~Matsumoto-Ann - Jornal http://animespirit.com.br/motoco AnimeSpirit a sua Comunidade de Animes Wed, 07 Mar 2012 05:35:23 GMT pt-br Copyright 2001-2012 AnimeSpirit AnimeSpirit webmaster@animespirit.com.br 1 ~Matsumoto-Ann http://animespirit.com.br/uploads/comunidade/avatares/m/o/14675,1267194085.jpg http://animespirit.com.br/motoco <![CDATA[Hana Matsuri em Florianopolis]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/261967/hana-matsuri-em-florianopolis http://animespirit.com.br/motoco/jornal/261967/hana-matsuri-em-florianopolis#comentarios Tue, 29 Mar 2011 11:10:17 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/261967/hana-matsuri-em-florianopolis Bom dia a todos.
Sei que estou sumida, mas venho com uma novidade para os Catarinenses.

Dia 09 de abril em Florianopolis vai acontecer o primeiro Hana Matsuri, festival tradicional japones em comemoração ao nascimento de Siddhartha Gautama, comemoração Budista ao Nascimento de Buda.


No HanaMatsuti você vai encontrar:

Estandes, como a MangaNiac (Mangás), Monte FuJi (artigos orientais), Nyanko Shop (acessorios lolita) entre outros.
Comidas tipicas, como Yakissoba e Sushi.
Workishop de várias temáticas
Taiko e
SHow da Hatenkoo (anime Song)


A entrada do evento é gratuita, então não deixem de participar, para que este seja o primeiro de muitos Hana Matsuri em Floripa!!!

Local:
Praça Getulio Vargas (praça dos Bombeiros)- Centro
Florianopolis]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/261967/hana-matsuri-em-florianopolis/comentarios.xml
<![CDATA[I Dont Drink Wine]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/189581/i-dont-drink-wine http://animespirit.com.br/motoco/jornal/189581/i-dont-drink-wine#comentarios Sat, 27 Feb 2010 13:30:32 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/189581/i-dont-drink-wine I Dont Drink Wine
por Countessdracula

Era uma vez um pobre príncipe, ou melhor, um rico príncipe que está em seu castelo às margens do rio Arges. É noite e a criadagem foi estrategicamente dispensada para que o nobre possa, sem acanhamentos, declarar-se para a bela jovem (já comprometida) sentada a sua frente. O pobre – rico, rico!- rapaz está ali tomando coragem (e muito vinho), mas até agora, nada. As horas se passam, a comida se vai e as palavras não vêm. Nós já estamos entediados. Ela também. Aliás, além de entediada, entorpecida de tanto vinho, assim como ele.

Quando finalmente -põe finalmente aí – Vlad encontra a cantada, caham, digo, as palavras perfeitas, alguém bate a porta. Atrapalhado e nervoso (leia-se bêbado) ele levanta-se bruscamente derrubando vinho em sua camiseta branca. Ele reclama mentalmente, e chega a lembrar daquela famosa frase ‘ me quebre o copo, mas não derrame o líquido’, mas é tarde demais. Concentra-se então em recompor-se, não esquecer o que iria dizer à nobre donzela, e vai abrir a porta.

A moça, com o efeito do vinho, acaba cedendo ao sono, dormindo na cadeira mesmo.

Quando abre a porta, Vlad sente uma coisa presa ao seu canino esquerdo e tenta retira-lo usando o lábio superior. O visitante inoportuno, empata-foda (não que estivesse acontecendo uma, mas você me entendeu!) é justamente o padre local. Tcharam! Tudo bem, tudo bem, ele era amigo do Vlad. Mas era padre, poxa! E veio justamente para esclarecer certos rumores envolvendo sangue humano, jovens donzelas e um nobre valaquiano muito conhecido. Caham.

Ao reconhecer o padre – bêbado é foda pra reconhecer alguém, viu? – que usava o característico crucifixo no pescoço e segurava uma tocha (lembrando que era tarde da noite), Vlad pensa: “Ferrou!”, bate-lhe a porta e grita: “ Vá embora padre. Amanhã falo com o senhor!”
Tudo bem, não era dessa vez que ele pegaria-opa, se declararia, para a jovem.

O padre foi embora, mas o estrago estava feito. O religioso sairia acreditando não ter reconhecido o velho amigo, afinal ele tinha a roupa embebida em ‘sangue’, estava transtornado e entorpecido. Tinha os dentes à mostra!!! E claro,para piorar, sim, ele viu a jovem ali deitada, ‘seviciada’.(Seviciada,sim, só que em vinho). No dia seguinte o padre espalhou esses rumores. Espalhou também que havia esperança ao nobre, já que ele havia “recuado diante do fogo do archote e da cruz.”.

Séculos depois, no mesmo castelo ...

Noite. Jantar. Mesmo nobre, mas a companhia é outra: De um jovem rapaz, que irá executar um trabalho ao Vlad. Drácula pergunta se ele aceita vinho, para acompanhar o frango. Ele aceita e pergunta se ele também, não vai beber. Lembrando- se daquela noite, séculos atrás e principalmente, dos problemas que ela lhe criou, ele responde, em alto e bom tom:

- Eu não bebo... Vinho!




Baseada em artigo publicado pela revista "Vampiro & Cia".

Tepes, Fran Countessdracula. I Dont Drink Wine. Nyah Fanfiction, 2008. Disponível em: http://fanfiction.nyah.com.br/historia/15300/I_Dont_Drink_Wine/capitulo/1
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/189581/i-dont-drink-wine/comentarios.xml
<![CDATA[Hellsing, Fanfic e Matsumotos]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/170825/hellsing-fanfic-e-matsumotos http://animespirit.com.br/motoco/jornal/170825/hellsing-fanfic-e-matsumotos#comentarios Fri, 12 Feb 2010 19:14:58 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/170825/hellsing-fanfic-e-matsumotos Primeiramente...
Feriadão!!!!! Como to precisando disso \o/
Primeiro dia com internet em casa desde que me mudei!! ( morram de inveja, to morando na beira da praia) hahaha
Brincadeiras a parte... a cada novo jornal, eu digo que estou voltando pro AS, mas, (espero) agora é sério, tanto estou voltando como voltei a escrever fanfics!! (de sacanagem, obviamente, e de Hellsing, não podia faltar neh?)
Já mandei a fanfic, só falta agora a moderação aceitar... também estou postando umas antigas que não estavam no AS ainda ou que foram deletadas...

Agora... Matsumotos...
Estou pensando... e quero a opinião de vocês... o que acham de acabar com a restrição de adoção? Como ninguém mais tem tempo p se dedicar tanto ao AS, acho que ficaria mais pratico simplesmente deixar a família crescer desordenadamente e dominar o mundo, BUHAHAHA, brincadeira, não da p controlar mesmo... mas... se alguém quiser tentar (menos a Bel, que já tinha pedido, não vou deixar ela fazer isso até que acabe a fanfic O PREÇO DE UM HOMEM, vingança por me deixar curiosa hehehe).

Um pedacinho da fanfic, a quem estiver interessado....

CONDESSA


A noite estava muito quente e as janelas do quarto estavam abertas, permitindo a entrada da brisa fresca. Integra não conseguia dormir naquela noite, noites quentes e de lua cheia geralmente deixavam sua mente turva.
Saiu da cama e foi até a sacada, o vendo fresco soprando seus cabelos, fazendo esvoaçar a camisola branca de seda. A lua cheia iluminava o grande jardim da mansão, deixando as arvores e flores com um brilho sombrio, ficou com vontade de caminhar descalça na grama do jardim, ou quem sabe dormir sob a grama, com certeza estaria mais fresco lá fora.
Voltou para a cama, os lençóis de linho, também brancos, era macios sob seu corpo, achou graça de notar isso agora, durante anos os lençóis eram praticamente iguais. Não se cobriu com os lençóis apenas deitou por cima deles, deixando o corpo coberto apenas pela camisola, de onde estava deitava ainda podia observar a lua no céu, sentir a brisa lhe beijando a face, acariciando seus cabelos longos. Sentiu que resvalava ao sono, caindo com suavidade em um sono leve.

No sonho ela caminhava pelo jardim, a camisola comprida esvoaçando ao vento, dando uma aparência fantasmagórica. Deitou-se na grama, sentiu-se confortada pelo toque frio sob sua pele, fechou os olhos, respirando profundamente aquele ar puro, esticou os braços acima da cabeça, arqueando a coluna, se espreguiçando, e virou-se de lado.
Quando abriu os olhos novamente Alucard estava deitado ao seu lado, não na forma como ele se apresentava todos os dias, cabelos longos e negros, roupas vermelhas e óculos amarelos, nem com os cabelos louros como o seu de quando o encontrou pela primeira vez, enquanto estava adormecido. O Alucard deitado ao seu lado estava diferente, os cabelos castanhos caiam em cachos na altura dos ombros mais largos do que o habitual, o rosto era mais terno e ao mesmo tempo mais selvagem, coberto pela barba curta e bem aparada. Os olhos ainda eram vermelhos, mas sem o escárnio que conhecia tão bem. Sabia que aquele Alucard também era verdadeiro, já vira aquela imagem em antigas pinturas, retratando o homem que Alucard fora no passado, que de certa forma ainda era ele.
Aquele Alucard a fitava com ternura e preocupação. Pousou a mão em seu rosto, afastando uma mecha de cabelos que lhe caia na face. Aproximou-se com delicadeza e lhe beijou os lábios, um beijo terno e apaixonado.
_Você vai pegar um resfriado se continuar deitada neste chão, minha condessa_ falou com tanto amor que o coração de Integra doeu, ele a estava confundindo com a noiva, que morreu a tantos séculos atrás, que era a responsável por ele ter se tornado o que era hoje.


U beijo a todos os Matsumotos, em especial a minha filhota Sara, que mesmo com uma mãe desnaturada dessas ainda fala comigo, hahaha.]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/170825/hellsing-fanfic-e-matsumotos/comentarios.xml
<![CDATA[MATSUMOTO]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/115157/matsumoto http://animespirit.com.br/motoco/jornal/115157/matsumoto#comentarios Wed, 22 Oct 2008 14:49:12 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/115157/matsumoto Olá a todos os Matsumotos!!!!

Tem muito Matsumoto novo que não me conhece... afinal... andei sumida por uns tempos... quase um ano... mas agora estou parcialmente de volta...
To morrendo de saudades de muita gente do AS... meus filhos lindos que me esqueceram... meus netos tbm... hahaha, e to doida p conhecer os novos membros da Família Matsumoto... Mas como nem tudo é perfeito, no meu novo estágio não dá para usar o msn, mas o gtalk da.... então quem tiver g-mail pode me add, matsumoto.ann@gmail.com , o orkut tbm não da pra usar aqui...

Então... a Cris propôs que começássemos a rever os membros da família, por que tem muita gente perdida por ai que a gente não conhece... então quem for matsumoto e não ta no grupo... manda uma mensagem dizendo de quem é filho e pede p entrar no grupo...
É muito importante que todos da família estejam no grupo, assim fica mas fácil de conhecer todos.
Alem de achar os membros... estamos planejando também fazer a arvore genealógica da família... então quem quiser me mandar a sua lista de filhos... fica bem mais fácil... mas não é de certeza que a arvore vai ser feita, vai depender da colaboração do pessoal...

Então é bom que meus filhos queridos comecem dando o exemplo neh???

Espero a lista de vocês em???

Beijão gente!!!!

_o/
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/115157/matsumoto/comentarios.xml
<![CDATA[Traição do Sangue]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/63119/traicao-do-sangue http://animespirit.com.br/motoco/jornal/63119/traicao-do-sangue#comentarios Thu, 26 Jun 2008 09:33:21 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/63119/traicao-do-sangue Esse conto é da Marion Zimer Bradley, uma altora que adoro...
quando terminei de ler logo pensei... tenho que achar ele na net e colocar em um jornal...
esse conto fuica pra voces minhas duas filhotas lindas... Beltante e Deh, e pras minhas netas maravilhosas... Chika e Cris!!


