Estou dando adeus, não que eu querei que esse último jornal seja dramático ou que aconteça manifestações alheias. Jogar, brincar, se divertir... Não tenho mais idade para tanto, a uma vida fora de um computador. Pessoas, histórias, vidas, dores, decepções... Casos e gêneros, que completam a existência humana. Ah mais p/ conhecer, ver, sentir, vivenciar, e a internete rouba-nos grande tempo de uma fase que não voltara. O tempo passa nada volta.
Como era de meu fetíl escrever, deixar poemas... Não poderia sair, sem ao menos exercer esse habito. Darei uma breve explicação dos poemas escolhidos.
[b]
1° = O tempo acaba o ano, o mês e a hora – Luiz de Camões.
Quem conhece sabe, um dos maiores poetas clássicos de todo mundo, e os versos que postarei falam com muita clareza sobre minha decisão.
2° = William Shakespeare.
O maior poeta e dramaturgo que existiu até agora. Sua inspiração vem do mais absoluto sentimento. O Amor, cujo todos procuram, mas pouco encontro, poucos conseguem manter ao seu lado.
Em comemoração ao surgimento de um amor verdadeiro, que começou AS.
[i]
O tempo acaba o ano, o mês e a hora
O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
A força, a arte, a manha, a fortaleza;
O tempo acaba a fama e a riqueza,
O tempo o mesmo tempo de si chora;
O tempo busca e acaba o onde mora
Qualquer ingratidão, qualquer dureza;
Mas não pode acabar minha tristeza,
Enquanto não quiserdes vós, Senhora.
O tempo o claro dia torna escuro
E o mais ledo prazer em choro triste;
O tempo, a tempestade em grão bonança.
Mas de abrandar o tempo estou seguro
O peito de diamante, onde consiste
A pena e o prazer desta esperança.
(Luís de Camões).
De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou
(William Shakespeare).