Fuck. Só isso que posso dizer.
Fuck the world. Mas eu estou RINDO disso! 8D -apanha
A história desse título é o seguinte:
O professor (hippie) de artes nos mandou fazer um trabalho com tinta de apenas uma cor. Vou deixar bem claro eu nunca - nunca, nunca, nunca, nunca - uso tinta na aula de artes. Só lápis de cor e giz de cera. E logo no dia que fomos obrigados a usa-lá, isso acontece! D=
Abri a tinta - VERMELHA - bem tranquila. Daí, depois disso, fui fazer meu desenho base. Tudo bem até aí.
Só que entre eu terminar o desenho e abrir a tinta, foi espaço de tempo o bastante pra eu
esquecer que a tinta estava meio aberta. D= -deadz
Quando fui balançar a tinta pra deixá-la mais densa, adivinha o que acontece?
Acertou
Por um momento, só consegui pensar:
Tinta? Vermelho? Eu? Uniforme? Me acertou? Tava aberta? O quê? Oquê houve? O QUÊ!? O QUÊ!?? OQUÊÊÊ???!!! E fiquei sem me mover. Até que uma das minhas colegas gritou:
- Hana! Pro banheiro! Rápido! Vai lavar isso!
E eu não consegui pensar nada mais além de:
LAVA, LAVA, LAVA ESSA M(**********************)!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Fui primeiro no banheiro perto do refeitório, mas me esqueci que aquela p(*) tava trancada. Então, corri. Eu nunca corri tão rápido em toda minha vidinha miserável. E alcancei o banheiro feminino, que fica
do outro lado do colégio.
Chegando lá, eu só fui tirando o mais rápido possivel meu casaco, meu moletom, meu blusão de lã e quase que tiro a camiseta e fico só de sutiã. (não percisava ter citado isso, mas que seja -.-) E comecei a esfregar. Peguei uma tonelada de papel, separei, molhei tudo e começei a esfregar minha roupa suja. '-'
Nota: Isso serviu de experiência. Casacos de soft são incrivelmente fáceis de lavar se a sujeira estiver fresca. u.u A Kyra chegou correndo quando eu estava esfregando o blusão de lã com todo o cuidado, já que lã encolhe fácil. E aquele é meu
único blusão de lã.
A maioria das garotas da minha idade estariam desesperadas de terem sujado a
roupinha. Mas eu estava...
Perturbadoramente tranquila.
o_o'''''''
A Kyra começou a me ajudar na esfregação. Daí ela disse que a mancha de tinta na sala de artes parecia sangue.
E eu nunca ri tanto em toda minha vida.
Eu gosto de sangue, e daí? u_ú
Num certo ponto - acho que assim que parei de rir - a Kyra disse:
- Quer que eu vá na coordenação ver se eles têm algo pra te emprestar e ajudar a lavar essa coisa? o.ô
Agradeci, e ela saiu correndo, indo buscar ajuda "divina".
Mas eu continuei esfregando.
Quem veio não foi a coordenadora. Foi o panaca do administrador de turnos. -.-
Ele disse ra eu deixar daquele jeito e para de esfregar. Pra eu lavar em casa. Eu queria protestar, mas ele já estava que arrastando com as minhas roupas.
Graças à Deus, era bem a troca de períodos, e a outra 7ª série e começou a perguntar. Até que uma guria - minha salvadora - disse:
- Hana, teu cabelo tá todo sujo! o_ô
E eu:
- O QUÊ!?
Todo mundo começou a concrodar, daí eu me soltei do panaca do Hellmans e corri pro banheiro. Gritando todos os palavrões que me vinham à mente.
Chegando meu banheiro, joguei a roupa que estava na minha mão no chão e começei a lavar o cabelo na pia.
Toda vez que eu espremia, parecia que saia sangue do meu cabelo. e.e
Daí chegou a Kyra - minha salvadora eterna - e, sem mais nem menos, começou a lavar meu cabelo.
Eu adoro essa guria.
Começamos a conversar, e ela disse que por onde eu passava parecia que eu estava sangrando. Olhei pro chão do banheiro, e realmente rarecia.
Ri de novo.
Depois que meu cabelo não tinha mais tinta, ela saiu em busca de uma escova.
E demorou.
Quando fiquei impaciente, saí pra ver se ela estava chegando. Quando eu vi uma moça da limpeza que me perguntou:
- É tu que se deu um banho de tinta e enrredou os cabelos? - Bem, a história era bem mais complexa que isso, mas só acenti positivamente. - Então vai lá biblioteca infantil, elas têm um pente pra ti.
Agradeci muito, e saí correndo pra lá. Nunca desgrudando das roupas.