TRAIÇÃO DO SANGUE


Todas as noites, enquanto a escuridão envolvia o Castelo di Speranza, a pequena Condessa, Teresa, descia para tripudiar sobre o prisioneiro. Havia formalidade nessa visita, tão estilizada quanto os movimentos de algum sacerdote pagão celebrando algum ritual antigo diante do altar.
Primeiro, ela dispensava todos os criados, até mesmo o surdo-mudo Rondo, que lhe obedecia como um cão treinado. Depois, a cada noite, machucando outra vez as frágeis mãos no aço, ela puxava os ferrolhos de seu quarto, prendia as trancas de cada janela. Se algum observador mítico pudesse se esconder por trás das cortinas, perceberia uma coisa estranha: em cada ferrolho de metal, inscrito de forma tosca e meticulosa por mãos que não estavam acostumadas a esse trabalho, havia o sinal da cruz.
Ela se ajoelhava por um momento diante do oratório de carvalho, cruzando os dedos sobre as contas; era um mero hábito, pois há muito que deixara de rezar. O espelho no outro lado do quarto exibia o seu vago reflexo, um padrão indefinido de preto e branco; os cachos pretos dos cabelos aninhavam-se em renda fina, o preto de um vestido de luto cruzado pelos dedos das mãos alvas sobre as contas de marfim, o rosto - encovado até a brancura dos ossos, de alabastro - marcado pelas sobrancelhas pretas.
Um rosto feito para a ternura e o amor, mas agora impiedoso e cruel, os olhos irradiando ódio, a boca suave contraída para uma linha fina e pálida. Uma santa, transformada pelo tormento duplo do pesar e da vingança jurada contra um demônio das profundezas.
Levantando-se e largando as contas, a Condessa ergueu a tampa de um baú todo lavrado, tirou um chicote de couro trançado com três pontas. Em cada extremidade havia pedaços de aço afiado; o couro era enegrecido e nos pedaços de aço havia manchas opacas, de um marrom-avermelhado. Ela tocou com as pontas dos dedos no aço e retirou a mão no mesmo instante; o aço afiado lhe tirara sangue. Deu de ombros, ignorando a dor. Na pega de couro do chicote, toscamente cortado por uma faca inábil, havia também o sinal da cruz.
Não houve nenhum rangido quando ela puxou a tranca do painel secreto. Aquela porta era mantida sempre oleada, em perfeitas condições. Com uma vela levantada por uma das mãos, a Condessa desceu a escada, tão silenciosa quanto sua própria sombra, as saias varrendo teias recentes e fazendo com que pequenas aranhas corressem para as rachaduras na pedra.
O cheiro salobro de águas subterrâneas estagnadas subiu ao seu encontro. Houvera um tempo em que suas narinas delicadas tremiam a esse cheiro, mas isso pertencia ao passado distante. Ela própria mal percebia como mudara, como deixara de ser aquela jovem com medo de cada sombra, os dedos frágeis sangrando da luta com os ferrolhos enferrujados, que descera pela primeira vez aqueles degraus, em desespero e terror.
Ela parou por um instante e suspirou. "Por que estou indo?", indagou, quase em voz alta. Como um eco das profundezas úmidas, houve um sussurro e um suspiro: "Venha."Duas voltas da escada sinuosa, e ela entrou num corredor arqueado, iluminado pelo tênue luar que se filtrava através de longos poços de ventilação, construídos há muitos séculos. Havia na passagem os remanescentes de uma época mais sombria: barras de ferro enferrujadas de uma roldana ainda sugeriam a estrapada, barras cruzadas como um divã duro, o sombrio olhar verde-bronze de uma Dama de Ferro. A Condessa mal olhou para essas coisas, que outrora a faziam estremecer; agora, pareciam amigas familiares. Até aventou por um instante uma possibilidade - podiam ser restauradas - antes de virar a última curva na passagem, parando diante de uma grade de aço que se erguia do chão ao teto em arcada. Pegando a chave grande na argola pendurada em seu cinto, ela abriu a grade e passou.
Boa noite, Condessa. - disse o homem acorrentado à parede.
A Condessa inclinou a cabeça.
- Também lhe desejo uma boa noite, senhor. - respondeu ela, em sua voz melodiosa, cuja modulação era um hábito tão profundamente arraigado que nem mesmo a transformação de donzela em demônio podia alterar.
Ela contemplou o homem à sua frente; os braços estavam envoltos por punhos de ferro, presos à parede por correntes compridas, que passavam por uma argola ali. As pernas também se encontravam contidas em argolas de ferro nos tornozelos, unidas por uma corrente. Uma camisa branca esfarrapada e um culote de couro com manchas escuras constituíam toda a sua vestimenta; quando ele inclinou a cabeça, no entanto, os cabelos louros refletiram o brilho da vela e a sombra instável na parede de pedra parecia ter asas largas.
A mulher, mantendo-se cautelosamente além do alcance da corrente, examinou as feições do prisioneiro, suaves, afiladas, sutilmente sensuais. Quando ele tornou a levantar a cabeça, os olhos, ardendo com algum fogo estranho, encontraram-se com os da Condessa. E ele estremeceu, como se experimentasse alguma dor terrível.
O longo olhar foi quase como o de um amante. A Condessa ficou outra vez abalada pela estranha beleza do homem acorrentado. Beleza? Uma palavra insólita, mas era mesmo beleza, a beleza de uma águia irrequieta engaiolada, batendo as asas com o intenso desespero e a agonia de sua ânsia inumana. Mas o homem baixou os olhos, primeiro, embora houvesse uma insinuação de escárnio em sua voz quando falou:
Está linda hoje, Madonna. Lamento não
poder beijar sua mão.
Um espasmo de emoção indefinível pareceu convulsionar o rosto da Condessa.
- Pode beijar, se quiser. - disse ela, bruscamente.
E estendeu os dedos delgados, esfolados e sangrando. Era um gesto zombeteiro, mas ele pegou a mão estendida e baixou a cabeça para encostar os lábios. Depois, abruptamente, debateu-se como se uma súbita loucura o possuísse, as mão acorrentadas apertando o pulso da Condessa, puxando a mão dela para seus lábios, avidamente. Num gesto rápido, ela levantou o chicote com a mão livre e desferiu um único e brutal golpe. O homem encolheu-se e nesse instante a Condessa voltou a ficar longe de seu alcance, os olhos flamejando.
- Eu tinha esquecido - zombou ela. - É lua cheia e você... está com fome.
Ele permaneceu derreado nas correntes, sem se dar ao trabalho de responder à provocação. Só depois de um longo tempo é que murmurou:- Ah, a lua cheia de novo... Não tem pesadelos, Madonna?
Ela estremeceu como se afastasse a lembrança, mas disse em voz firme:
- Eu me considero afortunada se você não puder me causar mais mal do que isso... provocar-me pesadelos!
Um espasmo de repulsa contraiu os lábios da Condessa. Subitamente ela recuou, levantou outra vez o chicote e gritou, em voz retumbante:
- Angelo, Conde Fioresi, alimentou-se de sua última vítima... Vampiro!
Ela soltou uma gargalhada.- Por três meses mantive-o acorrentado, observei suas forças diminuírem e sua fome diabólica aumentar!
No mesmo instante ele sacudiu freneticamente as correntes, mas o esforço foi débil e logo desistiu, exausto, encostando-se na parede.
Houve um tempo em que você poderia romper essas correntes, - comentou a Condessa, num triunfo cruel - se eu não tivesse esculpido a cruz em cada grilhão! Agora, acho que até mesmo correntes comuns poderiam contê-lo!
Ele deu um impulso com as mãos para se empertigar, murmurando:
- Madonna, minha vida está à sua mercê; pode encerrá-la quando quiser. Ninguém poderia culpá-la, se me matasse. Mas porque sente prazer em me atormentar?
- Precisa perguntar? - gritou ela, numa voz estridente e angustiada, o último resquício da jovem que fora apenas três meses antes. - Você, que veio a este castelo como meu pretendente, enganando meu pai ao se apresentar como neto de seu mais antigo amigo? Quantas vezes ele falou a seu respeito, dizendo que sentia, quando estava em sua presença, que o amigo da juventude retornara dos mortos? Não podia imaginar a verdade que havia em suas palavras!
- Nada disso. Se quer contar outra vez essa velha e triste história, então relate a verdade. Não passa de invenção essa alegação de que volto dos mortos. Não morremos. Vivemos muitas vezes a duração da vida dos mortais, a menos que um acidente interrompa a nossa vida... ou... ou... sejamos privados por tempo demais de nossa outra fonte de vida.
O rosto convulsionado da Condessa parecia tremer na semi-escuridão.
- Que seja assim. Seu velho amigo, meu pai, adoeceu e morreu, depois foi meu irmão Rico, de uma doença que o fez definhar. E por último Cassilda, a irmã que me criou quando fiquei órfã, abandonada em terra profana... e ainda assim tentou casar comigo.
- Madonna, chama-me de demônio
...E pode negar? Pode afirmar que é humano, você que não tocou em comida ou bebida em todos esses meses desde que eu o trouxe para cá?
- Admito que não sou um humano da sua espécie - murmurou ele, de cabeça baixa. - Minha raça é muito mais antiga do que a sua, Madonna, talvez criada antes que seu Deus concedesse o domínio à sua espécie. Como alguns animais, nós vivemos... depois que passamos da juventude... apenas pelo sangue de coisas vivas. Até completar trinta anos, eu me julgava como os outros homens. Seja como for, Condessa, eu não matei sua família. E que diferença isso faria? Seu irmão mais velho, Stefano, foi morto num duelo com o senhor de Monteno, mas apesar disso os Monteno são recebidos como hóspedes de honra aqui em Castelo di Speranza. Eu não sabia... - Ele pareceu subitamente se contorcer em dor. - Eu não sabia que a morte já se encontrava em sua família quando cheguei aqui.
- Está mentindo!O chicote assobiou pelo ar e foi atingir o homem no rosto e peito. Ele soltou um grito rouco, e um sorriso cruel estampou-se no rosto da moça.
Sinto alegria em saber que você pode sofrer! - exclamou ela. - Sofra como eu sofri!
A chicotada arrancara sangue; ela olhou para as gotas escarlates com um estranho sorriso de exultação.
- Tome cuidado, Madonna - murmurou Conde Angelo Fioresi. - Eu procurava o sangue dos homens para não morrer; você vem procurá-lo por prazer.
Ela levantou o chicote de novo, mas baixou-o sem desferir o golpe.
- Por que não posso querer a sua morte? Por que ainda não o matei? Por que não posso livrar a doce terra do Senhor de uma coisa como você?
- E por que tem pesadelos? - indagou ele, suavemente. - E por que houve um tempo em que me amou, Madonna? Seu Deus proibiu a vingança aos fiéis. Por que não pode me entregar à vingança Dele e ao inferno... ou à Sua misericórdia?
Ela virou-se abruptamente e fugiu pelo corredor, subiu a escada em caracol. Os passos ecoavam pela noite. E Conde Angelo Fioresi, homem, monstro, Vampiro, o que quer que ele fosse, baixou o rosto para as mãos e chorou.
A Condessa escancarou as janelas de seu quarto, estremecendo quando o vento noturno soprou o fedor da masmorra de suas roupas; teria se ajoelhado se as palavras do Vampiro não ardessem em seu coração; Deus proibira a vingança.
O que me tornei?, ela perguntou a si mesma, atordoada. Deitou-se na cama enorme, mas temia dormir, tão intenso era o horror dos pesadelos que a dominavam. Era algum encantamento maligno do Vampiro que mantinha acorrentado, ela pensou; e, no entanto, tão profundo era o terror nas noites de lua cheia que ela não se atrevia a fechar os olhos. Permaneceu acordada, recordando como aprisionara a coisa maligna em forma de homem que agora mantinha na masmorra.
Quando ele aparecera, mostrara-se bastante insinuante. Ela pensara a princípio que era a mão de Cassilda que ele desejava, pois a irmã era mais velha e mais bonita; e, no entanto, ele tratava Cassilda apenas com cortesia e gentileza. Era essa gentileza que ela agora não podia conciliar com os horrores. Quando o pai morrera, e o irmão em seguida, ela chorara.- Sou malfadada; você não pode me querer agora.
Ele sorrira e respondera:
- Talvez, quando se tornar minha esposa, o infortúnio se canse de seguí-la.
Mas parecia que um encantamento maligno envolvia a todos eles naquela ocasião, pois houve mortes em toda a aldeia, como se fosse alguma doença misteriosa. Ao final, até mesmo Cassilda morrera, embora o capelão do Castelo, Padre Milo, escondesse o corpo de Teresa.
Angelo a procurara naquele dia no lugar em que ela chorava, perto da capela - ela podia lembrar agora que ele nunca entrava na capela - o rosto bonito contraído no que parecia ser uma compaixão sincera. Seria de fato uma hipocrisia diabólica?
- Teresa, Teresa, não posso suportar vê-la tão sozinha!
Agora ela se perguntava: o que teria acontecido se sucumbisse às súplicas de Angelo? Os sinais da cruz que ela fizera o mantinham imobilizado; ele seria capaz de casar? E, na verdade, ela não teria realizado Seu propósito ao prendê-lo no Sacramento?
O Padre Milo, tenso e trêmulo em terror, levara-a para a capela naquela noite, fizera o sinal da cruz sobre ela. Pedira-lhe que sentasse num banco, enquanto ficava de pé à sua frente, o rosto contraído em angústia e horror. A princípio ela não prestara muita atenção às suas histórias incoerentes sobre estranhas mortes na aldeia, as marcas encontradas na garganta de seu pai e irmão, a insinuação de algum horror ainda pior envolvendo a morte de Cassilda. Só lentamente, incrédula, ela compreendeu o que o padre tentava explicar - que aquelas mortes era a obra de um Vampiro!
Mas isso não passa de superstição! - protestara ela.
O padre sacudira a cabeça.
- Não, é obra do demônio, cometida por alguém em conluio com o demônio!
O rosto do sacerdote estava muito pálido e contraído. Gradativamente, palavra por palavra, ele a convencera. Mesmo assim, Teresa ainda hesitara em acreditar nas terríveis histórias - que o conde fora visto a voar sob a forma de um morcego da janela da velha torre, que uma santa mulher da aldeia sentira o cheiro de mortalha e caixão à sua passagem; mas quando finalmente se convencera, ajoelhara-se diante do padre, a raiva e o terror dominando seu coração.
- O que se pode fazer?
O Padre Milo respondera lentamente: A criatura deve morrer.
- Só a morte não seria bastante! - gritara ela, em angústia, o rosto tão branco quanto o véu de luto. - Estou lembrando... antes da noite de sua morte, Cassilda sentou ao lado da minha cama e chorou; e eu... eu não sabia o motivo!
O Padre Milo pusera a mão sobre a cabeça de Teresa.- Deve aceitar com coragem o que devo lhe dizer agora, minha filha. Cassilda morreu por suas próprias mãos, com medo de sofrer o mesmo destino.
- Então a morte apenas não será suficiente para esse monstro! Ele deve sofrer... sofrer tanto quanto eu e minha família sofremos!
- A vingança a Deus pertence - protestou o padre. - Não tenho certeza, mas já ouvi dizer que essas monstruosas criaturas do demônio... não podem realmente morrer, mas vivem em seus caixões, de onde saem para procurar o sangue de coisas vivas. Filha, devo ir a Roma e solicitar uma dispensação para lidar com essa... essa coisa, a fim de podermos nos livrar dele para sempre.
- Deve partir esta noite.Mas primeiro precisamos tomar algumas precauções, a fim de que ele não possa prejudicá-la ou destruí-la, como fez com sua família. Mantenha-se vigilante, mas não deixe transparecer qualquer mudança em seu comportamento, para que ele não desconfie que já sabemos o que é. E depois, quando eu voltar, poderemos destruí-lo e mandá-lo para o verdadeira morte em seu caixão, para que Deus, em sua infinita misericórdia, possa puni-lo ou perdoá-lo.
Teresa cobrira o rosto com as mão, sussurrando:
- Uma coisa saída da sepultura, e eu o amei! A misericórdia de Deus? Eu gostaria de vê-lo ardendo por toda a eternidade no inferno!
O Padre Milo fizera o sinal da cruz, balançando a cabeça tristemente.
Aflige-me que você fale palavras tão terríveis, minha filha. Podem-se fixar limites à misericórdia de Deus?
- Para aquele demônio, claro que sim!
- Lembre-se, filha de que um santo disse uma vez ao próprio Satã: "Também posso lhe prometer a misericórdia de Deus, quando a pedir em oração." Pense bem, Teresa. O Conde Fioresi é um valente soldado e um gentil fidalgo. Arca com essa maldição do demônio há muitos anos, e para ele deve ser um verdadeiro inferno, longe da vista de Deus. Pode negar que o Deus misericordioso não seja capaz de perdoá-lo um dia
Se eu pensasse assim - protestara ela, com veemência -, então encontraria um meio de mantê-lo para sempre afastado desse perdão... para fazê-lo viver e sofrer tanto quanto eu e minha família!
O padre limitara-se a responder:
Está abalada, o que não é de admirar. Que Deus perdoe suas palavras impensadas. - Ele estendera a mão para ajudá-la a levantar-se. - Preciso partir esta noite. Vamos para o seu quarto, onde providenciaremos toda a segurança possível.
Ele fizera o sinal da cruz em cada porta e janela, salpicara-as com água benta. Deixara a porta principal por último, mas nesse instante Teresa sentira um terror súbito e desesperado. Mesmo para se salvar da morte não podia suportar a perspectiva de ficar encerrada por encantamentos, nem que fossem encantamentos santos.
Esta eu lacrarei com meu crucifixo, quando estiver no quarto - dissera ela.Mesmo enquanto falava, o plano aflorara plenamente definido em seu coração.
- Talvez seja melhor assim - respondera o padre, pensativo, tirando um pequeno frasco do bolso do hábito. - Dê-lhe isto no vinho. Que Deus nos perdoe, filha, mas pelo menos isto o despachará para a primeira morte. Cuidaremos do Vampiro quando eu voltar de Roma, com a estaca e o fogo. - Ele entregara um rosário a Teresa, com toda a reverência. - Isto foi abençoado por um grande santo e é uma herança de minha família. Vai impedir que ele se levante dos mortos até minha volta.
Ele estendera a mão sobre a cabeça de Teresa, numa bênção.
- E trate de esquecer esses pensamentos iníquos de vingança. Eu lhe ordeno, sob o risco de salvação de sua alma, que reze pela alma dessa ovelha perdida de Deus; reze pela alma de Angelo Fioresi.
Mas as palavras caíram num coração duro. Ela inclinara a cabeça, mas clamava por dentro: "Nunca!"
Ela prepara pessoalmente a comida e a bebida para a primeira etapa da viagem do padre; mas depois que se despediram e ele se afastara a cavalo, Teresa assumira um sorriso cruel, comprimindo o frasco na mão e murmurando:
- Mas você não voltará e a vingança me pertencerá!
Depois, virando-se para a porta, deparara com os olhos risonhos do Conde Angelo. Forçou-se a sorrir em retribuição e lhe estendera a mão para um beijo.
- Por que o padre nos deixou?
- Foi solicitar permissão para o nosso casamento.
- Quer dizer que estamos a sós aqui? - Ele a abraçara, sempre sorrindo. - Que sua viagem seja rápida!
Mas havia uma estranha contração no rosto de Angelo, e ela se encolhera e se esquivara de seu beijo.
- Não agora!
Teresa passara aquela noite acordada, sentindo-se como a cabra amarrada a uma estaca para atrair o leão da montanha, a pálida claridade que entrava pela porta aberta iluminando seu rosto, à espera de passos e da sombra, de asas negras entrando em seu quarto. Apertara a cruz em terror, pensando: é mesmo verdade que o Vampiro se move como um gato ou um fantasma, em passos silenciosos.
Lentamente, a sombra se inclinara, até que lábios cheios encostaram em sua garganta; e nesse instante, simulando despertar, ela murmurara:
- Angelo?- Amor...
- Espere um instante - balbuciara ela, com a cruz na mão. - A porta está entreaberta.
- Não está, não - respondera ele, virando-se.
Mas Teresa correra até a porta, batera-a e empurrara o trinco, ali prendendo o crucifixo, branca como sua camisola.
- E agora quero ver se pode sair por onde veio, Conde Angelo Fioresi... demônio, monstro, assassino... Vampiro! - Ela avançara em sua direção, a lanterna levantada. Angelo se virara como um animal na iminência da morte, correra para as janelas lacradas, a outra porta, tudo em vão.- Nunca acreditei muito, até agora - dissera Teresa, numa voz que tremia. - Parecia uma mentira monstruosa, mas agora sei que é verdade!
O Conde estendera as mãos em sua direção e ela levantara a cruz para repeli-lo. Teresa esperava que ele avançasse com a intenção de matá-la, mas o Conde não se mexera.
- Teresa, não é o que você pensa. Eu lhe peço... imploro que me escute, antes que seja tarde demais.
Mas em sua ira e fúria ela não queria escutar. Pegara o chicote e o golpeara no rosto e ombros. Ele gritara e num movimento rápido arrancara o chicote de sua mão, jogara-o no tapete.
Tenha cuidado, Madonna - murmurara o Conde. - Sei de muitas coisas que você ignora. E posso lhe garantir, Teresa, que neste momento corre um perigo muito maior do que eu. Quer me ouvir... me ouvir por um momento, em nome do pai que está morto?
Ouvir você, seu monstro, assassino, violador de sepulturas? - gritava Teresa, com um sorriso desolado.
- A velha história de que me levanto de um caixão? Não, Madonna, ainda não conheci a morte. Nem quero morrer por enquanto. Mas se me matar agora, correrá um grande perigo. Por isso, peço que me escute primeiro.
Ele se adiantara, como se fosse agarrá-la e obrigá-la a escutar, mas Teresa pegara o crucifixo no oratório e o estendera à sua frente. O Conde recuara e ela exultara:
- Então pelo menos esta superstição é verdadeira?
Ele se encolhera, o braço levantado cobrindo o rosto.
- Verdadeira em parte, Teresa. Não posso fazer-lhe mal enquanto estiver com esse símbolo de sua fé, esse sinal de que se encontra sob a proteção de Deus. Mas eu lhe imploro, pela última vez...
- Poderia me enganar com palavras?
Com o crucifixo numa das mãos, ela levantara o chicote com a outra e golpeara o corpo encolhido. O Conde recuara um passo e ela o seguira, o chicote subindo e descendo.
- Quer dizer que você pode sangrar e sofrer? - gritara Teresa, em triunfo.
- Tanto quanto você - murmurara ele, caindo de joelhos.
Protegendo-se com a cruz, Teresa continuara a chicoteá-lo, saboreando cada estalo seco e as linhas de sangue que pouco a pouco foram se cruzando no corpo do Conde. Ao final, ela estava parada por cima dele, ofegante, o Conde sem sentidos e ensangüentado. Com olhares cautelosos, temendo que o desmaio fosse simulado, Teresa correra até a arca e pegara as pesadas correntes. Ela mesma, com seus frágeis dedos, arranhara em cada elo o sinal da cruz, com seu anel de diamante. Depois, chamara Rondo, o surdo-mudo, para ajudá-la a arrastar o Conde pela longa escada e prender as correntes na parede da masmorra. Em seguida, tonta de horror e cheia de satisfação por seu primeiro plano de vingança, ela quase caíra desfalecida em sua cama.
- Abra todas as janelas - balbuciara ela para Rondo. - Estou desmaiando.
Ele se retirara depois e Teresa adormecera, mas seus sonhos foram terríveis. Tivera a sensação de se levantar e percorrer o castelo como um espectro silencioso, confusos horrores de sangue e rostos agonizantes desfilando por sua mente. Despertara para descobrir que andara no sono e se encontrava debruçada na janela.
Será que ele me enfeitiçou?, especulara Teresa, enquanto voltava para a cama, à claridade crescente do dia, e tornava a dormir.
Acordara ao crepúsculo e descera para a cripta, tremendo; mas seu medo fora atenuado ao verificar que seu inimigo continuava acorrentado. E assim ela adquirira o costume de todos os dias, ao crepúsculo, descer para a cripta.
À medida que os dias passavam, isso fora absorvendo-a mais e mais. Começara a viver só para os momentos em que se postava diante do homem acorrentado, fitava seus olhos ardentes, como um falcão engaiolado; e quando as súplicas do Conde tornavam-se muito perturbadoras, silenciava-as com o chicote cruel, no qual também inscrevera a cruz, a fim de que ele não pudesse arrebatá-lo.
Os pesadelos ainda a atormentavam. O encantamento parecia dominar todo o castelo, pois alguns dos criados fugiram, enquanto outros a procuravam com histórias de mortes na aldeia; mas Teresa os ignorava, como se fossem apenas moscas incômodas. O responsável pelas mortes está acorrentado lá embaixo, ela pensava; não podem agora atribuir todas as mortes a visitas sobrenaturais! E ela sentia-se impaciente e cruel com os servos, ansiando apenas pelo momento em que desceria para tripudiar sobre o prisioneiro, depois voltaria para dormir o sono da exaustão.
Os habitantes da aldeia se inquietavam porque o Padre Milo não voltava e lhe enviaram uma delegação de velhas para suplicar que providenciasse outro padre.
- Estão querendo me dar ordens? - gritara Teresa, andando de um lado para o outro. Depois que a delegação se retirara, ela se contemplara no espelho, horrorizada; vão pensar que estou louca!Assim se passaram três luas, sem que a situação se alterasse. E veio uma noite em que Angelo mal se mexeu quando ela lhe falou, permanecendo aparentemente sem sentidos sobre a palha. Só depois de um longo tempo é que ele abriu os olhos e murmurou:
Exulte por meu desespero, Madonna. O fim se aproxima. Mas vejo-a mergulhando mais e mais para o perigo. Por seu próprio bem, eu lhe suplico que acabe logo com isto.
- Ah, o demônio estava doente, o demônio quer se passar por monge! Devo instalá-lo na capela do Padre Milo?- Não sou um monstro de crueldade, embora não possa culpá-la por me julgar assim. Mas acontece que continuo acorrentado aqui, Teresa. Por que então as pessoas na aldeia continuam a morrer?
Ela deu de ombros, indiferente.
- As pessoas assim estão sempre morrendo. Sou responsável por elas, por suas almas ou corpos?A criatura acorrentada lançou-lhe um estranho olhar calculista.
- Houve um tempo em que você não falaria assim. Houve um tempo em que você era generosa e devota.
- E se virei um demônio do inferno, não foi você quem me fez assim?
Ele quase riu.- Claro que não, pois você soube se defender de mim... mas não fez de si mesma um demônio?- Cale-se! - berrou Teresa. - Cale-se!
Ela chicoteou-o no rosto. O Conde caiu, com um grito terrível, o sangue esguichando dos lábios partidos.
Teresa largou o chicote e ajoelhou-se a seu lado. "Ele falou a verdade", pensou ela. "O fim está próximo. Que ele fique aqui por toda a eternidade.
"O crucifixo que ela ainda usava balançava para a frente e para trás, projetando uma estranha sombra no prisioneiro. Um súbito pensamento ocorreu a Teresa.
"Já tive minha vingança. Ainda não é tarde demais para deixar de lado meu ódio e fazer o que o Padre Milo recomendou: pôr um fim ao sofrimento dele e entregá-lo à misericórdia de Deus. Só preciso golpeá-lo no coração. Ele disse que não pode se levantar dos mortos. Ainda assim, posso dizer por ele a oração dos mortos, fazer penitência. E depois, eu também me entregarei à misericórdia de Deus. E Angelo... Angelo voltará ao pó onde há muito deveria estar, sua alma se apresentará a Deus para ser julgada pelos crimes que cometeu.
"Ela experimentava a estranha sensação de que a masmorra se encontrava apinhada de espíritos observando; era como se ela estivesse em alguma encruzilhada, esperando que uma vítima fosse enforcada ou perdoada... e a vítima era ela própria. Poderia remover o ódio e procurar misericórdia ou...
Os lábios de Teresa contraíram-se num terrível sorriso de crueldade. Nunca, jamais poderia renunciar ao prazer que encontrara naquilo! Não, que ele sofresse, que ele sofresse para sempre! Quem precisava do perdão de Deus? Havia muitos além do domínio de Deus!
Então é tarde demais - murmurou o Conde.
Teresa recuou, mas ele se sentou, com um movimento determinado, segurou-a rudemente, partiu as correntes de suas mãos, depois dos tornozelos.
Ela gritou, encolhendo-se, fazendo um esforço para se levantar. Tropeçou no chicote no chão e caiu para as pedras. Angelo, ficando de pé, aproximou-se.
- Eu a teria salvado - murmurou ele, depois de um longo silêncio. - Pense em seus pesadelos, Teresa. Não começaram antes mesmo de minha chegada ao Castelo di Speranza? Há muitos anos uma mulher da família Fioresi casou no clã Speranza; e eu sabia que pelo menos uma pessoa de sua família teria... o sangue completo de minha gente. Se fosse Rico, eu o tomaria como meu escudeiro, para guardá-lo e protegê-lo. Eu... eu poderia salvá-la, Teresa, guardando-a como uma coisa mais preciosa que minha própria vida. Velaria por você, tudo faria para mantê-la sã e salva, haveria de mantê-la na inocência do que você era, embora eu tivesse chegado tarde demais para salvar seu pai...
Ela gritou horrorizada quando seu cérebro registrou o significado daquelas palavras, mas Angelo continuou, implacável:
- Quando Rico morreu, não pude mais suportar. Em desespero, procurando apenas protegê-la, revelei a verdade a Cassilda. Eu... não podia imaginar que ela se mataria de tanto horror. Pensei apenas que juntos poderíamos proteger você, até que eu pudesse conduzi-la com segurança ao conhecimento do que era. Você poderia até aceitar... não como uma coisa de terror, mas apenas como outra espécie de vida; uma natureza diferente, vivendo inofensivamente por suas próprias leis. Não, não fui eu quem matou sua família. Já vivi até agora duzentos anos. Desde o primeiro ano em que soube o que eu era, nenhum homem jamais morreu por meu contato. Sei como... extrair a vida de que preciso... sem prejudicar as pessoas mais que ocorreria numa sangria, com sanguessuga. Não sou mal nem cruel, Madonna, apenas vivo como devo.
Ele inclinou-se para Teresa. Ela se encolheu, enlouquecida pelo medo, estendendo o crucifixo na direção dele.
- Não, Madonna - disse ele, gentilmente, segurando-a pelos ombros. - Isso não vai protegê-la agora.
Uma pausa e o Conde continuou, quase com tristeza:
- Fui criado para temê-lo; foi incutido em meu coração e cérebro que nunca poderia tocar em alguém que se declarasse sinceramente sob a misericórdia de Deus. Enquanto você ainda ignorava o que era, Teresa, enquanto ainda era sinceramente devota em sua fé, eu não poderia passar pelo símbolo de sua crença sincera. E a cruz que você esculpiu nas correntes, pensando em proteger os outros do meu mal, era uma barreira para mim. Mas agora você se tornou má. Não pode mais invocar a proteção de Deus. Para você, a cruz é agora apenas um símbolo vazio... e não pode mais me conter.
Ele arrancou o crucifixo da garganta de Teresa, contemplou-o com um olhar triste e largou-o de lado.
Talvez eu nunca tenha tido uma alma, mas você, Teresa, jogou a sua fora. É um monstro... terrível demais para viver até entre meu povo.
A última coisa que a Condessa viu foi o rosto de Angelo, contraído pela angústia, baixando numa mancha escarlate, na qual ela mergulhou como a morte.
Horas depois os aldeões se reuniram para observar o Castelo di Speranza desabar em meio às chamas. Ninguém percebeu o homem silencioso que se embrenhava a cavalo pela floresta, encurvado como se em profunda agonia, encolhido na sela em dor e desespero. Ele não olhou para trás uma única vez, ignorando as chamas, mantendo-se inclinado sobre o pescoço do cavalo, enquanto murmurava sem parar:Teresa... Teresa... Teresa...

