âmago
Após todos os meus fantasmas terem lucrado comigo
Já não há mais estômago

Depois de todo o isolamento
Proporcionado pela minha própria mente
Escapei do utópico tormento

Depois de todo o isolamento
O real se mostra pela tardia abertura do básculo
Findando o noturno padecimento

Mas dando lugar a um novo sofrimento
Representado pela expiação, mágoa, purgatório, luto, suplício e transe
Tornando tudo num perpétuo sonho

E o que importa?
Sabes?
Ouça!

Já não importa se é dia ou noite
Meus fantasmas ainda estão lucrando comigo
E já nem sei se meu básculo está aberto ou fechado

Já não importa se é dia ou noite
A morte de hoje sempre chega certeira
Fortalecendo mais a horrenda barreira

De sangue e lágrimas formada,
Consternação e tortura velada,
Pesar e dor em proporção demasiada

E o que importa?
Sabes?
Ouça!

Já não pareço sonhar,
Já não sou capaz de acordar
Perpétuo sonho a atormentar.



Escutando: Evanescence - Surrender
Lendo: o jornal
Assistindo: o computador
Jogando: nada
Comendo: nada

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Justificativa

Postado em 11/10/2008 20:51

Eu tenho estado muito ausente e peço desculpas. Mas tenho justificativas: minha internet está ruim e estou completamente sem tempo devido ao vestibular e ao colégio, vou me esforçar mais para ser menos ausente. vou tentar entrar no AS ao menos 1 ou 2 vezes por mes, sinto muito por isso. mas minha vida tem estado muito corrida, tem sido tão exaustivo que as vezes até penso que estou pirando... T__T
mas ano de vestibular é assim mesmo, ainda mais com o meu colegio que é puxado, com o curso extracurricular e mais o estagio....



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PG's News - O jornal do clan Power Girls

Postado em 06/07/2008 17:02




Repouso

Todo amor repousa
Repousa numa caixa
Selado e esquecido
Já que não ousa,
Não se queixa, a levar se deixa
Porque nunca foi ouvido...

Todo amor repousa numa gaveta
A 7 chaves trancada
E já há muito empoeirada
Devido a uma de suas facetas

Todo amor repousa numa sala escura
Onde nem a mais forte luz perdura
Onde só há amargura
Onde não há qualquer armadura
Que resista e abafe a tortura...

Lugar que às vezes visito
Visita quase sempre sonhada
Poucas vezes concretizada
Sempre por demais esperada
Por ser o encontro com o que cito

E o tempo, senhor de enganos
Levou embora meus sonhos
Roubou minhas emoções,
Comiserações...
Sem clemência furtou-me
Da ausência e omissão de dó, misericórdia, piedade...
Abundou o árduo peso da indulgência,
Sobejou da penosa penalidade

Relembrando-me vez por outra
Que não estás mais comigo
Que meu choro já não é ouvido
Que meu sussurro no espaço é perdido
Que meu peito já está por demais dorido
Que entre sonhos subsisto

De sentimentos novos e antigos
Sobrevive minha mente.
Por breves momentos, instantes
Meu (sub)consciente nada sente
Por curto tempo, período
O escuro e sombrio visito
Em busca de abrigo
À procura de repouso... Alívio...


Escutando: Within Temptation e Evanescence - Restless
Lendo: o jornal
Assistindo: o computador
Jogando: nada
Comendo: chocolate e bala
Bebendo: nada

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PG´s NEWS - O JORNAL DO CLAN POWER GIRLS II

Postado em 29/06/2008 14:46


Nuvem

Negrume celeste
Testemunha e guardiã do que agüento,
Do que sinto

Negrume celeste
De minha petição é a única ouvinte
E conivente

Às vezes o tempo pára
Porém nada se altera
Nada é o que se espera

Às vezes o tempo pára
Mas só para mim
E apenas em mim

Às vezes o tempo pára
Porém de nada adianta
Pois não posso romper a tranca

Numa outra dimensão
A incerteza finda
E a falta de sentimento abunda

Numa outra dimensão
Que jaz coração
Mentir se tornou solução

Numa outra dimensão
Esperança se tornou um dom
Em meio a tanta perdição

Numa outra dimensão
Não há tempo
Não há luz

Chuva... ah! São lágrimas....
Único brilho no escuro, sombrio e triste lugar
Que assemelhar-se-á a lágrimas (d)e estrelas...
Estrelas de mim sobre ti...

Estrelas de mim sobre ti
Porque assim como estrelas
Lagrimas estão tão distantes que não pode atingir

Estrelas de mim sobre ti
Porque demoras tanto a intuir
Que ao atingir já parou a muito de fluir

Gira mundo devagar
Como se talvez o pudesse controlar
...O pudesse alcançar

Mas bem sabes que sobre o nada gira
Sobre o nada agoniza
Sobre o nada expira

Olhos fechados para pedir
Talvez uma luz para luzir,
Um caminho para sair

Brilha lágrima no negrume
Porque mais um dia findou
Mais da escassa luz se apagou...