Vou deixar bem claro aqui que pensei que fosse obra da Kyra, e que ela já tinha ido pra aula de artes. Eu
não abandonei minha amiga. u.ú
Tinha uma mulher na biblioteca. Ela foi muito gentil, me emprestou a escova - mesmo com todo o tempo que demorei pra desenredar os cabelos - e chamou o Hellmans de panaca.
Cara, adorei aquela mulher. -q
Assim que minhas roupas estavam de molho e eu estava penteda, chegou a o pana... Quero dizer, Hellmans.
Estudo num colégio católico. Muito, muito religioso. E os padres/irmãos, chegam a morar na residência do segundo andar. Tem até uma funcionária só pra residência. '-'
Quando bati na porta, abriu uma mulher com o uniforme marista.
As duas ficamos nos encarando.
- Ãhhhh... Aconteceu alguma coisa? '-'
- Ãhhhh... É que eu me dei um banho de tinta, e me disseram que eu podia vir aqui pra secar o cabelo. '-'
- Aaaaahh, tá! Foi tu que seu deu um banho de tinta?
Cara, isso vai virar minha alcunha. -.-
Fui pra um dos quartos de hópedes secar o cabelo. E
ainda saia um pouco de tinta! D=
Contei minha história pra mulher, que por sinal também foi incrivelmente gentil.
Ela me chamou de coitadinha e perguntou se meu casaco também não estava molhado.
Eu disse que sim, mas que não tinha problema.
Ela disse que sim, que tinha muito problema. E que se eu saísse com um casaco molhado naquela manhã fria, eu ia me gripar. E se ofereceu pra colocar o casaco na secadora.
Nossa conversa. Acho que vocês vão adivinhar quem é quem:
- Não! Imagina! Não quero ser um estorvo! \o_o/
- Ah! Pára de cerimônia! Não é incomôdo nenhum! Gosta de café?
- Go... Gosto! Mas não precisa! Eu...
- Ah, pára com isso! ^^
De repente, ela já estava com meu casaco na mão e eu a estava seguindo até a lavanderia. Adivinha quem chegou bem na hora que ela fechou aportinhola da secadora. -.-
Não, não foi a Kyra. Ela nem sabia que eu estava ali.
Foi um dos irmãos. E um dos que eu mais gosto, por sinal. Ele é um doce, uma jóia rara. Além de adorar criança, é muito inteligente, e o alzaimer ainda não o atingiu, mesmo com seus 85 anos.
O irmão Arno.
- Hana! O quê houve?
- Me dei um banho de tinta, e vim aqui por quê disseram que eu podia secar meu cabelo. E a Rosalina colocou meu casaco na secadora. .-.
- Ah! Então... Já conhecia a casa? ^^
- Ãhhhh... Não, mas...
- Tá, então deixa eu te mostrar!
- Mas eu...
Fui vencida pela curiosidade, e eu acabei conhecendo a capelinha deles, os 5 quartos de hopedes, a cozinha - comi um doce de banana e um alfajor ¬w¬ - e a varanda. Tem simplesmente a vista mais linda da minha cidade. De tirar o fôlego...
Daí chegou a Rosalina.
- Ah! Já tá conhecendo a varanda!? Linda a vista, não é?!
- Quando vêm os irmãos de Porto Alegre aqui, vem tudo tomar mate e conversar bem nessa varanda. ^^ - Esse foi o irmão.
- Vem tomar um café, Hana! - A Rosalina convidou de novo. Eu simplesmente não podia fazer essa desfeita com um velhinho de 85 anos que parecia mais frágil que porcelana. Ele era capaz de chorar.
E não me arrependi.
Quando me toquei, eu estava na varanda com a vista mais linda da cidade, tomando um café bem como eu gosto, esperando meu casaco secar e ficar quentinho conversando com a moça mais bem-educada do mundo. '--'
Eu sei, tenho sorte.
Quando meu casaco ficou pronto, era coisa mais quentinha do mundo. ^-^
Então eu fui correndo pra sala de artes. Por quê, de acordo com o meu relógio, só restava 20 minutos de segundo período. O terceiro era de matemática, cuja qual não estou nada bem.
No recreio, fui ver minha roupa de molho. Esfreguei ela mais um pouco, coloquei o moletom pra secar... E fiquei até o fina da aula só de blusão de lã e casaco
soft.
E, mesmo assim, eu estava tranquila, leve e risonha.
Agora, astá tudo em casa. A camiseta - BRANCA - ainda está de molho, mas eu não estou ligando.
Ainda estou bem felizinha, leve. Pareçe até que fiz terapia. ^-^ Bem, a Kyra tá p da vida comigo, por eu não ter avisado que ia na residência, mas que seja. Estou muito feliz, rido á toa. 8D
Podem me matar, não foi realmente me importar. -.-