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/63119/traicao-do-sangue/comentarios.xml
<![CDATA[Vampiros - Matsumoto - monster game]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/51105/vampiros-matsumoto-monster-game http://animespirit.com.br/motoco/jornal/51105/vampiros-matsumoto-monster-game#comentarios Sun, 23 Mar 2008 17:32:17 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/51105/vampiros-matsumoto-monster-game
A Matriarca da Familia Matsumoto morreu e virou vampira!!

Pra todos da familia e amigos que curtem RPG online...
para quem gosta de vampiros ou de lobsomens...
e para quem estiver interesado em jogar...
monster game... world 9!!!
ja tem alguns membros da familia Matsumoto no jogo...
e assim que tiver mais gente pretendemos criar o clã Matsumoto
no world 9... para o pessoal que entrou no world 7, se quiserem
entrar no clã vao ter q mudar d mundo... talvez depois até
possamos criar um clã no mundo 7 tbm...

entao gente.. quem quiser entrar no jogo é só entrar aqui:

http://world9.monstersgame.com.pt/?ac=vid&vid=280001486

quando voce entra no link vc é mordido por mim...
hahaha
cujo nome no jogo é Lyriel

e quem entrar no mundo 9 ainda encontra lá a BELTANTE
que tbm é minha filha no jogo, (quem entrar por este link entra como
meu filho, e a familia Matsumoto no monster game nao tem as restriçoes
de filhos q tem no Anime Spirits... entao vcs podem criar quantas
pessoas quiserem... isto por q quando vc cria um vampiro ou lobsomen
vc ganha SANGUEEEE hahaha)
e ainda o Kyo!!!
familia Matsumoto no Monster Game!!!



feliz pascoaaaaa
musica: PLANETA AZUL


A vida e a natureza sempre a mercê da poluição
Inverte as estações do ano, faz calor no inverno e frio no verão
Os peixes morrendo nos rios estão se extinguindo espécies animais, e tudo que se planta colhe o tempo retruibui o mal que a gente faz.

Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água
Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul.
A terra a lua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul?

O rio que desce as encostas já quase sem vida parece que chova
no triste lamento das águas ao ver devastada a fauna e a flora
é tempo de pensar no verde regar a semente que ainda não nasceu, deixar em paz a Amazônia, preservar a vida estar de bem com Deus.

Onde a chuva caia quase todo dia já não chove nada, o sol abrasador rachando os leitos dos rios secos sem um pingo d´água
Quanto ao futuro inseguro será assim de norte a Sul.
A terra a rua semelhante a lua, o que será desse planeta Azul? o que será desse Planeta Azul?]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/51105/vampiros-matsumoto-monster-game/comentarios.xml
<![CDATA[2º Vol. O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/38891/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas http://animespirit.com.br/motoco/jornal/38891/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas#comentarios Sat, 15 Dec 2007 18:12:22 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/38891/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas Ao que parece as meninas curtiram a primeira edição do jornal... entao ta aqui mais umas piadas de homens praa voces..
Tigre tigre viva chama... nao se sinta ofendido Tigresinho kawai!! mesmo que a amioria do que diz aqui seja verdade... pelo que conheço de vc nao se encaixa nessas caracteristicas ta? hahahaha


O QUE VOCÊ DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?
*Uma mulher para ensiná-lo como funciona.

POR QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA?
*Para acabar com o ronco antes que ele comece.


Qual a diferença entre ir a um bar de solteiros e a um circo?
No circo os palhaços não falam.


Como você descobre que as novelas são fictícias?
Na vida real os homens não são afetuosos fora da cama



Por que os homens perseguem mulheres com as quais eles não têm a
intenção de casar?
Pela mesma razão pela qual os cães perseguem carros que eles
não têm intenção de dirigir.


Qual a diferença entre um marido e um cachorro?

1. O cachorro fica sempre feliz ao vê-la.
cachorro só leva alguns meses pra ser ensinado.


Por que dormir com um homem é igual a assistir novela?
Quando está começando a ficar interessante eles dormem até a
próxima vez.

O que Deus disse depois de criar o homem?
- Acho que eu posso fazer melhor...

Só um homem é capaz de comprar um carro de $ 1000 e colocar nele
um som de $2000.


Por que a psicanálise termina mais rápido para um homem do que
para uma mulher?
Porque quando chega a hora de voltar à infância eles já
estão lá.


Por que os homens são como os anúncios comerciais?
Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem.

Por que muitas mulheres fingem o orgasmo?
Porque muitos homens fingem as preliminares.

- Por trás de toda grande mulher existe um homem dizendo que
ela o está ignorando
- Por trás de todo grande homem existe uma mulher
confusa"

O que Deus disse depois de criar Eva?
- A prática leva à perfeição.

Um homem perguntou a Deus:
- Deus, por que fizeste a mulher tão bonita?
- Para que você pudesse amá-la.
- E por que a fizeste tão burra?
- Para que ela pudesse amá-lo também.

Uma mulher de 35 anos pensa em ter crianças. Em que pensa um
homem de 35 anos?
Em namorar crianças.


Às mulheres que se pensam iguais aos homens falta ambição.

POR QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS?
*Eles não suportam críticas.

COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE NO BRASIL?
*Turista.

POR QUE DEUS CRIOU O HOMEM?
*Porque vibradores não cortam grama.

PORQUE O PÊNIS TEM UM BURACO NA PONTA?
*Para oxigenar o cérebro.

O QUE TÊM EM COMUM O CLITÓRIS, OS ANIVERSÁRIOS E O VASO SANITÁRIO?
*Os homens sempre erram.

POR QUE OS HOMENS SÃO COMO OS ANÚNCIOS COMERCIAIS?
*Você não pode acreditar em uma palavra do que eles dizem.

POR QUE MUITAS MULHERES FINGEM O ORGASMO?
*Porque muitos homens fingem as preliminares.

POR QUE OS HOMENS NÃO COSTUMAM MOSTRAR SEUS SENTIMENTOS VERDADEIROS?
*Porque eles não têm nenhum.

POR QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?
*Porque se todos fossem, seria o inferno!

QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS?
*Porcos não viram homens quando bebem.

O QUE VOCÊ FAZ SE A SUA MELHOR AMIGA FOGE COM O SEU MARIDO?
*Sente falta dela, e também fica com pena dela.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UM PAPAGAIO?
*Você pode ensinar o papagaio a falar cordialmente.

O QUE AS MULHERES MAIS ODEIAM OUVIR QUANDO ESTÃO TENDO SEXO DE BOA QUALIDADE?
*-Querida, cheguei!

POR QUE OS HOMENS NA CAMA SÃO COMO COMIDA DE MICROONDAS?
*30 segundos e está pronto.

QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PRA BAIXO?
*Casamento.

O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?
*Ela morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.

O QUE É QUE TEM 8 BRAÇOS E UM Q.I. 60?
*4 caras assistindo a um jogo de futebol.

POR QUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA?
*Porque nunca a usaram...

SABE COMO UMA MULHER SE LIVRA DE 75 KGS. DE GORDURA INÚTIL?
*Pedindo o divórcio.

O QUE ACONTECE COM UM HOMEM, QUANDO ENGOLE UMA MOSCA VIVA?
*Fica com mais neurônios ativos no estômago do que no cérebro.

POR QUE É QUE OS HOMENS GOSTAM DE AMOR À PRIMEIRA VISTA?
*Porque economizam tempo e dinheiro em cantadas, flores e convites para jantar.

QUANTOS HOMENS SÃO NECESSÁRIOS PARA TROCAR UM ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO VAZIO?
*Não se sabe; nunca se viu nenhum deles fazendo isso.

POR QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER?
*R 1: Porque todo grande artista, antes de fazer sua obra prima, faz um rascunho.
*R 2: Porque as experiências são feitas com ratos e depois com humanos.

POR QUE OS HOMENS NÃO TÊM CRISE DE MEIA-IDADE?
*Porque todos param o amadurecimento mental na adolescência.




Cantadas toscas e suas respostas



Homem: Oi, o cachorrinho tem telefone?
Mulher: Tem, por quê, sua mãe tá no cio?

Homem : Este lugar está vago?
Mulher : Está, e este aqui onde estou também vai ficar se você se sentar aí.

Homem : Será que eu já não te vi em algum lugar?
Mulher : Claro! Eu sou a recepcionista da clínica de doenças venéreas... não
se lembra?

Homem : A gente já não se encontrou em algum lugar antes?
Mulher : Já, e é exatamente por isso que eu não vou mais lá.

Homem : A gente vai para a sua casa ou para a minha?
Mulher : Os dois. Você vai para a sua casa e eu vou para a minha.

Homem : Eu queria te ligar. Qual é o seu telefone?
Mulher : Está na lista.
Homem: Mas eu não sei o seu nome.
Mulher: Também está na lista.

Homem : Se eu pudesse te ver nua, eu morreria feliz.
Mulher : Se eu pudesse te ver nu, eu morreria de rir.

Homem : Está procurando boa companhia?
Mulher : Estou, mas com você por perto vai ficar muito mais difícil
encontrar...

Homem : Eu quero me dar por completo pra você.
Mulher : Sinto muito, eu não aceito esmola.

Homem : Ora, vamos parar com isso: nós dois estamos aqui nesta boate pelo
mesmo motivo.
Mulher : É, pra pegar mulher...

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/38891/2-vol-o-livro-negro-de-crueldades-femininas/comentarios.xml
<![CDATA[O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/37510/o-livro-negro-de-crueldades-femininas http://animespirit.com.br/motoco/jornal/37510/o-livro-negro-de-crueldades-femininas#comentarios Mon, 03 Dec 2007 13:49:23 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/37510/o-livro-negro-de-crueldades-femininas O LIVRO NEGRO DE CRUELDADES FEMININAS...

