Postado em 25/01/2010 16:22 CICLO IMORTAL
Finalizando o meu eterno ciclo Vejo o que não posso mais ter Não mais amo, não mais sinto Vivo a morte em meu sofrer
A vida eu sugo Buscando o prazer no elixir dessa mundana vida O mal eu sou Ao fugir da paz que almejo
Os traços eu confundo nessa escuridão O que me cerca são apenas sombras, e morte Os dias se passaram e eu nunca mereci o fim O meu tempo se foi e todos os pensamentos se anularam Amando, eu descobri que somente eu poderia me criar E eternamente me recriar após um simples fim
Corpo leve que possuo Peso que tenho que carregar Minha alma está condenada E o meu fim eu vivo a buscar
Fui o mais belo imortal Sempre existi consciente em mim Lágrimas de sangue dos meus olhos rolaram Quando eu criei o meu fim... Me recriei em mim buscando um novo fim Que nunca tive, mesmo criando uma prole pra mim Da morte surgiu a morte sem nunca se ter um fim!
CRUZES E ESPADA
Estou numa noite fria, noite negra, sei que preciso me alimentar, e enquanto caço, e ouço os gritos, tento beber sem nunca pensar
Pesadelos enquanto durmo, com as pessoas que já matei, em nome de minha fome, o sangue. Parar? Não acham que eu já não tentei?
Cruzes e espadas, esperando para nos matar, em nome de um Deus Ebreu, que morreu para nos salvar, não sei se choro, não sei se grito, eu já não sei no que acredito, apenas fico aqui esperando, imerso nessa escuridão.
E eu espreitando, nessa noite escura, que quanto mais fria, mais perdura, esperando nessa terra insana, caçando de noite como um animal, esperando o fim dessa guerra, que perdura entre o bem e o mal.
Estou, numa noite fria, noite negra, um manto que por mais que sujo, ele me aconchega, pois sou o filho das trevas, e ela é uma mãe que não me renega.
Lutando em meio desta não- vida, esperando alguém para me salvar, talvez a cruz e a espada, possam com minha dor acabar.
Amaldiçôo minha existência, maldita minha vida Imortal, não, não peço a sua clemência, apenas aguardo-a até o final.
ABAIXO NAS SOMBRAS.
Abaixo, nas sombras, algo troca, Corda de rosas Presentes quebrados. Eu entendi sua dor Como um sonho trançado, Eu entendi seu nome Como um grito calculado Mas alguém disse, "Não esteja tão seguro - Porque o Homem Vampiro Está a sua porta". Abaixo da Montanha, Saltando do navio Ele é um pouco mais Que um deslize Freudiano. Corda de rosas, Trocas de visão Tempo para entrar e Reivindicar esses presentes.
GRITOS
Na névoa do anoitecer As presenças da noite se aproximam... Em sombras de vento Em risadas ecoando entre os braços das árvores
A morte espalha o seu cheiro no ar, E gritos; Gritos invadem as minhas veias... Eu, um ser frio que vive do sangue para o sangue, Que vive da dor para a dor...
Um monstro sou; Um monstro que chora a perda da vida E vive do inevitável, Por não ser a dor que causo Nem o prazer que crio.
Nem o prazer que crio.
Na escuridão permaneço Vivendo nesse escuro medo Todos estão a me observar O amor que sinto me protege por nada me amar O medo se transforma em ódio Para que eu descubra o que tenho que buscar...
Que mais posso esperar de tudo isso? Das lágrimas busco o sorriso... Do peso em meu coração busco a paz O simples beijo que dou, Desperta meu imortal desejo do fatal beijo dar E nesse fim de mais uma vida O que terei eu de amar?
POEMA - RODOLFO VILLORDO
Não sei mais o que é dor e o que é amor pois hoje estou em torpor não sinto mais o cheiro daquela flor já que a muito fui abracado por meu senhor agora vejo surgir uma nova flor carregada de odio e rancor a prole se levantou contra seu senhor... so estou em torpor pra não sentir essa dor que antes era amor prole minha, como se justificar ao nosso senhor? Cain nosso grande criador que ja passou uma vez por essa dor e jurou que na proxima sairia de seu torpor para julgar e matar cada traidor.
SERES DA NOITE -
Vives na sombra da noite
Escondido de toda a luz
Que possa quebrar o teu encanto
Seduzes as tuas vítimas
Com o teu olhar poderoso
Com esse teu jeito maldoso
Derretes o gelo cortante da noite
Com as tuas palavras ardentes
Enceideias nas suas veias
Toda a maldade e pecado
Que possa existir dentro delas
Apagas de vez o sorriso inocente
Para dar lugar a alguém como tu
Estranho, Sedutor, Maquiavélico
Alguém que domina o mundo
Apenas no silêncio da noite
Alguém que conquista
o mais puro coração
Com os teus dentes afiados
Tiras a vida humana
mas ofereces vida já morta
Vida que é consumida na noite
E apagada durante a noite
Enganas quem te pede vida imortal
Pois ela só é vida na escuridão das trevas....
NA PELE DE UMA VAMPIRA...
Quando a noite vem só e fria
eu fico a imaginar o infinito
desta minha curta vida
que promete ser distante
a fome por um ser fresco
apodera-se da minha mente
mas a pena de tirar uma vida
instala-se neste meu coração ainda quente
a necessidade choca com a ética
a solidão mórbida submerge
tenho nas minhas mãos
o poder de dar vida eterna
mas sera justo dar vida já morta?
a eternidade é sedutora
mas o poder de sentir amor é vida
E esta vida insanguina que levo é já morte
Muitos são aqueles que me pedem vida
mas que vida posso eu dar se já sou cinza?
O desejo de ter alguém para partilhar o mundo
é grande , forte mas egoísta
Estas noites de cinza fúnebre
que assombram e seduzem olhares curiosos
saseiam meu ser com sede de vida fresca
mas a vitima prefeita ainda não encontrei
alguém com o mesmo sentimento atroz
que tenha sede de infinito .....
Tenho a eternidade para o procurar
mas tenho a incerteza se ele existerá.... Escutando: Scream Lendo: Poemas sobre vampiros Assistindo: Vampire Knight Comendo: Chocolate Permalink Comentários (0) |