Brilha lágrima no negrume
Pois és já tão constante
Que se tornou coadjuvante




Escutando: nada
Lendo: livro de química
Assistindo: o computador
Jogando: nada
Comendo: nada
Bebendo: água

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PG's News - O Jornal do Clan Power Girls

Postado em 22/06/2008 14:57


Capaz o suficiente

Presa em um doloroso feitiço
Não posso recusar

Presa em um doloroso feitiço
Não posso aparentar chorar

Presa a um doloroso feitiço
Não posso lamentar

Presa a um doloroso feitiço
Não posso soluçar

...não posso fraquejar
...não posso me atenuar

Anseio por um coração
E tudo que recebo é ingratidão

Aspiro boa vontade
E tudo que recebo é brutalidade

Desejo serenidade
E tudo o que recebo é abalo

Espero por cura
E tudo que recebo é pancada

Tudo que consigo
É uma horrenda mistura de sangue e lágrimas

Sangue meu... Lágrima minha
Lástima infinita

Mas não posso pronunciar,
Nada devo compartilhar

Não deveria ter permitido
Um apego tão indevido

Um vício quase corrompido
De tão apático, passivo

Não acordo do sonho,
Não percebo o utópico,

Não esqueço a fantasia,
Não perco a ilusão,

Não submergi perante a quimera
Mas não escapei da alucinação

E já não sinto,
Já não vejo,

Já não ouço,
Já não respiro...

Perceba a doce decadência
Para a qual me tomar é incumbência

Capaz o suficiente...
Será mesmo...?

Mas não posso pronunciar,
Nada devo compartilhar

Estou completamente perdida,
Completamente isolada...

Mas já nem ligo,
Já não importa...
Mas não posso pronunciar,
Nada devo compartilhar

Não devia ter me apegado...
Me ligado tanto a todos... A tudo...

Não acordo do sonho,
Não percebo o utópico,

Não esqueço a fantasia,
Não perco a ilusão,

Não submergi perante a quimera
Mas não escapei da alucinação

E já não sinto,
Já não vejo,

Já não ouço,
Já não respiro...

Inacreditável refletir
Que já não me posso tocar

Inconcebível ponderar
Que não há capacidade de me atingir

Capaz o suficiente...
Será mesmo...?

Faz tanto tempo...
É tão distante...

E me sinto tão vazia...
Tão sozinha...

Aguardo a chuva cair
E que venha sobre mim

Despejando, despertando
O real em mim

Despejando e despertando
O bom, enfim

Não devo me apegar
A tão boas coisas


Capaz o suficiente...
Será mesmo...?

Capaz o suficiente
Para tudo o que tenho de fazer, ser...?

Penses no que pedes...
Porque não posso mais me conter...




Escutando: evanescence - Haunted
Lendo: O jornal
Assistindo: o computador
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Comendo: nada
Bebendo: nada

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Poema vencedor do concurso de poesias do clan Power Girls

Postado em 13/04/2008 12:04


Ta aih minha parte! ^^ Como estipulado no concurso, tinhamos d postar no jornal o poema vencedor e deixa-lo por 1 semana no jornal. Pois bem aih tah ele, um LINDO POEMA!! Cuja autoria eh d Dyane (Kurenai)


Sempre Power, sempre Girl - Kurenai

No rosto a imagem da perfeição
Como uma imagem de pétalas de jasmim
O êxtase completo da criação
A imagem do amor encarnado ao coração
No começo és o sol e és o universo no fim
És um batalhão de guerra na vida, enfim
És o futuro, a paz e a emoção
És a flor mais bela, dentre as do jardim
A mais esperta dos que usam a razão
A soberania no ouvir da paixão

No seu coração tem a chave do amor
A prova e certeza do que é amar
Que mostra que é mulher de valor
O sonho do verão em forma de flor
A alegria do futuro em seu sonhar
Arde no seu coração o lutar
E suportar tudo quanto é dor
Com a força que tem pra guerrear
Vai em frente, sem medo de errar
Pois quem manda seguir é o amor

Como Power Girl pronta pra guerra
O sonho é meu e eu que faço
Nunca sozinha em meio a terra
Fazendo de vitória a minha era
De lutas e vitórias que ao tempo passo
Em meio ao carinho que mesmo escasso
Retrata o amor e o desenterra
A paz com toda força eu abraço
Como meu objetivo eu traço
Com o amor de quem espera


Escutando: Evanescence - Breathe No More
Lendo: Livro de Biologia
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