1. Como se chama um homem inteligente, sensível e bonito?
R.: Boato.

2. O que deve fazer uma mulher quando seu marido corre em zigue-zague
pelo jardim?
R.: Continuar a atirar.

3. Pesquisadoras descobriram por que Moisés ficou andando 40 anos no
deserto com o povo de Israel ?
R.: Um homem nunca pergunta o caminho.

4. Qual é a semelhança entre as nuvens e os homens ?
R.: Quando vão embora, o dia fica lindo.

5. Por que os homens não têm período de crise na idade madura?
R.: Porque nunca saem da puberdade.

6. Qual é a definição masculina de uma noitada romântica?
R.: Sexo.

7. O que se diz de um homem que quer sexo no segundo encontro?
R.: É particularmente lento.

8. Qual é o ponto comum entre os homens que freqüentam bares para
solteiros?
R: Todos eles são casados.

9. Como saber se um homem está mentindo?
R.: Seus lábios se mexem.

10. Como um homem chama o amor verdadeiro?
R.: Ereção.

11. Qual a semelhança entre o homem e o golfinho?
R.: Dizem que ambos são inteligentes, mas nunca se provou.

12. Por que as mulheres não querem mais se casar?
R.: Porque não é justo. Imagine, por causa de 100 gramas de lingüiça ter
que levar o porco inteiro.

13. Qual a semelhança entre o homem e o microondas?
R.: Aquecem em 15 segundos.

4. Qual a semelhança entre o homem e o caracol?
R.: Ambos têm chifres, babam e se arrastam. E ainda pensam que a casa é
deles.

15. Por que não existe um homem inteligente, sensível e bonito ao mesmo
tempo?
R.: Porque seria mulher.

16. Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado
perguntava logo se era solteiro...
R.: Hoje, pergunta se é viado ... ou casado.

17. Qual a semelhança entre um homem e um pão de forma?
R: Ambos são quadrados, tem casca grossa e miolo mole.

18. Qual a semelhança entre os homens fiéis e os dinossauros?
R: Ambos estão extintos.
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/37510/o-livro-negro-de-crueldades-femininas/comentarios.xml
<![CDATA[Familia MATSUMOTOOOOOOO]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/31072/familia-matsumotooooooo http://animespirit.com.br/motoco/jornal/31072/familia-matsumotooooooo#comentarios Fri, 21 Sep 2007 18:47:50 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/31072/familia-matsumotooooooo Mais um jornal de indignação...
Mas fazer o que neh?
Hoje eu me decepcionei muito com alguém que eu amava... não sei se ainda amo... acho que tenho levado o pessoal do Anime Spirit a sério de mais...
Não sei se todos sabem, mas eu conheci a Beltante aqui no AS, ele leu uma fanfic minha e me adicionou no MSN, depois quando vimos ela era de Palhoça também, e da Barra, bem próximo a minha casa. Conheci ela pessoalmente e hoje ela é alguém pela qual eu daria minha vida, é como se ela realmente fosse minha filha, de sangue, não só no AS. E agora, depois de uma idiotice ela saio do AS, não sei se pra sempre, e isso não é importante. Acho que esta parecendo que a idiotice foi dela mesma... mas não foi...
Aos nossos amigos em comum eu brincava chamando-a de MELtante, por que os homens sempre se apaixonam por ela, e sempre que eu dizia que era pra dar um fora ela ficava receosa, não sabe dar fora... e por culpa disso aconteceu o que aconteceu...
Agora a Beltante ta fora do AS, e a minha confiança naqueles que eu amava caiu e muito... não sei se ainda vou amar do mesmo jeito quem fez essa idiotice... ainda não conversei com ele depois que soube...
Briguei com outro dos meus filhos do AS que me era muito importante... mas estamos bem...

E quanto a família Matsumoto... Vou conversar com a Deh-cham para criarmos as regras para adoção... essa família jah virou zuera a muito tempo... quando eu e Beltante e Deh criamos a família era apenas os amigos, e eu realmente amava aqueles primeiros Matsumotos, mas depois a família cresceu... e ninguém mais sabe quem deu inicio a família, quem é Motoco, quem é a Deh ou a Beltante... ou por q a família é MATSUMOTO...
Estou administrando o grupo da família agora, que entrar? Fala comigo.. diz de quem é filho.. se registra no cartório... quem não é registrado não entra mais... amigos de Matsumoto, simpatizantes, amantes de alguém da família, namorados ou ex-marido.. NÃO ENTRA. Só quem tem o nome.. é filho por parte de mãe? Assumiu o sobrenome do pai? Pois é... não é Matsumoto não posso fazer nada...

Vamos colocar ordem na família para que ela não se acabe tah?

Só queria terminar dizendo aos meus filhos
Loky
Kyo
Shadow ou Rafael
E Deh chan

Que são os que mais convivem comigo
Que eu ainda amo vocês...mesmo que eu esteja realmente chateada agora...
Não sei quem teve algum coisa a ver com a História... mas estou realmente irritada...
“cansei de ser boa, agora vou agir com crueldade”

Lembrei dessa musica... e tem mais ou menos a ver com o ocorrido...



Tenha Dó


(Marcelo Camelo)


Não vou mais te perdoar, você foi longe demais
Meu amor não sou tão só assim.
Não consigo entender, me trocar por outro alguém
Traição já é demais então, você me diz
Que me ama,
Que sem mim você não vive,
Que foi apenas um deslize,
Que você preza pelo meu amor
Tenha dó,
Não mereces o afago,
Nem de Deus nem do Diabo,
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti
A saudade vai bater, mas o meu amor se vai
O tempo voa e quando vê já foi
Não me fale de nós dois, não preciso mais saber
Indo embora deixo-te um adeus, ao ouvir dizer
Que me ama,
Que sem mim você não vive,
Que foi apenas um deslize,
Que você preza pelo meu amor
Tenha dó,
Não mereces o afago,
Nem de Deus nem do Diabo,
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/31072/familia-matsumotooooooo/comentarios.xml
<![CDATA[LUTO por meu filho e neta]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/30871/luto-por-meu-filho-e-neta http://animespirit.com.br/motoco/jornal/30871/luto-por-meu-filho-e-neta#comentarios Wed, 19 Sep 2007 15:21:07 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/30871/luto-por-meu-filho-e-neta


A quanto tempo eu não escrevo um jornal??

Mas hoje me senti obrigada a escrever um...
A mais ou menos uma semana veio a falecer um dos meus amados filhos
Monybuzzi, os acontecimentos que levaram a este acontecimento trágico
Eu prefiro não comentar, pois logo após o acontecido, perdi outro membro estimado de minha família, pelos mesmos motivos, mas em decorrência dos acontecimentos da primeira morte. Minha neta amada, mesmo que de pouca convivência comigo, Thais-chan, foi a segunda a falecer, e espero que seja também a ultima.
Que os Matsumoto parem de comprar esta briga inutilmente. Eu sei o quanto é difícil,
Ainda mais quando a briga começa dentro da família, mas insistir no assunto só trará mais perdas para a família e para os amigos...

Aproveito para pedir para todos os homens da família e amigos que por um tempo deixem
que Beltante cumpra seu luto descansada. Seu marido mal faleceu e já estão pedindo-a em
casamento, sei que ser mãe solteira não é fácil, mas respeitem os sentimentos de minha filha...



O REI DO SORVETE

Chame o enrolador de charutos,
Aquele musculoso, e mande-o bater
Libidinosos coalhos em xícaras de cozinha.
Que as moças passeiam com as mesmas roupas
Que estão acostumada a usar, e que os meninos
Tragam flores enroladas em jornais do mês passado.
Que o ser seja o final do pareser.
O único Rei é o sorvete.

Tire da penteadeira de pinho,
Onde faltam três puxadores de vidro, aquele lençol
Onde ela um dia bordou três vistosos pombos
E estenda-o de modo a cobrir seu rosto.
Se seus pés unhudos ficarem de fora, é para
Mostrar como ela está fria, e muda.
Deixe a lâmpada fixar seu lume
O único Rei é o do sorvete.



†Matsumoto Ann†
de Luto
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/30871/luto-por-meu-filho-e-neta/comentarios.xml
<![CDATA[SONS, BALADAS E BLUES ]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/29372/sons-baladas-e-blues http://animespirit.com.br/motoco/jornal/29372/sons-baladas-e-blues#comentarios Sun, 26 Aug 2007 02:58:35 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/29372/sons-baladas-e-blues Hoje não tem poesia nem cronica... e nem uma introdução muito grande por que meu teclado ta desconfigurado...

Essa musica é praticamente o que eu estou ouvindo o dia todo...linda... quem conseguir achar na net, vale a pena ouvir..


SONS, BALADAS E BLUES
Ave de Rapina


Em que longe, distante
Meu coração explode em luz
Resto num canto da sala
Imagem de dois corpos nus
Na tela da televisão
A cor sem cor de um sol desbotado
Poemas rasgados no chão
Olhos cansados, chorados

Eu quero mais é luz
A luz de toda a minha cor
A união de átomos
Parte de um mesmo amor
Meu corpo é todo voz e vento
Meus ombros minha própria cruz
Eu quero cantar no vento
Meus sons, baladas e blues

Qualquer canto eu canto
Se meu peio me permitir
Da janela de um apartamento
Pra que longe tu possas me ouvir
Somos constelações de vida
Partes de um infinito
Eu abro meus braços a tudo
Eu rasgo este peito aflito
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/29372/sons-baladas-e-blues/comentarios.xml
<![CDATA["Elo"]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/28459/elo http://animespirit.com.br/motoco/jornal/28459/elo#comentarios Thu, 09 Aug 2007 14:24:08 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/28459/elo Até que enfim arrumei tempo pra escrever um jornal!!!! rs...
Hoje estou estranhamente feliz (muito suspeito) hahaha, então estou postando uma cronica do meu Mestre, MorcegOsmar, e a poesia é da minha filha Rowan Mayfair.

Novas aquisições:
Belas Maldições: As mais belas e precisas profecias de Agnes Nuter, Bruxa!
( já li a muito tempo, mas amo Neil Gaiman)
Coraline ( outro do Neil Gaimam, mas é infantil)
Violino ( Anne Rice, minha autora favorita, este livro se passa no Brasil)

O tigre e o dragão 11
xxxHolic 3
Death Note 2
Fullmetal Alchimist 12
O estranho mundo de Jack (mangá)

Espero que gostem da poesia e da crônica... deixo-as para o Lord Kawai e meu adorado amigo Tigre e meu Mestre morcegOshimaru. Beijos meus lindos!!!



Minha própria sombra me perseguia na estrada deserta
O frio cortava minha face como as lâminas afiadas e sedutoras de Alucard...
O céu estava tão brilhante nesta noite, sua cor pertencia a um azul escuro
como o azul do mais revoltoso oceano.
Via suas mão lívidas e macias me guiando o caminho...
Sua voz doce lamuriando e aquecento meus desejos
Ansiava que no final da rua
seus lábios estivessem me aguardando

..Encontrei-me, então... no abismo de um pesadêlo
...sem você!



"ELO"
MorcegOsmar

Foram-se os tempos em que andava pelo mundo a cata de migalhas sociais, amordaçado e vilipendiado, aguardando determinações e o veredicto dos outros, um vira-lata acorrentado e impossibilitado de reagir aos inconformismos pessoais. O tempo passou e alterou substancialmente o curso de minha vida, assim como a água interfere nos caminhos da terra. Há males que vem para bem, será mesmo verdade? O mal chegou até mim subrepticiamente, travestido numa mulher, verdadeiro supra sumo da sedução e do desejo; o fogo avassalador da volúpia queimou minhas entranhas e fez de mim um perdido em meio às minhas próprias vontades...
Noite após noite, na virada da hora maior, encontrávamo-nos em meio as altas sebes que ladeavam nosso refúgio, um cemitério abandonado que com o passar do tempo acabou por se tornar uma espécie de templo no qual nos entregávamos aos mais obscuros prazeres, e isso tudo num espaço de tempo que acabou por trair minha razão, entorpecido como eu estava.
Rasgávamos nossas roupas com a fúria de dois animais irracionais, mas a força de Theodora sobrepujava a minha, sempre! E amortecido por seus beijos tépidos e envolventes, deixava-me possuir passivamente por sua energia luxuriante; nesses momentos meus sentidos acabavam como que transportados para uma outra dimensão, saindo de mim e me vendo nos braços dela e completamente entregue às suas vontades viscerais - nunca, nunca mesmo uma mulher me fizera sentir isso, com uma intensidade e uma vontade desproporcionais a tudo que já sentira em minha vida de mortal.
Sim, quero ressaltar muito bem "minha vida de mortal", pois numa dessas noites infernais, morri para o mundo do qual fazia parte, para as pessoas com quem me relacionava, para mim mesmo e minhas próprias vontades e desvontades; tornei-me um novo ser, amante e dependente de minha protetora, a noite, numa morte rápida mas, ao mesmo tempo, repleta de mudanças substanciais no meu novo jeito de ser e estar. De repente, sentí-me dono de mim de um jeito como nunca me vira anteriormente; meus sentidos adquiriram uma desenvoltura tão excitante que podia enxergar o acasalamento de um casal de morcegos a uma distância enorme, com detalhes incrivelmente dimensionais; podia ouvir a respiração e sentir o cheiro das raras pessoas que se aventuravam passar ao longe dos muros do campo santo; minhas pernas eram lépidas demais, e eu percorria longas distâncias numa velocidade incomum sem me cansar; o pulsar de meu coração tornara-se imperceptívelmente lento e um apetite notável se me apresentou numa voracidade e numa vontade que jamais poderia conceber... o sangue humano tornou-se a fonte inesgotável de energias renovadoras do meu corpo de "não-vivo", ao mesmo tempo que o mantinha e o conservava imune ao maior inimigo que os mortais possuem, a velhice - desencadeadora da decrepitude que corrompe células, tecidos, órgãos e a própria vida! Nunca mais fui o mesmo; durante o dia repousava meu corpo frio e inerte no interior de um túmulo completamente comprometido com as interpéries do tempo, e alí permanecia em sono profundo até o pôr-do-sol para, lentamente, voltar a ser o que já era, ou melhor dizendo, naquilo em que me transformei, um vampiro.
Sim, tornei-me um vampiro e assim, dono de minhas noites e reinando através das sombras da escuridão, conseguí dividir meu espaço com minha criadora durante vinte e nove anos, até que numa noite de prenilúnio ela foi embora para sempre. Apenas justificou essa sua decisão dizendo que isso era inevitável, fazia parte do restrito mundo da solidão a que fomos comprometidos como filhos das trevas.
Há tempos que eu me preparava para esse momento, meu instinto de predador sempre me mostrou isso, e era muito complicado compartilhar um mesmo território, por mais afinidade que pudessemos ter um com o outro; aquela foi uma noite muito especial, também, por ter sido de lua cheia, e fui brindado com a relação sanguínea mais completa que pude ter tido com minha mestra. Trocávamos nosso sangue lenta, pausada e prazeirosamente; vez ou outra, deixávamos de nos sugar e nos abraçávamos fortemente, um colado ao outro, como se formássemos um só corpo, e nossas línguas se entrechocavam numa violência incontida, sem igual - dois seres amaldiçoados num prazer único e hematófago; sabíamos que tudo aquilo representava nossos últimos momentos divididos num só, e a partir de então cada qual partiria imerso na solidão de sua sina para seguir, cada um, sua senda maldita em rumos opostos...
Faltavam apenas duas horas para o início de um novo dia, e sabíamos que era chegada a malfadada hora de nos despedirmos. Olhamo-nos profundamente um no outro; quanto tempo permanecemos assim estáticos, como que hipnotizados, nunca saberei dizer, mas sei que aqueles minutos foram suficientes para ficarem gravados em nossas almas; uma profusão de lágrimas de sangue afloraram em nossas pálidas faces, até tornar baça a iridescência do nosso olhar, e nesses parcos momentos, consagramos nossa eternidade com o lento e imperceptível bater de nossos corações em uníssono - um ritual indizivelmentee solene e triste mas, mesmo assim, sentímo-nos recompensados, como se uma alegria passageira nos abrisse seus braços e nos acalentasse enquanto íamos seguindo cada qual sua direção.
Muitos anos se passaram e nunca mais tornamos a nos encontrar; o tempo foi o melhor lenitivo para a dor de nossa separação, e tenho certeza que Theodora ainda vive sua negra existência; que seu poder está ainda maior, pois posso sentí-lo, apesar da enorme distância que nos separa; que nosso amor ainda permeia e respira os momentos que fizeram parte de nossa obscura relação; que nosso respeito mútuo reside em reinarmos cada qual em seu território.
Ela faz parte de mim, do meu ser; está contida em minhas células diferenciadas, pois ainda carrego em minhas veias e artérias seu poderoso sangue, e até o dia em que eu possa vir a enlouquecer ou, quem sabe, colocar um fim nessa minha existência, muito embora estejamos fechados telepáticamente um para com o outro, estarei sempre ligado e conectado a esse ser diabólico e, ao mesmo tempo, divino que foi e sempre será minha Theodora.
É incrível como o amor consegue transcender a tudo e a todos...

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/28459/elo/comentarios.xml
<![CDATA[EU, VAMPIRO???]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27863/eu-vampiro http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27863/eu-vampiro#comentarios Sun, 29 Jul 2007 02:21:39 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27863/eu-vampiro “São tempos alegres e recompensadores, apesar da falta de alegria ou recompensa”

As paredes do quartos se fecham ao meu redor, aprisionando-me em meu próprio mundo.
Não mais sei se somos nós mesmos quem fechamos nossas celas e colocamos nossos próprios grilhões... ou se existe algum outro ser que o faz por nós, se existe um outro ser capaz de faze-lo.

