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Oh céus!

Postado 20/01/2012 21:53


Era uma vez uma mulher
Altiva, forte, elegante
Usando espartilho, colar e brinco
encantava a todos sem afinco
e com o cetro massacrava inimigos

A bela mulher uma vez
pensou em se aventurar mundo afora
largando sua coroa foi-se embora
para além mar se aventurar

Deparou-se com o paraíso até então escondido
frutas diferentes daquelas de sua terra
flora abundante fauna estonteante
e nativos não tão receptivos

A bela mulher voltou para casa
Determinada e retornar àquele Éden
tempos depois isso aconteceu
mas na forma de uma fuga, houve o apogeu
de uma nação, mais antiga que eu

Os conflitos surgiram
Quem conquistava quem,
não adiantava dizer "amém"
Deus não os ouviu
e nunca ouviria

A Bela mulher agora envelhecia
não controlava mais suas crias
Elas se erguram num rompante
gritando por liberdade a todo instante

O sangue sujou o Éden
O jardim se partiu em dois
forjando depois
o conflito entre dois irmãos
do conspurcado assassinato
de uma nação antiga
pelas mãos de um homicida
ascendendo outra em seguida.

Nascera de lutas, de guerras
morreria assim, morreria com elas
Estava em seu sangue
Em sua Aorta
Iracema de terno não tinha nada
Isso se mostraria mais cedo ou mais tarde

Cresceu belo e fértil
Encantou vizinhos bajuladores
Deitou-se escondida com outros menos galantes
Reclamou da igualdade
Queria mesmo era a liberdade

A bela mulher olhava agora
Não poderia fazer mais nada
era apenas uma encantada marionete
daquela que um dia fora sua filhote
Amparava-a sempre quando voltava aos seus braços
já cansados, já exaustos
Vítimas de uma crise
de um deslize.

Deslize que já ocorria desde sempre
agravando-se até aquele instante
Iracema meteu-se a ajudar
Bancar a heroína
Com a impressão, ela sabia
que se estrumbicaria

As festeiras amigas da bela mulher caíam
Uma a uma, recorrendo sempre com um papel
à dama de ferro, moça de fel
injustiçada pelas amigas
que agora lhe imploravam por comida.

Ajuda-me por favor, Céu
Oh que tal se for do seu agrado
Visitar seus amigos do sul?
Apareça-lhes um por um.

Iracema apareceu, detonando com alguns
vingando-se de outros, ameaçando seu poder
ela pegou nas armas
defendeu novamente a liberdade
foi e voltou
quase 10 anos depois.

Derrotada, humilhada, quebrada.
Tudo que ascende, um dia cai
Num último suspiro tentou mostrar
que ainda mandava
que ainda era o símbolo da liberdade
a primeira que lutara por ela

Iracema de terno não tinha nada
criou outro a sua imagem e semelhança
destruindo o tempo de bonança
ameaçando aquilo que um dia
lutara para proteger

Um conceito tão vago
tão ralo
como pode-se defender algo
que sequer tem valor fixo
valor taxado

Agora Iracema de terno quer agir de novo
comprar quem sabe um vestido
seguindo por outro caminho
errado, eu digo
de demonstrar sua força, sua confiança
deflorando aquele que em sua mão dança

Aquele que acreditou em sua liberdade
de salvadora da humanidade
O monstro cresce dentro de si
comendo suas entranhas e morrendo de rir
dos vermes que se debatem
das lombrigas que lhe mordem o intestino

Eu não ligo, eu não me importo
eu sou mais eu, eu sei que posso
faça o que quiser, eu não me interesso
mas chegue perto e lhe mostro quanto meço

Faça o que eu mando
E sofra com o que eu faço
Eu tenho o poder, pode acreditar
Não haverá força no mundo capaz de me parar


Tem certeza?

II


Será?


Eu faço parte de você
sem mim você é nada
eu o sustento, eu sou a força
que com uma abstinência, te arregaça!

Continue achando que o mundo
se curvará diante disso
que sua produtividade reinará
não por muito tempo, pense nisso

Há 54 anos eu lutei, a história se repete
pelas mãos, pelos pés do homem
eu marchei
E se necessário nesta vida vou acordar
Em prol da liberdade, a verdadeira, vou GRITAR!

Cale-se Iracema
Minha voz é mais alta que a tua
Sou menor, mas nao sou burra
Não subestime esta alma crua
que arde em chamas, MOERU KOSUMO YO!

O silêncio é tua arma Iracema
Não pense que teu terno me seduz
Eu não vou me calar, são 100 contra 1
Acorde logo ou vá para a luz!

You alone cannot change the World
Será mesmo? Acho que não
Sem líderes que nos oprimam
Tua irmã menor já me prendeu no passado Iracema
Não vou deixar dessa vez VOCÊ me calar!

Ah Platão se você visse agora
a humanidade sofrendo pior que outrora
o que diria de sua igualdade
Se Iracema nos devora?

Implorar não adianta
Vem, vamos embora,
Quem sabe faz agora
Sem previsões astrológicas
Não espera acontecer!

AGORA É HORA, INTEGRANTES DA SOCIEDADE MUNDIAL UNI-VOS!



A única arma da qual disponho são as palavras, Não vou ficar calada, não vou perder esta guerra sem lutar!


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