Postado em 20/12/2010 17:42 
Eu não gosto de natal e nem do ano novo. Eu prefiro o cheiro da chuva, uma brisa fria, o som do trovão rasgando no céu, o brilho do relâmpago clareando as nuvens... Eu não gosto de natal e nem de ano novo. Prefiro observar a lua no céu caminhar à noite ou de madrugada... Eu não gosto do natal e nem do ano novo. Eu prefiro fazer uma longa caminhada a sós com meus pensamentos, ouvindo apenas meus passos, caminhar livre de sentimentos passionais, não sentindo nada além do peso do meu corpo sobre os meus pés... Eu não gosto de natal e nem de ano-novo, prefiro um dia frio de chuva, para dormir um pouco mais, ouvir boa musica, ler um bom livro, prefiro tudo isso ao natal e ao ano-novo. Não acredito que nesse período, e apenas nele, se possa pensar no próximo como próximo, se possam sentir as dores do mundo e lamentar os males da vida, uma vez que elas, eu as sinto constantemente, basta que para isso eu esteja sentado na calçada ou quando transito pelo centro da cidade ou quando ando de ônibus, as dores do mundo, assim como a fome do mundo, estão desenhadas em cada rosto de criança nas calçadas ou vendendo amendoim e castanha de mesa em mesa de bar, rosto de jovens, senhores e senhoras sem expectativas, com olhar perdido e vazio como se a todo instante se perguntasse: Por que as únicas coisas que não são destinadas, em uma sociedade que fala tanto em cidadania, são os viadutos, as praças, as calçadas, os becos ermos e fétidos, as favelas a beira de esgotos ou em outras áreas de risco, por quê? Como será que a dignidade, a justiça e a ética entre outras coisas podem florescer dentro dessas pessoas? (...) É por isso que eu prefiro ir rever o mar, sentar-me diante dele na areia, com toda a minha fome, com toda minha indignação, com minhas incertezas, com a minha fome de viver, com toda a minha vontade de morrer para essa sociedade hipocritamente moderna, que não decide nada, que vive no mundo de faz de contas, no mundo das celebridades, no mundo imaginário nobre, daquela caixinha de Sodoma. Não vou lhe desejar um feliz natal e um ano-novo realmente novo, sem as já conhecidas e repetidas velhas novidades, ao invés disso, lhe desejarei morte, sim, quero que todos morram não se assustem ou digam que sou louco, a morte é necessária quanto à própria vida, aliás, é na morte que a vida surge, quer ver? Pois bem, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em marketing, uma vez escreveu em um artigo que a morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, Não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é obvio! É a fronteira entre o passado e o futuro. Se você quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha q a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas. Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto q pensa poder fazer planos sozinhos, sem ter w dividir espaços, projetos e tempo para mais ninguém. Enfim todo o processo de evolução exige q matemos o nosso “eu” passado, inferior. Vê, não sou ou único a pensar assim, é preciso morrer para renascer melhor, então desejo q nesse natal você morra para tudo q atrasa a sua vida e sua felicidade, mas não se esqueça de ressuscitar no dia seguinte, melhor e mais leve... Então, uma morte feliz para todos...
By: Freddyson.
Freddyson descreveu tudo o q eu sinto nesta epoca do ano não preciso dizer mais nada Escutando: Sweet Sacrifice - Evanescence Permalink Comentários (2) |