Presa em minha alcova volto-me para meu pc, (nerds é seu nome) tentando em vão terminar uma outra fanfic, conversar com os amigos e escrever um jornal... a noite esta gelada aqui no Sul, busco um café (quente como o pecado e doce como a vingança), e volto-me para o pc... “os ponteiros deslizam nas engrenagens do tempo” e o cursor permanece no mesmo lugar... nada...

Apenas meu lord me fazendo companhia no msn, já passou da 1da manha e não escrevi nada... meus prazos estão acabando, tenho que entregar minhas fanfics, e não consigo finalizar um simples hentai...
“Afogo-me tentadoramente em xícaras de sangue fresco”... meu próprio sangue, que escorre pelos pulsos abertos... Olho minha imagem no espelho, fria e insólita... ainda sou eu, embora sem o animo para escrever que sempre tenho...



Aos meus amores do AS, minhas filhas rowan-mayfair... que virá me visitar amanha, Deh-chan... que um dia me visitará, Beltante... que esteve aqui em casa hoje e amanha retorna... para o meu lord Sirharrison e meu adorado Tigre... Uma crônica engrassada, que a Bel já postou antes, mas que vale a reprise!!!!





EU, VAMPIRO???




Aquela poderia ser uma manhã qualquer não fosse o fato de a campainha tocar às 8 horas e tirar o conde da cama. Acostumado a dormir até mais tarde, ele teve de colocar seu roupão de cetim azul para atender à porta. Uma nesga de luz solar penetrou nos seus olhos, ofuscando sua visão. Mesmo assim, ele pode distinguir o vulto de várias pessoas que se acotovelavam junto à soleira da porta. Vizinhos conhecidos de vista e estranhos, alguns com archotes acesos nas mãos, incoerentemente com a vasta luz solar da manhã. .À frente da turba assanhada, ele reconheceu o dr. Martim, delegado titular da cidadezinha de Retiro Santo.
- Conde Milos, desculpe o importúnio a estas horas... - disse sorrindo o delegado.
- Importúnio algum, dr. Martim! - sorriu gentilmente o conde - Queira entrar e fique à vontade.
Alguns dos que acompanhavam o delegado manifestaram sua intenção de também adentrar na casa, mas o delegado permitiu apenas que dois deles o fizessem. Um deles, o conde já havia visto, era o Juriti, empregado da vendinha onde o conde costumava comprar seus charutos. Ele trazia nas mãos uma estaca pontiaguda. O outro - um mulato magro de olhos esbugalhados de espanto - segurava nervosamente alguma coisa embrulhada num pano de saco de aliagem.
- Mas a que devo a visita? - perguntou o conde, oferecendo assento numa das poltronas das sala.
- Infelizmente, conde, minha visita não é de cortesia. Eu gostaria que o senhor me acompanhasse até a delegacia para responder a umas perguntas...
- Infelizmente não posso fazê-lo, pois não costumo sair à luz do dia - respondeu o conde
- Viu só? Viu só? - gritou o mulato assustado, cutucando o delegado.
- Cuidado com ele! - advertiu o Juriti.
O delegado olhou contrariado para seus dois acompanhantes e continuou:
- Bem, assim sendo, acho que posso adiantar as investigações aqui mesmo.
- Pergunta pra ele por que ele não pode sair à luz do dia! - cutucou o Juriti.
O delegado se impacientou:
- Ou vocês me deixam conduzir as diligências ou eu boto os dois para fora daqui!
Depois, voltou a sorrir para o conde:
- Mas, à propósito: o que o impede de sair à luz do dia?
- Como o senhor pode ver, delegado, eu sou completamente albino, os raios do sol fazem mal à minha pele. Além do mais tenho propensão a câncer de pele... - explicou o conde.
- Claro, claro! É compreensível. Mas vamos direto ao assunto: o senhor conheceu Carla Martina, dançarina do "Exciting nights"?
- Não estou ligando o nome à pessoa... - considerou o conde.
- O senhor chupou ela! - gritou o mulato nervosamente assustado.
O conde corou visivelmente as maçãs do seu rosto lívido e sorriu sem graça para o delegado.
- Doutor, eu me reservo o direito de não comentar meus relacionamentos íntimos... - disse ele.
- O senhor me desculpe, conde, cidade pequena, o senhor sabe como é... Esse pessoal é supersticioso demais... Estão acusando o senhor...
- O senhor é vampiro! - adiantou-se o Juriti erguendo a estaca de sua mão.
- Perdão, delegado, receio não ter entendido direito do que me acusam... - disse o conde.
- Eu boto vocês dois para fora daqui já! - gritou o delegado para os dois acusadores - não vou tolerar mais interrupções!
- Mas explique-me melhor o que está acontecendo, doutor. Eu já fui várias vezes ao "Exciting Nights", mas não conheço a pessoa a quem o senhor se referiu...
- Carla Martina. Foi encontrada morta nesta madrugada num terreno baldio atrás do cartório. Tinha dois furos profundos na garganta e estava totalmente sem sangue...
- Manda ele arreganhar os dentes, manda! - sussurou o mulato.
O conde ouviu isso e abriu uma sonora gargalhada. Não era preciso ser bom observador para ver que o conde tinha os dentes perfeitamente normais.
- Tá se rindo? - disse o mulato, levantando-se do sofá e desembrulhando o que trazia nas mãos pois eu tenho uma surpresinha para o senhor.
Dizendo isso, ele avançou para cima do conde, adiantando uma enorme cruz de madeira.
Refeito do susto pela ação intempestiva do rapaz, o conde comentou:
- Obrigado, mas não estou interessado em mais uma cruz. Eu já tenho várias na minha vida - E, com as mãos, ele mostrou as paredes da casa onde se destacavam vários crucifixos ricamente trabalhados, evidenciando a mania do conde de colecionar cruzes e crucifixos.
- Pra mim já chega! - gritou o delegado, levantando-se de supetão do sofá. - Vocês estão me fazendo passar um ridículo aqui...
Dizendo isso, ele abriu a porta e colocou os dois capiaus para fora de lá. Com gestos das mãos dispensou os curiosos que aguardavam lá fora e fechou a porta, ficando a sós com o conde.
- Até agora, eu não entendi direito qual a acusação que pesa sobre mim... - comentou o conde.
- Essa gente parece não ter mais o que fazer! - disse o delegado. - Eles cismaram que tem um vampiro atacando na cidade. E como o senhor é novo por aqui, o senhor sabe...
O conde riu às gargalhadas:
- A queixa devia vir dos meus empregados. O que eu sugo do sangue dos coitados, fazendo-os trabalhar muitas vezes além do horário. Mas eles são gentilmente remunerados!
- Ainda bem que o senhor leva tudo na esportiva! Eu estou constrangido por ter me abalado até aqui por uma acusação dessas. - sorriu apologético o delegado.
- Já que está aqui, doutor, permita-me oferecer-lhe um cálice de vinho da minha adega. - propôs o conde, levantando-se.
Com isso, ele conduziu o delegado até o porão onde apresentou sua adega farta de toda qualidade de vinhos.
- Desde que tomei posse do cargo nesta cidadezinha - comentou o dr. Martim - eu vi que o pessoal daqui era muito simples e crédulo demais... Foi em meados de...
- 1960? 1950? - perguntou o conde.
- Não! Eu não sou tão velho assim... Foi em 1978.
- Eu me referia à safra do vinho. - sorriu o conde.
- Ah! Desculpe-me... Se tiver um tinto da safra de 52 eu agradeceria.
- Tinto... aqui está! Uma boa safra essa, sem dúvidas- disse o conde pegando uma garrafa - pode ficar com ela. Eu aprecio mais o vinho branco.
Dizendo isso, o conde acompanhou até a porta sua visita inesperada que agradeceu e saiu com a garrafa de vinho debaixo do braço.
Depois, o conde dirigiu-se ao seu quarto, tirou o roupão e voltou a deitar-se na cama
"Admiro um bom apreciador de vinhos" - pensou ele.
Como havia perdido o sono, pegou um livro sobre vampirismo e pôs-se a ler. Depois, levantou-se, foi até a cozinha e abriu a geladeira. Sorriu, lembrando-se do ocorrido daquela manhã.
- Eu, vampiro... Esse pessoal é mesmo ascético demais. - disse para si mesmo - Mas até que seria bom se eu fosse mesmo um vampiro.
Com isso, ele pegou da geladeira uma bombinha de sucção com dois tubinhos e agulhas nas pontas. .
- Seria bem mais prático, com toda certeza. - sorriu ele, enquanto lambia das agulhas da bombinha um resto de sangue que ainda não havia coagulado.

Escrito por:J.R.Milici
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27863/eu-vampiro/comentarios.xml
<![CDATA[sexo, suor e vampiros]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27446/sexo-suor-e-vampiros http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27446/sexo-suor-e-vampiros#comentarios Sun, 22 Jul 2007 23:28:17 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27446/sexo-suor-e-vampiros Ohaio!!
Procurei hoje uma cronica mais bonitinha pra postar... EU NAO TENHO CRONICAS BONITINHAS... aff. hahaha, mas... achei uma que não depre... (nossa q novidadew né??), mas como não é depre... não prometo que nao tem sangue e... algo mais, mas o nome da cronica já diz tudo né??Tenho que começar a colocar classificação de idade nas minhas cronicas hauahauahu. não é uma cronica que eu diga PELOS INFERNUS DE ZANDRU, COMO EU AMO ESSA CRONICA, mas é ... legal, hauahuaahu
a poesia é de um amigo meu... ou acho que é... nesse pc eu quase nao tenho poesias, mas um dia eu crio vergonha na cara e digito umas coisinhas que tenho, hahaha...

Beltante!!! eu matei a vontade de tomar cerveja!!! hahaha, faltou luz aqui em casa então fui tomar umas!! to virando alcoolatra. hahaha
E o rosiel ainda não apareceu, mas a esperança é a ultima que morre, meu gato tem um jeito tao demoniaco que duvido que alguem se atreveria a fazer alguma maldade com ele.. hahaha
Hoje vo escrever um Hentai... vo terminar insonia que to enrolando a tempo... hauahauahu



Ah, tu és uma tentação,
Na qual eu vivo a desejar
Cruel, mas tão embriagante.
Não suporto a dor,
A qual o destino me entregou.
Não agüento mais este sofrimento,
No qual a vida me deixou.
Pois amo-te tanto,
E tua distância só me faz sofrer,
Amo-te tanto, tanto,
E tua falta só me faz chorar.
Mas não consigo me controlar.
Tu és uma tentação
Na qual eu vivo a me perder.
Tão encantadora, tão bela.

És algo que não consigo,
Deixar de venerar.
Ah, tu és uma tentação,
Na qual eu vivo a desejar.
Tão envolvente, tão bela.
És algo que não consigo deixar de amar.







Mexendo as pernas, ela movimenta seu corpo de forma sublime, jogando seus lindos cabelos loiros para os lados e sempre me olhando com aqueles olhos verdes. Que mulher maravilhosa... Nem dava para acreditar que estava nesta espelunca de bar!
Tudo estava enfumaçado e tocava um blues de Ella Fitzgerald. Aquele palco era escuro e havia apenas uma luz.. Uma única luz que iluminava o corpo daquela mulher. Eu já estava na minha segunda dose de vodca. A cada gole que eu dava, um olhar transparecia pelo copo.
Até esqueci que estava aqui para prendê-la por assassinato. A polícia, lá fora, estava esperando um sinal, exatamente como pedi.
Quando o show acabou, fui para o camarim. Era pequeno, mas cheio de flores, que faziam o local ficar agradável para um tigre como eu, colocado dentro de uma jaula com uma pantera.
Ela não fez pergunta alguma. Apenas olhou com raiva por ter invadido seu pobre e pequeno local. Fui golpeado por suas mãos várias vezes até que não agüentar mais e, segurando suas mãos, dei um tapa em sua face, fazendo–a cair na poltrona que ali estava. Ela se levantou e ficou me olhando então... Seus dentes surgiam mais brancos, mais pontiagudos, mais selvagens. Ela não dizia mais nada... Só rosnava! Rosnava como um animal louco pela presa.
Avançou em minha direção e começou a arrancar minhas roupas (boa parte com os dentes). Tocou em cada centímetro do meu corpo. Raiva? Paixão? Que se dane! Eu sentia tudo deliciosa e silenciosamente. Ela me possuía por completo. Seus seios dançavam na frente dos meus olhos, enquanto ela sentava e penetrava cada intensidade de prazer em meu corpo.
Eu entendia perfeitamente porque ela assassinou seu marido e entendia também que dessa eu não passava. Ela ficou mordendo meu pulso e, sangrando, ela passou pelo seu corpo. Era um banho excitante. Eu podia ver em sua face que ela tinha orgasmos por sangue e sexo. Era um tesão! Tinha que ir até o final.
Agarrei seus cabelos e a forçava mexer mais e mais até que ela enfiou as unhas na minhas costas e rasgou até embaixo! Eu gritava, mas não sabia se era prazer ou dor. Ela gritava junto como um uivo de lobo que consegue agarrar a presa.
Quando tudo terminou, fiquei ali não sei quanto tempo... Inerte até a policia chegar e ver meu corpo completamente jogado na cama.
Aos poucos fui acordando e a única pista que eu tinha para provar que ela esteve ali era a rosa que estava em minhas mãos e uma mensagem.
"Se você ficar vivo, nos veremos de novo! — Ass. Veri"

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27446/sexo-suor-e-vampiros/comentarios.xml
<![CDATA[Cronicas da noite]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27378/cronicas-da-noite http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27378/cronicas-da-noite#comentarios Sat, 21 Jul 2007 23:06:02 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27378/cronicas-da-noite Até que ponto sabemos realmente como estamos nos sentindo?? Até que ponto sabemos o que realmente sentimos?? Pode parecer loucura minha, e é bem provável que seja, mas hoje eu simplesmente não sei... Até ontem eu podia dizer que estava triste ou estressada ou feliz ou eufórica, mas e hoje??
São noites como essa que me fazem pensar- Eu queria ser uma mulher romântica- ou então mandar todo o romantismo para o quinto dos infernos ( acho que a minha patroa tem razão quando diz que eu preciso de férias... rsss)... Creio que realmente.. hoje não estou bem... ou melhor.. agora não estou bem... Tudo o que eu queria era uma garrafa de cerveja e uma musica bem alta, alguém p beber comigo e jogar conversa fora, as vezes estar sozinha é realmente... terrível...

Outra coisa ruim... meu Rosiel não aparece em casa a 3 dias, mas gato é assim mesmo eu acho, mas sempre que ele some eu fico morrendo de preocupação... Meu Rosiel é o gato mais lindo e anti-social que pode existir, tão anti-social quanto a “dona”, preto de olhos amarelos, como todo gato de bruxa... e agora vou “pegar pra criar” mais um, branquinho, o Alexiel, mas to preocupada se o Rosiel vai aceitar na boa...

Eu estava planejando terminar INSONIA hoje... mas escrever hentai do jeito que estou realmente é impossível...
Então... como agente nem sempre tem o que quer... eu vou me jogar na cama sozinha... somente com o Alucard e David Talbot comigo, e tentar escrever um capitulo de crônicas da noite... vou tentar escrever o 13º cap hoje, torcendo para que não fique melancólico.

Se não conseguir, por favor BELTANTE, me perdoe, mas vai atrasar novamente. rsss...
Já falei de mais... mas somente falando é que agente melhora não é???

Me desculpe TIGRE, hoje não tem poesia, acho que qualquer poesia que eu escolhesse hoje seria uma péssima escolha.


Me perdoem a “amargura” de hoje... mas mulher é assim mesmo né? de lua.. hauahauhau

Uma boa noite!! Ou bom dia! sei lá....
bjussss












CRONICAS DA NOITE




Ora criança, se quiséssemos te fazer mal,
achas que estaríamos a espreita
na beira do caminho,
na parte mais escura da floresta?
(Autor desconhecido)




CHAMO-ME DAVID TALBOT.
Possivelmente este nome não lhe é estranho.Talvez você se lembre dele como o nome do Antigo supervisor Geral da Talamasca. Ou quem sabe você já leu algum livro escrito por mim? Não foram poucos os vampiros que tiveram suas memórias divulgadas ao mundo pelas minhas palavras, hábito antigo este, de registrar os acontecimentos. Ainda mais estes, que poucos se atrevem a comentar.

Falar sobre vampiros não é fácil, nem mesmo para um vampiro, e foi Louis quem iniciou o primeiro livro, que Daniel chamou de Entrevista com o vampiro, e depois dele foram tantos outros...

Meu criador, Lestat também escreveu alguns, e geralmente ele é o centro daquele mundo sombrio e sedutor, que poucos crêem que é real. Tão narcisista, não poderia escrever algo que não fosse sobre si mesmo. Não que ele não tenha motivos, claro.

Mas o que lhes relato hoje não é sobre nenhum dos nossos amados companheiros, aqueles cujas biografias ficaram conhecidas como Crônicas Vampirescas.
Venho falar hoje de um vampiro esquecido, embora muito poderoso, que em seu sono, aprisionado, sobreviveu ao massacre da Rainha Akasha. Meu novo “amigo” não é tão velho quanto podemos julgar pela sua força. Como todos sabem, ficamos mais fortes com o passar das décadas. Este vampiro que viveu pouco mais de meio milênio é, ao que eu saiba, o mais poderoso dos vampiros ainda vivos, se é que pode-se dizer que um vampiro é vivo.

Ele é muito mais forte até mesmo que nosso amado Lestar, e embora nem mesmo eu saiba a natureza desta força, julgo que é porque este homem tem um propósito, um motivo para existir. Ao contrario de Lestat que tantas vezes se entregou ao sono, mas mesmo sendo um vampiro como nós, este não é da mesma raça, ele é diferente de todos os que descendem de Akasha e Enkil. Um Nosfetu.




