Ninguém é perfeito
Ok,ok, a gente já sabe disso, mas que tal aplicar essa ideia ? Quando eu tinha uns ... 13 anos, fiz uma caixa de recordações. Tem de tudo lá : desde diárioas e fotos até objetos como o boné que o garoto estava usando no meu primeiro beijo. Numa dessas arrumações do meu guarda-roupa, joguei fora o tal boné (
estava com um cheiro horrível! ), mas, nas fotos e nos diários, às vezes dou uma olhadinha. Bom, chega de enrolação: Na última vez que vi as fotos, encontrei uma com um corretivo no meu cabelo. Corretivo de caneta, sabe ?! Eu tinha odiado meu cabelo, amado meu rosto e ficou uma esquizofrenia com o cabelo branco (
um Photoshop manual, olha que visionária eu! Ok, menos ). Tudo porque, quando tirei aquela foto, meu namorado na época viu e disse : " Nossa, seu cabelo ficou horrível. "
Foi por isso que tomei a medida drástica do corretivo. Olhando a foto, me lembrei da vergonha que eu senti quando o menino que eu amava com toda a minha alma (
ok, de novo : menos. ) me criticou. Me senti tão, tão constrangida.
É engraçado. Todo mundo ama dizer que ninguém é perfeito, (
se você não ama, desculpe. Mas, a frase é famosa,vai! ). É superútil aparecer com essa quando nos deparamos com uma imperfeição nossa, ou queremos justificar a imperfeição do outro. Beleza. Mas, se ninguém é perfeito, por que ficar
TÃO constrangida quando alguma imperfeição nossa vem à tona?
Quando eu era aquela menina que guardava as coisas na caixa, ficava constrangida por qualquer bobagem. Se meu cabelo estava feio, se minha mãe comentava algo relativo à minha menstruação (
na verdade, qualquer coisa relativa ao meu organismo ), se eu tinha pronunciado errado a palavra, soltado um pum em público sem querer, etc. Tudo era motivo pra ficar com vergonha e fazer aquela cada de " Ih!"
Fui crescendo e percebendo que eu não tinha, digamos, interiorizado a frase " ninguém é perfeito ". Se é tão normal ter imperfeições, porque fazer drama quando elas aparecem em público? Não que eu vá fazer o que me der na telha e que se danem as regras, mas, já errei mesmo ...
Claro, você pode preferir fazer a linha do não-erro-nunca e fingir que não foi com você quando, por exemplo, tiver falado alguma besteira. Pode culpar outra pessoa, pode sair correndo. Mas acho tão bonito assumir nossos erros/bobagens/nosso lado B, sabe. Mais do que bonito: acho isso libertador.
Por que fechar a cara se seu namorado critica seu cabelo, se ele não está nos melhores dias mesmo ? Por que ficar péssima se alguém nos corrigiu, sendo que, de fato, falamos algo errado ? Por que nos constranger se alguém lembra alguma alguma bobagem que falamos no passado, sendo que falamos aquilo mesmo, apesar de já termos mudado de ideia? Afinal de contas, pra que se consolar com a frase " ninguém é perfeito " se a gente quase morre quando faz alguma imperfeição ? Eu, hein ?!
Não sou profeta de auto-ajuda e, aliás, acho que você é muito melhor pra se ajudar do que eu (
sem querer pagar de professora de português, o prefixo não é " auto " ? ). Só acho que a vida fica muito mais fácil quando agente se assume, e isso engloba tanto as características legais como as características patéticas - é, patéticas. Menos soltar pum. Soltar pum em público não dá !
Nada .. tooh no Orkut (:
RedTube .. HAUSHAUSAHU'
Nada. (: