Postado em 21/11/2010 20:19
Sim, foi a mesma sensação. A mesma sensação de nove anos atrás, quando eu entrei naquele mesmo shopping para assistir o filme daquele livro que minha mãe havia lido pra mim, que estava fazendo tanto sucesso em outros países. Eu mal conseguia por os pés no chão, tinha que esticar meu pescoço para enxergar o filme e a maioria das pessoas que estavam lá nem sabiam o que a esperavam. Admito que nem eu sabia. Eu lembro que tudo foi tão incrivel, tão mágico e tão perfeito que eu sai chorando do cinema. Meu pai me deu uma bronca, falou que se fosse pra eu chorar ele não me levava mais no cinema. Mas parece que não adiantou muito, né pai? Nove anos depois lá estava eu, em uma fila de aproximadamente 900 pessoas para assistir “o começo do fim”. Ficamos parados um tempão na fila, e eu lembrava o quanto eu adorava aquilo tudo. Lembrei do meu pai me trazendo o DVD do primeiro filme, e um Galeão igualzinho o do filme. Lembro da minha festinha do Harry Potter, da minha fantasia de Hermione, dos meus posteres no quarto, dos meus bonecos, das trilhões de imagens salvas no computador… E dai a fila andou. Entramos no cinema correndo para pegar lugar, mas mesmo assim sentamos todos separados pelo excesso de gente. Então as luzes se apagaram, e todos começaram a bater palma e gritar. Aquele sentimento me invadiu de novo, e pronto, lá estava Mariana a chorar novamente. Dessa vez com os pés firmemente no chão, mas que não me impossibilitou de voar direto para aquele mundo novamente. Eu chorava com cada movimento, cada parte triste, cada parte feliz. O filme acabou e eu não queria ir embora. Queria assistir de novo, e de novo! Assistir a segunda parte, assistir todos os filmes, ler tudo de novo! Sei que sai parecendo um pimentão do cinema, mas dessa vez meu pai não me deu uma bronca. Aposto que até ele chorou! Sei que depois desse filme eu só vejo mais e mais o quanto sou grata a J.K. Rowling e a todo elenco do filme. Por lotar minha infância de mágia e de alegria, de choro e imaginação, de leitura e fantasias; e poder proporcionar tudo isso de novo na minha adolescencia.
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