Capitulo I


Uma Conversa com o Demônio




Que noite linda.
São noites desse tipo que
Fazem o sangue enlouquecer,
Contudo, uma noite calma e bonita.
Houta Hihano




Depois da terrível batalha que destruí Londres todo o mundo ficou conhecendo a existência da organização Hellsing e do seu vampiro. Confesso que da primeira vez que o vi ele não me interessou. Pareceu-me apenas uma criança demonstrando sua força descomunal ao mundo, quando em uma tarde ensolarada no Brasil ele matou mais de 100 pessoas, praticamente todo o massacre ao - vivo. Acompanhei o acontecido pela TV em meus aposentos em Nova Orleans. Mas desde o episódio de Londres que anseio conhecê-lo. A ele, sua mestra e sua serva, as três criaturas que sobreviveram ao massacre da Milleniun e do Vaticano.

A organização Hellsing ficou muito conhecida pelo mundo depois dos ataques da Milleniun a Londres. Quis de imediato ver o que sobrou daquela antiga capital que tanto amei, conhecer os responsáveis pela luta, os poderosos vampiros que sobreviveram. E eu ansiei por voltar à casa Matriz de Londres, ver se restara alguma coisa do local. Todos na cidade morreram, se alguém sobreviveu não cheguei a saber.


Assim que o mundo se acalmou após aqueles ataques, decidi ir de encontro a Hellsing. Qualquer problema em Nova Orleans decorrente dos últimos dias de sangue que o mundo provou, poderia ser resolvido facilmente por Lestat.
Ao que tudo indicava, eu não seria bem recebido se resolvesse procurar a Hellsing, então contentei-me em vagar pelas ruas arruinadas do que um dia fora a bela Londres, e esperar.

Vaguei por noites pelas ruas em ruínas, não procurando-o, mas esperando que ele me encontrasse. Durantes noites andei por ruas e praças, aproveitando para rever as antigas construções que tato apreciara em vida, muitas delas jaziam em ruínas agora.

O primeiro lugar que visitei foi a antiga Casa Matriz, onde passei a maior parte de minha vida. Estava arruinada agora. Os enormes pilares brancos da entrada,os jardins, a enorme biblioteca, tudo destruído, desde a minha sala aos cofres. Os cofres estavam vazios. Na biblioteca restavam poucos livros, apenas as obras mais comuns. Nos quartos, os guarda-roupas estavam semi-vazios. E em nenhuma parte da mansão havia um único corpo ou sinal de morte. Ao que tudo indicava, meus antigos companheiros da ordem,


abandonaram o local antes do massacre começar. Tendo tantos paranormais sobre o
mesmo teto, não é de se estranhar que alguém telha sabido antes do que iria acontecer e
evacuado o local.

Minha alma imortal ansiava por percorrer aquelas ruas, que eu tantas vezes percorrera em minha vida mortal. Visitar os lugares que eu tanto adorava. E assim eu fiz, cada noite indo a um lugar diferente, visitando as ruínas do que um dia fora Londres.
A visão pálida da torre de Londres me entristeceu profundamente, como se afirma-se a mim mesmo minha imortalidade e o fim da era em que vivi. Sei agora como sentem-se os vampiros antigos, que viram todo seu mundo perecer frente a seus olhos, sem poder morrer com ele.

Em meio a toda destruição do que outrora fora a adorável Londres encontrei um último resquício de vida em um jardim, que parecia a única coisa viva nas redondezas, como se durante a batalha nenhum vampiro ou humano tivesse ousado ali chegar.

O pequeno bosque era tão encantador que poderia julgar que a própria Afrodite por ali tivesse caminhado. E para completar a paisagem uma tímida lua minguante refletia a luz de um dia que já se foi.

Ao me aproximar daquele jardim-bosque foi que notei a presença dele. Sozinho, trajando chapéu e capa vermelhos, esvoaçando ao vento noturno. Assim que notei sua presença ele me olhou nos olhos, através das lentes amarelas, e com um sorriso sinistros que mostrava até mesmo os caninos afiados. Disse-me: “é uma bela noite, não acha, David?” Simples assim, e desapareceu. Desapareceu deixando-me assombrado de um modo que não ficava desde minha vida mortal. Até então nunca vira um vampiro desaparecer. Outras entidades não humanas sim, mas não vampiros.

Ansiei ainda mais em conhece-lo, e lhe disse isso sem palavras, certo de que ele me ouviria sem estar ali. Fui atraído a ele de imediato, no principio foi o estudioso em mim que queria registrar sua historia, agora era mais do que isso, queria conhecer o vampiro por trás das lentes amarelas. Não era apenas a beleza daquela figura morena que me fascinou, mas também a forma como ele pronunciou meu nome sem que eu o tivesse falado, apenas captando isso de minha mente e logo em seguida sumindo na noite.

Agora esta cidade me prendia, muito mais do que quando ali cheguei. Não poderia sair dali antes de encontrar aquela criatura mais uma vez. Passei a vagar a esmo pela noite, e com o passar do tempo a lua foi declinando e sumiu do céu, para logo voltar a ele.




Um ciclo quase se completara e ainda não tinha encontrado a figura de vermelho. Em uma destas noites em que a lua era apenas uma linha branca no céu, sai da cidade deserta em busca de algum humano que pudesse saciar minha sede.
Enquanto eu caminhava pelas ruas calçadas em um bairro nas redondezas de Londres, notei que havia uma movimentação estranha, muitos homens armados.

Não eram a policia local, com certeza. Traziam um emblema nos uniformes, que



cobriam todo o corpo, ocultando suas faces, Hellsing é o que dizia o emblema. O sangue que acabara de beber fervia em minhas veias. Enfim encontrei o que estava buscando, a poderosa organização protestante, cujo objetivo era exterminar não-humanos.

Foi quando eu vi a beldade loura, uma vampira em trajes curtíssimos que lembravam o de uma policial, correndo junto aos homens e levando uma arma que por pouco não era maior que ela própria. A vampira notou a minha presença, olhou-me nos olhos com espanto, e eu senti que ela avisava seu mestre. Mestre, foi assim que ela o chamou em sua mente. Soube que era o vampiro que eu procurava então, captei isso da mente dela, junto com a imagem do vampiro com roupas vermelhas, e um nome, Alucard.

Por um momento esqueci minha atual obsessão pelo vampiro, perdido na imagem da frágil criatura, a pequena vampira era extremamente linda, quis poder tê-la em meus braços, aquela figura delicada que mesmo quando humana já era pálida como a lua. Por um momento deixei-me imaginar com ela e então notei que ela também não era como eu, ela também era uma nosferatu, e ainda ligada ao seu criador, não podia tê-la.
Embora ela fosse diferente de todas as vampiras que já vi, e muito forte para a idade, era seu mestre quem mais me fascinava e atraia. Como ele não havia outra criatura igual.


Voltei minha atenção novamente para a movimentação, os homens já tinham entrado em um prédio próximo, e eu me esforçava para captar as imagens de suas mentes. Sabia agora o que eles estavam buscando, não procuravam ali um vampiro, isso era tarefa de Alucard, eles estavam em busca de Grous. E momentos depois captei o que eles eram, vampiros sem alma, como os que Louis e Claudia encontraram em suas viagens pelo velho mundo. Seres sem raciocínio, meros fantoches de um vampiro.
Era contra isso que aquela organização lutava.


Continuei meu caminho pela noite afora. Não iria interferir no trabalho deles, e certamente aquela bela vampira ficara perturbada com a minha presença. Deveria estar acostumada com os vampiros que lhes traziam problemas, pelo que pude ler em sua mente fraca o único vampiro amigo que conhecia era seu Mestre. E como ele era distante.

Voltei, poucos dias depois, ao local do primeiro encontro, o magnífico jardim, em um local que eu não mais saberia identificar. Fiquei ali, observado a lua cheia semi encoberta pelas nuvens, aquele vento gélido despenteado meus cabelos agora compridos.
Eu o estava esperando, e ele também sabia disso.
Trazê-lo no mesmo local onde o encontrei pela primeira vez, quando estava apenas caminhando na noite, era apenas para facilitar a conversa, não imaginava que ele fosse hostil, mas também não parecia totalmente amigável. Dava para sentir naquele sorriso mordaz, como se apenas estivesse rindo de mim, como em um jogo que eu não entendia as regras.

Para muitos eu parecia ameaçador neste corpo jovem, um corpo que não era meu. Meu verdadeiro corpo foi roubado em uma experiência mal sucedida na época em que eu ainda era Supervisor Geral da Talamasca. Até acredito que tenha sido uma boa troca, embora não pensasse assim na época, eu já era muito velho naquele tempo. Mas não é



disso que eu quero falar, esta estória já foi contada no livro “A historia do ladrão de corpos”.
Para os vampiros mais novos eu poderia parecer terrível, como devo ter parecido aos olhos da pequena vampira - policial. Mas não para aquele homem. Acredito que Ele não tema qualquer outro ser deste mundo, senão ele mesmo.

_A lua está particularmente linda hoje não acha, senhor Talbot? _ ele me falou muito antes que eu pudesse vê-lo e logo surgiu encostado em uma árvore próxima. Não estava olhando para mim, olhava fixamente para a lua pálida, como se esta estivesse conversando com ele.

Fiquei em silencio, sabendo que o comentário não fora uma pergunta, era apenas para demonstrar que já estava ali há algum tempo, que estivera me observando enquanto eu o esperava.


Mesmo com meus sentidos de vampiro, não senti sua presença, e nem podia vê-lo com precisão agora, pois, além da capa vermelha que lhe cobria todo o corpo, ele usava chapéu e óculos, dando a ele um aspecto sedutor embora sinistro.
Olhei aquele sorriso sarcástico que brincava nos lábios de Alucard, e por traz da boca bem desenhada os pequenos caninos. Tão sedutores.

Foi quando ele abriu mais o sorriso, como se estivesse rindo de mim, que notei que ele estava lendo meus pensamentos. Parecia que ele divertia-se com a idéia de que o acha-se sedutor. Não era estranho entre os vampiros serem atraídos pelos seres do mesmo sexo, mas não desta forma, nem mesmo meu criador Lestat exercia tal fascínio sobre mim. E eu pensava quão difícil deveria ser para a garota estar na presença dele.

Assim que eu pensei na vampira, o nome dela me veio em mente, Celas Victoria, e a imagem dela em uma mansão. Ele quem me enviava isso, como se fosse importante para mim registrar esse momento.
Ele estava certo, era importante, era isso o que eu queria com aquele encontro. Registrá-lo, mostrar ao mundo a vida daquele poderoso vampiro, e, ao que me parecia, havia muita coisa a ser contada.

Como o de costume não levei nada para anotar o que ele me cotaria, e tinha certeza que me contaria, gravaria na memória e depois os digitaria em minha residência em Nova Orleans.


_Por que você gostaria de saber destas antigas histórias, senhor Talbot?_ eu ainda não lhe tinha pedido nada, mas ele já sabia, e me chamava pelo sobrenome que eu não lhe havia falado.

_Seria importante se o mundo soubesse. Apenas isto._ eu lhe respondi, tranqüilo_ Como todas as outras, no final das contas, a maioria não acredita, mesmo que seja como uma ficção,me parece uma história digna de ser contada.

_Você tem razão, é uma bela história para pessoas como nós. Mas há muitos



segredos nela que comprometeriam pessoas importantes, a Rainha, a organização
Hellsing, minha mestra, Integra-sama. Há coisas que não devem ser contadas, senhor Talbot.

Ele me diz isso olhando em meus olhos e ao terminar me lança aquele sorriso mordaz. Jurava que ele era capaz de matar um humano apenas com aquele sorriso. E ele se deliciava com a minha agonia, dava pra ver naqueles olhos vermelhos por traz das lentes amarelas.
Só agora notei que a lua o iluminava, permitindo que visse aqueles olhos e o sorriso, como se por vontade do vampiro. Ele estava lá, imóvel, encostado à árvore, um enorme cedro, desde que chegara. Como se para aliviar seu desconforto, sentei-me na grama úmida pelo sereno.

_Você tem o direito de omitir o que achar inconveniente, afinal, a história é sua não é?_ devo ter parecido constrangido ao dizer isso.

_ Não é apenas minha história, é a estória de Victória, de Integra e da Hellsing, e de antes da Hellsing. Mas sim, é também a minha história, minha vida e minha morte. É a historia do que eu sou e do que fui, ou talvez do que eu penso que fui.

Havia um tom de tristeza naquelas palavras que não combinava com aquele vampiro, como se parte dele, contra toda a probabilidade, ainda fosse humana.




continua...]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27378/cronicas-da-noite/comentarios.xml
<![CDATA[EPITÁFIO]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27200/epitafio http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27200/epitafio#comentarios Thu, 19 Jul 2007 16:06:42 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27200/epitafio Até q enfim chegou GRAVITATION 2, já tava enlouquecendo na espera... tanto que eu gostei do segundo volume que passei do ponto da facu enquanto estava lendo.. hahaha.

Novidades, novidades... já não sei se vou pegar férias mesma... a patroa tinha falado que nas férias eu não irei trabalhar... mas... o pessoal do CED me disse que a coordenação de estágios não fecha nas férias... Como a minha patroa é meio... desligada, acho que eu vou trabalhar sim, mesmo q não todos os dias. (já é alguma coisa né? Eu não queria férias) hahaha

Acho que hoje to falando muito.... mas sou obrigada a dizer... EU NÃO FASSO IDEIA DE QUEM ESCREVEU ESSA POESIA. Tem bastantes milagres acontecendo ultimamente por aqui, sempre sei os autores...





Amor

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha'alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!





EPITÁFIO


CAMILA FERNANDES
A tarde é vermelha, pinta os campos e o lago de dourado e aquece o seu rosto que eu encontro a espreitar o meu. Tenho um espelho nas mãos. Encaro-me nele, investigo as rugas que já se insinuam. Mas não você; tudo o que vê em mim é jovem e fresco. Detrás de mim, me sussurra ao ouvido:

– Você é tão bela.

Belo é ter seus braços sobre meus ombros, agasalho humano, e seus dedos nos meus cabelos, o melhor dos pentes. Tudo é perfeito em nós.

– Não mude nunca.

E você se ergue no espreguiçar sossegado de quem sabe apenas gozar a vida. Mas eu tenho um espelho nas mãos. E nele o que vejo é a marcha invencível das décadas nublar de súbito tudo o que sou. Tudo o que você ama.

Serei velha um dia, amor. Quem há de querer uma velha?

Creio que o assusto quando atiro o espelho no lago. Sorrio e você pensa que é piada – o disfarce do meu desespero.

– Não mudarei, meu querido – e o que digo é uma jura.

Escurece, o campo é perigoso à noite, você tem também a sensação de que somos vigiados? São apenas as sombras das árvores. Recolhemos a toalha e a louça. Ainda sinto o gosto da torta de amoras no seu último beijo à minha porta. Mais um chá sob a macieira domingo que vem? Até domingo, então; você pode esperar, mas eu não.

Eu serei velha.

No espelho do meu quarto, já sou. O preto dos cabelos desbota para o branco, a pele escorre cinza sobre os ossos e os olhos brilham ainda, mas no fundo de duas covas cavadas no meu rosto pela mão do tempo. O tempo maldito.

Cubro o espelho com um lençol. Não quero um cadáver a me encarar a noite toda. Fito minhas mãos: ainda são as de uma moça. Suspiro, por hora livre do meu pesadelo desperto. Mas não durmo, pensando no amor, que é caro, no medo, que é grande, e na decadência, que é certa.

Entretanto, é manhã, e eu me levanto sem ter sonhado. Passar o dia a bordar e coser ou respirar na praça; não, quero estar de pijama, acorrentada à escrivaninha, papel e tinta diante de mim numa sentença que cumpro em versos. Amanhã, levá-los ao editor. No jornal sempre há espaço para a minha poesia.

Sento-me. Sirvo-me de chá verde. Papéis novos sobre a mesa. Uma carta. Do meu amor? Não há remetente, endereço ou mesmo perfume. Abrindo-a, desdobro uma nota escrita por mão pesada, inábil, agressiva:



Deseja ser jovem para sempre?

Eu concedo esse desejo.

Hoje, na esquina da Rua do Poço com a do Alfaiate, à meia-noite.

Venha só. Não terá outra oportunidade.



Não assina.

Meu coração quer me arrebentar o peito, bate furioso, tremem-me as pernas como as de uma debutante apaixonada. Apaixonada pelo quê? Uma possibilidade, um sonho... uma mentira?

Mando vir mais chá. Que seja egípcio: karkadeh me distrai por ser vermelho como sangue. Não quero almoço. Passo o dia a mordiscar biscoitos. Mais alguns versos e estarei curada.

Deseja ser jovem para sempre?

Mas nada sai da minha pena. Suponho espetá-la no braço e daí fazer brotar boas quadras, honestas e intensas, mas tenho medo da cicatriz. Quem sabe uma anedota hoje em lugar de um soneto.

Eu concedo esse desejo.

Logo estou bebendo aguardente da garrafa que mora debaixo da cama. Esqueço depressa o copo, beijo o gargalo, amante de vidro. A carta não tem nome, mas tem olhos, espia-me de lado, afronta-me...

Hoje, na esquina da Rua do Poço com a do Alfaiate, à meia-noite.

Apanho-a, envelope e tudo, amasso-a no punho fechado, atiro-a longe. Mas ela ainda existe dentro do meu escritório, num canto de parede, num canto de memória:

Venha só. Não terá outra oportunidade.

Chega a noite e eu tomei minha decisão. Lavo as olheiras, tenho um vestido discreto, o cinza não chama atenção à noite. Um xale nos ombros.

Levo meia hora a pé até a Rua do Poço. Conheço tão mal a cidade. O frio, a escuridão, o silêncio, tudo sacode meu corpo em calafrios progressivos. Este é um lugar solitário, cama dos desvalidos, parque dos delinqüentes. Estou só e é tarde. Sou louca por ter vindo. Sou louca, não resta dúvida; mereço ao menos recompensa pelo meu atrevimento.

