Postado em 21/04/2008 10:21
Estou dando adeus, não que eu querei que esse último jornal seja dramático ou que aconteça manifestações alheias. Jogar, brincar, se divertir... Não tenho mais idade para tanto, a uma vida fora de um computador. Pessoas, histórias, vidas, dores, decepções... Casos e gêneros, que completam a existência humana. Ah mais p/ conhecer, ver, sentir, vivenciar, e a internete rouba-nos grande tempo de uma fase que não voltara. O tempo passa nada volta.
Como era de meu fetíl escrever, deixar poemas... Não poderia sair, sem ao menos exercer esse habito. Darei uma breve explicação dos poemas escolhidos.
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1° = O tempo acaba o ano, o mês e a hora – Luiz de Camões.
Quem conhece sabe, um dos maiores poetas clássicos de todo mundo, e os versos que postarei falam com muita clareza sobre minha decisão.
2° = William Shakespeare. O maior poeta e dramaturgo que existiu até agora. Sua inspiração vem do mais absoluto sentimento. O Amor, cujo todos procuram, mas pouco encontro, poucos conseguem manter ao seu lado. Em comemoração ao surgimento de um amor verdadeiro, que começou AS.
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O tempo acaba o ano, o mês e a hora
O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a fama e a riqueza, O tempo o mesmo tempo de si chora;
O tempo busca e acaba o onde mora Qualquer ingratidão, qualquer dureza; Mas não pode acabar minha tristeza, Enquanto não quiserdes vós, Senhora.
O tempo o claro dia torna escuro E o mais ledo prazer em choro triste; O tempo, a tempestade em grão bonança.
Mas de abrandar o tempo estou seguro O peito de diamante, onde consiste A pena e o prazer desta esperança.
(Luís de Camões).
De almas sinceras a união sincera Nada há que impeça: amor não é amor Se quando encontra obstáculos se altera, Ou se vacila ao mínimo temor. Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante, Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade; Amor não se transforma de hora em hora, Antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou
(William Shakespeare).
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