Por isso, avanço para a esquina onde já me espera o remetente.

A dois metros dele eu me detenho. O homem é calvo, nem tão velho para o ser pela idade, a cabeça enterrada no corpo muito magro – demais, talvez, para pensar em me fazer mal. Parece tão frágil nas pernas longas e finas, nas costas arqueadas. Sinto pena do seu corpo. Mas tenho medo da sua face – não consigo vê-la assim tão longe do poste mais próximo.

– Eu vim – digo-lhe. – Por isso, fale: o que pode me oferecer?

Agora é ele quem se adianta, o lampião de gás revela no seu rosto uma testa fechada, um nariz de abutre e uns olhos sem cor, duros como a vida. A boca é um rasgo cruel na face cor de cera, que se abre para responder:

– Tudo.

Ele é tão... feio. Sinto pena e algum nojo; recuo e não desisto.

– E qual é o seu preço?

Agora ele apenas me sorri. Meu coração quer fugir pela boca. Seu sorriso é horrível como só a morte. Seus dentes são amarelos, terminam em punhais, punhais em toda a sua boca, dentes em ponta como os de um cão, de uma serpente, de um tubarão, ou todos juntos. E todos juntos avançam para mim.

Eu...

Eu tenho um sonho, amor, no qual você é triste. O dia é nublado, como poderia ser de sol? Eu me deito numa cama de cetim. Estou no meu vestido azul, aquele que eu deveria usar nas missas. Chovem rosas sobre o meu corpo, lentas como as horas de espera por você. Não nos veríamos só no domingo?

Você me atira uma flor. Tudo é tão devagar. O tempo já não passa em meu leito macio. Venha deitar-se comigo... Mas você se vira, dá-me as costas, caminha para longe. E tudo se torna chuva.

Meus olhos se abrem vagarosos. Silêncio. Escuridão. Meus dedos tateiam paredes muito estreitas.

Entendo...

Meu caixão é forrado de cetim.

Fim.
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27200/epitafio/comentarios.xml
<![CDATA[A casa dos fundos]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27012/a-casa-dos-fundos http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27012/a-casa-dos-fundos#comentarios Tue, 17 Jul 2007 17:08:13 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27012/a-casa-dos-fundos Ola!!!!!!! Foto da Rukia, nada a ver com a cronica.. hahaha, mas é q estou feliz, parece q bleach vai ser lançado no brasil... Eu vo a falencia, serio. hauahuaahua, to pensando em fazer outro estagio pela malha... Tenho q sustenmtar o vicio né???
hauahuahau

mas vamos lá então... depois de uma noticia boa tem q vir uma ruim né??
Bem... essa semana eu to entrando de ferias da facu, e consequentemente do estagio tbm, entao vo ficar sem AS por umas duas semanas pq to sem net em casa, a menos q um milagre acontessa e meu pc resolva agir como um computador normal... hauahuahau. mas eu dou uma passada na lan p dar uns OIS aqui.

E dessa vez tbm tem poesia. Mas... somente para variar, já que eu costumo ser muito previsivel né? vou postar uma poesia que nem tem sangue!!! hahahaha, mas quanto a cronica... essa eu nao prometo. rs...

Para as minnhas filhinhas lindas deh-chan, beltante e rowan-mayfer, e para o Tigre... espero que gostem!!!!

beijusss



Anjo de Marfin


Selvagem fera de ardentes desejos
Anjo de marfim dos negros olhos
Abraços calorosos e beijos de doce veneno
Perco-me em teu mundo,
Em teus braços em teus olhos
Olhos que se fecham quando
Teus lábios trêmulos tocam meus lábios quentes
Anjo negro, meu anjo
Tão pouco inocente
Mas tão belo
Meu príncipe celeste
Palavras sussurradas no escuro
Como odes cantadas a deusa
No escuro das noites sombrias
Mãos que me envolvem,
Puxando meu corpo para junto do teu
Confissões ditas com os olhos
Ardentes desejos
Corpos juntos sob o luar
Olhando as estrelas pintadas no teto de meu quarto
Deitada só em meu quarto escuro
E ao lado de minha cama
A imagem de marfim de meu anjo
Apenas mais um sonho
Mas um doce sonho com meu anjo de marfim
Meu imaginário príncipe celeste.






A Casa dos Fundos
© Camila Fernandes




Eu não me achava gostosinha aos dezesseis. Mas fiquei convencida quando ele me lançou aquele olhar canibal.

Fazia calor e fui pegar sol enquanto tomava o café da tarde. Quase larguei o
copo de suco e o pão no chão quando dei de cara com o sujeito parado ali na sacada, apoiado na grade frouxa que podia ceder a qualquer momento, fumando e me encarando como se estivéssemos prestes a ir pra cama juntos.

- Quem é você?

O mané riu debochado. Vá lá, não era mané. Era um exagero de homem. Não pude evitar encará-lo de volta. Cabelos pretos jogados na testa, pele tostada, olhos cor de cerveja que não pareciam ser realmente daquele rosto. Jeans, camiseta justa, básico, no ponto. Jogou sua bituca no chão e apagou-a com o pé. E respondeu:

- Talvez a resposta às suas preces?

Desviei o olhar quando vi que ele estava mentalmente comendo as minhas pernas.

- Se liga - retruquei, querendo parecer forte. - O que é que você tá fazendo na minha varanda? Pode ir rapando daqui, senão...

- Ah! Você tá aí. - A voz que vinha das minhas costas era de Clélia. Ela foi
avançando pela sacada, pegando na mão do cara e puxando em direção ao seu portão. Ela me deu um oi enviesado e rebocou o bonitão pelo corredor que levava a sua casa.

Clélia vivia na casa dos fundos. Eu morava com meus pais e meu irmão na da frente. O locador gostava de nós e no contrato constava que a área da varanda e do jardim nos pertencia, sendo vedado ao morador da casa nº.2 transitar por ali, ou qualquer outro palavreado empolado que os advogados adoram. Clélia, aliás, era advogada, provavelmente em começo de carreira ou muito ruim, pois a casinha que alugara não era grande coisa. Eu já entrara lá no tempo em que estava vazia com um ou outro namoradinho, só pra me divertir um pouco, mas ninguém com quem eu tivesse ânimo de perder minha virgindade. Cozinha, banheiro muito apertado, sala e, no andar de cima, dois quartinhos acarpetados, próprios para criar pulgas.

Quando ela se mudou, não ficamos felizes. Vimos uma moça de uns 30 anos e esperávamos crianças, cachorros, papagaios e tudo o mais que fosse capaz de arruinar o silêncio tão prezado na minha casa. Mas Clélia morava sozinha. Só que fazia barulho por uma família inteira, com os tamancos de madeira e telefonemas em viva-voz tarde da noite.

Por sobre o muro baixo que separava nossos territórios, o sujeito piscou pra mim antes de fechar a porta atrás de si.

Não tirei os olhos amarelos da cabeça. Não comentei sobre o episódio da varanda com meus pais. À noite, recusei um convite pra pegar a matinê numa danceteria do bairro. Estava enjoada de ouvir som eletrônico e ser abordada por pirralhos de topete oxigenado. Preferi ler um pouco. Estudava espanhol e meu pai tinha uma edição argentina de D'Artagnan e os Três Mosqueteiros. Fui pra cama com os três, ou melhor, quatro - afinal, o rapaz do título não era mosqueteiro também?

Fiquei na dúvida. Estava mais concentrada nas conversas que atravessavam a parede. Meu irmão era moleque e eu, primogênita, ficara com o quarto maior, grudado ao cômodo que Clélia escolhera como dormitório. Vez ou outra eu socava a parede pra ela abaixar o volume da TV. Mas agora eu ouvia Elis tocando baixinho do outro lado e risadinhas ocasionais. Será que ele era bom de piada? Logo Clélia ia ver se ele era bom de outra coisa. E eu também.

A música parou. Ninguém virou o disco. Estavam ocupados. Apurei os ouvidos.
Sentia-me esperta no meu jogo de invasão de privacidade. Sentia-me importante como dona dos segredos de alguém. Naquela semana eu ouvira o quebra-pau entre Clélia e o namorado, o bater de portas, os pneus do carro cantando. Não sabia se eles haviam rompido. Mas agora ela tinha outro em sua cama, a esperta.

Começaram os gemidos. Toquei a parede que me separava da dupla entusiasmada.
Fechei os olhos. Peguei-me imaginando cenas. Ele, o cara sem nome, por cima, mexendo o quadril em círculos, sem pressa; depois, a garota por cima, pulando sobre ele como uma amazona a galope; então, ela se pôs de quatro e ele agarrou seus quadris, trazendo-a para frente e para trás, estocando, estocando. A garota pedia mais. Quando olhei para o rosto dela, era o meu.

Esparramei-me na cama banhada de suor. Não sei dizer o que aconteceu então. Eu me sentia esgotada. Sentia a parede pulsar nos meus dedos. Eles não paravam mais. Caí num sono leve, um sono quase acordado, embalada pela canção de gemidos.

Quem nunca teve a impressão de flutuar por um instante e acordar de repente, chutando ou socando algo num sonho? Algo vermelho piscou na minha mente, algo brutal. Uns olhos vidrados, sem vida. Um corpo abandonado na cama. Dei um tranco com o pé, voltei a mim, vi-me deitada, pernas entreabertas num convite.
Fechei-as por instinto. Fui ao banheiro lavar o rosto.

Não sei o que me levou a olhar pela janela. Mas foi o que fiz e o vi. Ele estava apoiado ao muro que separava os quintais. Olhava para a janela, como se me esperasse.

Lá fora o ar estava fresco demais para o meu pijama indecente. Senti arrepios no corpo todo. Cruzei os braços, escondendo os seios e fazendo cara de paisagem. O motivo da minha vergonha ia muito além dos meus trajes reduzidos. Estar ali me envergonhava. Ele me envergonhava. Busquei o controle por meio do diálogo mais óbvio.

- Qual é o seu...

- Não. - Ele pôs dois dedos sobre a minha boca. - Você não tem que saber meu nome. Nem eu o seu.

Descruzei os braços. Ele aproveitou para chegar mais perto. Seu peito tocou o meu. Sua mão ainda estava na minha boca. Às minhas costas eu tinha o muro. Tarde
demais pra desistir.

O indicador pressionou meus lábios até separá-los. A língua veio depois. Senti o gosto do seu jantar, mas isso não nos deteve. Agarrei-o com força sem saber que o agarrava, sem saber de onde vinha aquela força que seus braços repetiam em mim, colando meu corpo ao seu. Então... ele parou. Devia pensar que eu era uma caipira. Mas apenas riu e me perguntou num sussurro:

- Quantos anos você tem, menina?

- Dezes... Dezoito.

- Mentira.

- E daí? - Sustentei o olhar.

- Ainda é nova demais. Mas não se preocupe. Eu volto pra te buscar.

Saiu andando, passou pelo portão da casa dos fundos, depois pelo portão do
terreno, que abriu com a chave dela. Fiquei sem saber o que queria dizer com "volto pra te buscar". Na cama, segui acordada até a madrugada pensando sem querer em mil fantasias nas quais nós nos reencontrávamos anos depois e vivíamos um grande amor, uma paixão tórrida ou algo igualmente brega.

Na segunda-feira, senti falta dos tamancos de Clélia pela manhã. E do tilintar desenfreado de chaves depois do desjejum. E dos recados em viva-voz no final do dia. Até do cantarolar no banho de duas horas que enchia meus ouvidos toda noite. Só o que eu ouvia agora era o telefone tocando, irritante, ignorado. Não é que eu gostasse de nada disso. É que... alguma coisa estava muito errada.

Lá pelo meio da semana atendi a um telefonema do namorado - ou ex - de Clélia.

- Desculpa ligar assim, mas sabe o que é? Estou ligando já faz uns dias e ela não atende. Sei lá se o telefone dela tá com algum problema ou ela que não quer atender. Deve ter colocado a Bina, né? Tava louca da vida comigo outro dia...
Mas então... eu queria te perguntar se você sabe dela. Já deixei uns mil recados na secretária eletrônica. Briga de casal é foda, mas passa. Quem sabe se você falasse com ela...

Não sei se foi por pena ou bisbilhotice, mas minutos depois eu socava a porta da casa dos fundos chamando por ela. Também não sei por que me ocorreu simplesmente virar a maçaneta. A porta estava destrancada.

Na cozinha, um resto de espaguete com algo mais fedia. Dois pratos dentro da pia enfeitavam o ambiente com moscas. O nojo quase me expulsou, mas a morbidez da minha curiosidade me fez ficar. Subi as escadas chamando seu nome. E se estivesse doente? Prostrada demais para erguer uma mão? Bem. Nenhum cara é assim tão bom de cama.

Eu pensava assim na hora. Agora, não consigo pensar em outra coisa que não a imagem que se cravou na minha mente quando entrei no quarto de Clélia. Gritei, gritei até perder o fôlego, como se meu alarme pudesse reverter o quadro, apagar a tinta do tempo, impedir a formação de uma memória. Tarde demais. O corpo de Clélia, antes roliço e vistoso, jazia cinzento sobre os lençóis, murcho, coberto de moscas que tateavam o que já havia sido um par de seios fartos, uma boca sorridente, uma mulher cheia de vida. Um borrão escuro de sangue velho empapava o lençol junto ao seu pescoço.

É claro que a polícia não nos deu os detalhes apurados na perícia. Mas eu sei o que vi. Vi um corpo esgotado, sugado, espremido como um limão, sem uma gota de sangue dentro de si. Ainda o vejo às vezes quando não quero. E penso no gosto acre que senti na língua do amante sem nome que a exauriu em mais de um sentido.
Que me beijou com uma boca assassina. Que poderia, naquele beijo, ter me
devorado também.

Meus pais não quiseram continuar na casa da frente. Soube depois que o
proprietário, sem conseguir arranjar novos inquilinos, mandou demolir todo o imóvel.

Penso às vezes na razão de ter sido poupada. Talvez ele tenha tido pena da minha imaturidade, do nada que eu havia vivido até então. Talvez tenha preferido me deixar com o benefício e a maldição da dúvida. Eu volto pra te buscar. Isso foi há cinco anos. Ele não veio.

Ainda.
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/27012/a-casa-dos-fundos/comentarios.xml
<![CDATA[Deserto...]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26837/deserto http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26837/deserto#comentarios Fri, 13 Jul 2007 15:38:47 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26837/deserto Primeiramente... uma poesia, para o felino mais Kawai do AS (preciso citar nomes??) hahaha
São versos simples, da amiga de uma amiga, mas que eu adoro...



DIAMANTES

AH! COMO EU SONHAVA
EM PODER ACREDITAR
QUE TERIA UMA AMIZADE
QUE NINGUEM FOSSE TIRAR

AH! COMO EU QUERIA
PODER DAR UM DIAMANTE
À QUEM CHAMEI DE AMIGOS
E TOMEI-LHES POR AMANTES
POIS ASSIM COMO A AMIZADE
O DIAMANTE É ETERNO
QUEM NÃO TEM AMIGOS
VIVE NUM TOTAL INFERNO

AH! COMO EU QUERIA
QUE TODO MUNDO ACREDITASSE
QUE UM AMIGO É UM IRMÃO
E COMO IRMÃO O AMASSE

À QUEM CHAMEI DE AMIGO
DECLARO ESTES VERSOS
PRA DIZER QUE A AMIZADE
É MAIR QUE O UNIVERSO

MESMO QUE ME ABANDONES
CONTINUAREI TE AMANDO
E SE DE MIM PRECISARES
ESTAREI TE ESPERANDO...........

Raquel Aires



Agora... a segunda parte do jornal...
Acho que essa cronica não merece ser assinada por mim como Matsumoto Ann ou Motoco, merece uma alcunha mais antiga... vamos assinar como... Vampira Liriel (bem antiga). Não sei se ficou boa, faz muito tempo que não escrevo nada Horiginal e gótico, nem sei se ficou gótico...
Mas espero que gostem...


Não entendia o que ainda estava fazendo naquele lugar horrível, odiava Nova Yorque e ainda assim permaneceu lá por toda a vida. Mas, pensando bem, não tinha nenhum lugar melhor para ir, não gostava de nenhuma cidade ou pais em especial.

Varias vezes pensou em retornar para os desertos de onde seus pais vieram. Ele era descendente de árabes. Mas também achava que os desertos eram mais interessantes nas historias infantis que ouvia quando era criança, do que eram realmente.

Nas ultimas noites vinha tentando encontrar um sentido para sua existência. Já estava beirando os 40 anos, morava sozinho em um apartamento horrível, não tinha uma namorada, nem amigos, nem mesmo um cachorro que lhe fizesse companhia e agora também não tinha um emprego.

Naquele inicio de noite encontrou a solução para seus problemas. Estava na rua agora, indo comprar os remédios para dormir pela eternidade.
Teria poupado tempo se tivesse cortado os pulsos ou se enforcado, ou quem sabe, até pulado da janela do seu apartamento no 8º andar. Mas tinha sangue demais, era violento demais, traumatizante demais, para os outros claro, já que ele já estaria morto de qualquer jeito.
Depois de muito pensar escolheu aqueles remédios para dormir, tomaria vários deles e nunca mais acordaria.

Entrou na farmácia, pequena e empoeirada, o balconista da noite o atendia como se lhe estivesse fazendo um favor, e era isso que mais odiava naquela cidade. Comprou os remédios que queria e foi embora, sem dizer um Boa noite e nem deixar o troco, levou o dinheiro apenas por que o balconista era antipático, afinal, não precisaria mais do dinheiro para onde estava indo.

Andou devagar pelas calçadas, detestando a paisagem mesmo em suas ultimas horas de vida. Jogou o troco do remédio a um mendigo que dormia abraçado a uma garrafa. Virou a ultima esquina que levava ao seu prédio.

Tão desatento que estava ao mundo a sua volta que esbarrou em uma mulher ao virar a esquina. Quase a derrubou com o impacto, mas segurou o corpo dela pela cintura impedindo que ela caísse, mas não que derramasse o café que trazia em um copo de papel.
A mulher desvencilhou-se dele, irada, tirando a jaqueta molhada com o café quente.

- Me desculpe, não vi você- disse abaixando para juntar o os óculos dela. Olhou para a mulher a sua frente, estático perante a visão de seus olhos vermelhos como o fogo.- Jinn...- Sussurrou para si mesmo.

- Há muito tempo não ouso essa palavra.- a mulher pareceu se alegrar mediante o nome de seu povo.

Ao que podia lembrar de todas as historias, os gins eram o povo do fogo que viviam nos desertos de seus ancestrais.
Devolveu os óculos dela, sem desviar seus olhos da mulher morena.

- eu te arrumo uma roupa seca, moro naquele prédio ali_ disse saindo do transe e apontando um prédio no outro lado da rua.

- Eu aceito sua ajuda por que logo o café secará e neste frio não seria interessante estar com a roupa molhada, mas vou logo avisando, eu não concedo desejos como nas suas lembranças.
A mulher colocou os óculos e o seguiu pela rua. Ele não precisava que a Jinn realizasse seus desejos, tinham no bolso tudo o que desejava para sua vida.

Um vento gelado soprou forte e ele o odiou, por que era... gelado, mas se fosse morno ou quente também teria odiado.
Entrou no elevador com a mulher ao seu lado, sem dizer uma única palavra, tão silenciosa quanto um dia no deserto.
Entrou no apartamento, estava arrumado, deixou-o quase pronto para o próximo morador. Separou para a Jinn a melhor camisa e jaqueta que encontrou, não precisaria mais daquelas roupas.

- Eu posso tomar um banho? O café passou por toda a roupa...- ela tirara os óculos, fitando-o com os óculos da cor do crepúsculo no deserto, seus olhos eram como esferas de fogo.

Não entendia o porque, mas deixou que ela tomasse um banho.
Sua avó sempre dizia para não confiar em um Jinn, e para nunca pedir nada a um deles, era comum que eles realizassem exatamente o oposto do que a pessoa pedia.
Talvez sua avó estivesse certa, pois ele tirou a roupa e deitou-se na cama, esperando que ela saísse do banho. Estava com a mente turva, não sabia se era a Jinn que o impelia ou se realmente a desejava, mas afastou esse pensamento da cabeça. De um jeito ou de outro morreria naquela noite –pensou- fosse pelas mãos dela ou pelas próprias.

Ouviu o chuveiro sendo desligado e a porta do banheiro se abriu, ela estava nua, o corpo meio molhado, andando até ele.

Sentiu o corpo dela em seus braços, quente como o sol apesar do frio de Nova Yorque. Quando cobriu a boca dela com a sua foi como se estivesse naquele deserto de sua infância, as areias turvas sob seus pés, o vento quente lhe beijando o rosto.
Sentia, vagamente, que estava dentro dela, o peso do corpo da Jinn sobre o seu era como uma miragem no deserto de seus devaneios.

Os olhos vermelhos dela ardiam como o sol sobre ele e sua voz soava distante como os murmúrios do vento...
Sentiu que a noite caia no deserto de seus sonhos quando a Jinn foi embora. E pareceu-lhe poder ouvir a voz dela uma ultima vez.

- Eu lhe avisei que não realizo desejos...- a voz dela se perdeu no vento quando a noite caiu em sua mente.

Quando acordou já era noite novamente, dormira o dia inteiro e por incrível que lhe parecesse sentia-se bem. Andou até o banheiro, fitando o homem no espelho. Parecia mais alto, mais moreno, mais bonito, mas o que o impressionou mesmo foram os olhos vermelhos, vermelhos como os olhos da Jinn.

Havia um terno fino, preto, dobrado sobre o sofá, vestiu-o, sabendo que fora deixado pela mulher. Pegou os óculos de sol e voltou ao espelho.
Fitou-se mais uma vez, as chamas de seus olhos refletindo no espelho, e colocou os óculos escuros.

- eu não concedo desejos -

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26837/deserto/comentarios.xml
<![CDATA[O BEIJO DELA]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26710/o-beijo-dela http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26710/o-beijo-dela#comentarios Wed, 11 Jul 2007 16:57:40 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26710/o-beijo-dela Para as minhas filhas maravilhosas Beltante, rowan-mayfer e Deh-chan, aos meus (futuros) enteados... para o morcegosmar, que tenho certeza ja leu este conto, hahaha... e para o Tigre, a quem nunca mais deixei poesias, estou ficando muito má, mas irei postar poesias mais tarde, hahaha

Aproveito p fazer propaganda da nova fanfic de HELLSING, que por incrivel que pareça nao é minha nem da beltante, é da rowan-mayfair. leiam por favor, é simplesmente linda!!



O BEIJO DELA


CAMILA FERNANDES

O beijo dela. Fui pego de surpresa. Primeiro o nome. Começava num rosnado e terminava em melodia. Rrr, vibrava, sotaque italiano. Depois, duas eles bem molhadas. Rafaella.

E essa coisa interessante que aconteceu primeiro nos meus ouvidos foi parar dentro das minhas calças. Ela viu o volume. Eu falei uma besteira. Levei um tapa no rosto, daqueles de arder na alma, e então o beijo.

O beijo dela.

Em um momento eu era um Apolo que ofuscava o brilho dos homens e incendiava o coração das mulheres. No outro, era uma sombra que a acompanhava com canina devoção. Um cão. Escorraçado e afagado. Conduzido à coleira. Comendo migalhas. Ganindo de mágoa e babando de euforia.

Ela era loura, vigorosa, indecifrável, capaz de torcer o nariz para uma gargantilha de brilhantes e sorrir com malícia ao ganhar uma flor de calçada. Mas estou invertendo a ordem dos acontecimentos. Os primeiros presentes foram simples. Ela os apreciou. E a cada vez me recompensou. O beijo dela acabou com minha paz. Porque eu quis mais e ela, também. Agrados mais sofisticados. Mais caros. Ela virou minha vida do avesso. Virou meus bolsos do avesso.

Aparecia apenas quando queria. Chegava me empurrando, me arranhando, me jogando sobre a cama, rasgando as minhas costas com as unhas, tomando meu fôlego, me matando. Matando devagar. Sugando.

Depois, me xingava. Ia embora. Eu chorava em silêncio. Eu a amava.

Eu a odiava. A bruxa peçonhenta. A fada encantadora. Mulher incrível, inevitável, insuportável. Nunca dizia se voltaria. E eu esperava seu retorno, impaciente, dependente. Agitado em meu quarto como um tigre em exígua jaula. Muito café. Muitos cigarros. Muitas olheiras. Ela podia aparecer de madrugada e se eu não ouvisse a campainha ela não poderia entrar...

Meu corpo não enfrentava o dia sem uma noite ao lado dela. Sobre ela. Debaixo dela. Como fosse. Ela agarrava minha masculinidade, exaltava-a e então a destruía. Destruía-me. Fumava meu corpo como um cigarro barato e atirava a guimba no lixo.

Não há escravo sem mestre. Eu não existia mais sem ela. Sem o beijo dela. O beijo que me viciou, me deturpou, me extingüiu.

Ontem eu quis saber se havia outro. Ela riu. Meu amor era piada para ela. Disse que teria quantos amantes quisesse. Que eu não era homem para ela. Fraco. Pequeno. Insuficiente. Chamei-a de vadia e ela me estapeou a boca. Um fio de sangue muito ralo. Ela lambeu meu lábio partido e me chamou de menino.

Ela tinha poder sobre mim, um poder rude e cáustico. Mas me disse uma palavra terna. Menino. Isso bastou para fragilizar o elo.

Mas ela vai voltar hoje para reforçar o vínculo. Sabe que deve fazer isso ou vai me perder. Ou enlouqueço e me atiro pela janela.

Ela vai chegar jogando a bolsa sobre a mesa, me empurrando para o quarto. E vai me dar um único privilégio, deixando-me deitar sobre seu corpo. E vai me insultar gritando enquanto empurro meu sexo dentro do dela. E eu vou amá-la. Um homem deve fazer o que é necessário.

Na hora em que ela gritar como uma soprano em êxtase eu vou agarrá-la pelos cabelos. Os cabelos muito longos, muito louros. E vou fazer com eles uma forca dourada. E passá-los com delicadeza em torno do seu pescoço arfante. Apertar com força. Deixar que as unhas vermelhas lacerem meu peito enquanto o corpo exuberante se debate sob o meu, querendo fugir, querendo viver. Porque um homem deve fazer o que é necessário.

E então Rafaella deixará de ser. E eu voltarei a ser o vira-lata magro, sem coleira, sem nome, mas livre.

Que os tabacos e uísques e drogas do mundo me aprisionem. Que eu possa ser um viciado, um perdido. Serei um miserável de sorte se, mergulhado em outra decadência
, eu possa me esquecer de Rafaella.

E do beijo dela.


Fim.



]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26710/o-beijo-dela/comentarios.xml
<![CDATA[Ninguém é perfeito ]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26504/ninguem-e-perfeito http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26504/ninguem-e-perfeito#comentarios Sun, 08 Jul 2007 14:52:01 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26504/ninguem-e-perfeito Este é em omenagem ao meu fofissimo MorcegOsmar!! hahaha
Talvez ja conheças, mas, é um dos que mais gosto (todos que eu posto aqui sao os meus favoritos) hauhauahau
Daqui a pouco ja não terei mais cronicas para mandar, nas ferias terei que renovar meu "acervo" de cronicas goticas, fazer uma visitinha ao adoravel noite e ao tinta rubra, hahaha

Ninguém é perfeito - CONTO DE FICCAO -
Por Adriano Siqueira
Lord_dri@...

O que tenho para dizer é bem real e aconteceu há pouco tempo.
Meu nome é Fábio. Eu trabalho numa área complicada de informática
desenvolvendo antivírus para uma empresa bem conhecida.
Era uma empresa com muitas filiais em vários paises e os computadores
estavam ligados a uma grande rede. Está rede facilita o contato com
os funcionários. A comunicação era sempre por via direta do
computador. Foi através desta facilidade que conheci a Cláudia.
Claudia trocava muitas mensagens comigo e me ajudava a resolver
muitos problemas com vírus. Juntos, construímos muitas vacinas.
Nossas conversas acabaram se transformando em algo pessoal. Nossas
relações estavam mais próximas. Ela morava na Flórida e eu estava
marcando viagem para conhecê-la.
Estávamos construindo um projeto paralelo sobre o antivírus
universal. Tratava-se de uma vacina que realmente destruiria todos os
vírus. Ela tinha um sistema inteligente de dedução matemática ao qual
criava os vírus baseando-se nas tecnologias futuras e criava vacinas
baseadas nestes vírus. Isso garantiria uma proteção de 20 anos para
cada usuário. Sem downloads de novas versões.
Eu disse para ela que se desse certo iríamos casar na França e ela
adorava a idéia. Até ficava falando francês comigo.
Finalmente o dia chegou. Era hora de testar a vacina universal.
Estávamos ansiosos.
O programa teria que ser instalado na empresa onde eu trabalhava e
tinha que ser no servidor que era na mesma sala que eu estava.
Quando a vacina foi instalada eu disse que iria reiniciar o servidor
e ela mandou um beijo e pediu para falar com ela logo que reiniciasse.
Foi o que fiz, porém... Algo aconteceu.
A filial da florida estava com a transmissão corrompida. Tentei por
horas entrar em contato com a Claudia, mas foi em vão. Pensei que
tinha destruído o servidor mas todas as filiais estavam normais.
Corri para a sala do meu chefe expliquei a história rapidamente e ele
respondeu...
- De que diabos esta falando? Não temos filial na Florida!!!
Eu não acreditei. O que eu tinha feito?
Fiquei olhando para aquele servidor. Pensei em milhões de
possibilidades até que me veio uma idéia bem estranha. Eu tinha que
arriscar.
Desinstalei a vacina do servidor e reinicie.
Fui até o meu computador e a Claudia estava lá... Esperando.
- E então amor? Conseguiu? Você está bem?
Com lágrimas eu disse:
- Claudia! Não deu certo.
-
- Quer tentar novamente...
-
- Não! Não! Eu desisti da idéia. - Hei... Que tal jogar um
xadrez?
-
- É claro amor... Você começa.


Fim
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26504/ninguem-e-perfeito/comentarios.xml
<![CDATA[A lua de Sophia]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26341/a-lua-de-sophia http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26341/a-lua-de-sophia#comentarios Fri, 06 Jul 2007 17:36:37 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26341/a-lua-de-sophia Acabei de ler agora Merupuri, que é o mangá mais fofo que existe, hahaha, adorei, me apaixonei pelo Alan e pelo Jeile. Muito bem desenhado e a historia muito bem escrita, não é só mais uma comedia romantica, é realmente maravinhoso!!!!

Eu estava procurando uma cronica mais "bonitinha" para postar, pra combinar com o MeruPuri, mas como não tenho cronicas bonitinhas segue essa, A lua de Sophia, hahaha....



A Lua de Sophia




A lua brilha numa noite em que nem os anjos conseguem dormir e pode-se ouvir seus choros ao longe, cantos amaldiçoados, melodiosos e assustadores nas trevas de todos os sonhos infantis de uma pequena alma triste. Uma tênue brisa trazia palavras não muito distantes que podiam fazer as mais belas flores de um lindo jardim murcharem:
"A imensidão do Universo não é nada perto do ódio que sinto por você...Te odeio...como os demônios odeiam a luz...como os anjos odeiam as trevas...Espero sua morte...como você esperou pelo momento de nascer...".
Ecoavam lembranças de angústia e sofrimento pela escuridão da noite que parecia ser um infindo pesadelo.
Nuvens negras passavam pela velha pensão abandonada, lembrando sonhos esquecidos, cacos de um espelho negro que refletia a tristeza do universo. Christopher sente a fria areia da praia em seus pés: "Às vezes meus sonhos me assustam, e eu, na linda e letárgica solidão de meus sentimentos, sussurro palavras que vento leva como folhas secas no outono. Por que dizer que morri se nem sequer me senti vivo? Às vezes a dor parece sumir e não sei se é real o brilho da lua refletida num lago de águas sujas, porque não consigo ver além de seus olhos...". Ele anda na direção de Sophia, sua irmã, que os ventos frios de um distante inverno trouxeram para sua vida junto com lágrimas de saudade de um grande amor que se esvaiu na densa névoa de dor.
Sophia, só, sob a luz da lua e o forte vento de inverno, sentada na areia, tentava sorrir, chamava aos anjos e a Deus, mas nem mesmo o Diabo ajudaria a macilenta criatura de olhos tão negros e tristes quanto às noites sem lua. Christopher chega até ela que sorri e lhe dá um beijo na face. Eles caminham em direção a pensão, velha e abandonada, onde se refugiavam de seus sonhos e esperanças, sentiam medo e ódio, mas sentiam-se seguros na insegurança de seus sentimentos, na dor que a casa lhes causava.
Quadros tortos em paredes rudes e frias. Corredores sombrios, por
onde ecoava um grito agonizante que havia sussurrado palavras
tristes, numa noite qualquer, quatorze invernos antes, sob o sangue de uma lua que minguava calmamente, perdendo-se no anil estrelado do céu. Sobre um sofá velho um crucifixo quebrado. A casa guardava um segredo em um de seus treze quartos, não eram lembranças, parecia mais um outro mundo, uma outra realidade, uma outra vida...Os irmãos caminham, confusos, nos labirintos de seus pensamentos. Eles param em frente ao quarto de número onze. Fachos de luz e gritos assustadores vibravam no interior do quarto. Permaneceram imóveis por alguns segundos, enquanto a razão de seus cérebros lutava contra a insanidade d e seus corações. Sophia abre a porta e os gritos cessam, mas a luz fica mais forte e intensa, começando a pulsar. Eles parecem procurar algo e caminham na direção de uma velha cama, envolta por uma cegante luz branca. Sophia para, sentando num tapete empoeirado,
Christopher continua andando até sumir em meio à luz.
Um mórbido silêncio toma todo o quarto e Sophia sussurra com a sua doce voz angelical: "A lua me disse que os demônios se transformam em anjos quando são tocados por sua luz, e que ele se tornam malévolos e insanos quando a cegante luz do sol toca seus corações... mas, eu sei que mesmo a lua tem um lado negro, um lado que ninguém nunca vê...".
Sophia pensa na vida e na morte, suspira, uma lágrima lhe contorna o rosto. Nesse momento ela ouve o grito de seu irmão que havia sido jogado contra uma parede. Ela levanta e corre em sua direção, ele geme de dor, ela segura sua cabeça e fita–lhe os olhos:
─ Chris, eu tenho que ir. ─ diz ela com um suspiro.
─ Não! Não posso deixar. Você não tem culpa de nada disso. ─
retruca ele.
─ Mas... se eu não for, você sofrerá.
─ E se você for? Não sofrerei? Se você for não poderei mais sentir, minha alma será dominada pelo ódio. Prefiro chorar lágrimas de sangue do que causa-las.
─ Mas Chris... ela odeia mim, não a você. Não posso permitir que ela te machuque pelo ódio que causo a ela, preciso acabar com isso...
A luz pulsava e se movia como se ganhasse vida. O quarto começa a
tremer, a luz toma a forma de uma mulher que grita diabolicamente:
─ Isso, venha Sophia, é hora de pagar pelo que me fez, precisa sentir toda a dor que seu nascimento me causou.
─ Mamãe... me perdoe...
─ Mamãe? ─ grita ─ primeiro me mata, agora me chama de mãe. Por sua culpa perdi minha vida, perdi toda a bondade que tinha em meu coração, preciso matá-la para acabar com esse ódio.
─ ... eu não quis matá-la, nem poderia. Sinto muito que o papai a tenha abandonado.
Uma triste lembrança lhe parte o coração e ela grita ainda mais:
─ Seu pai? Isso também foi culpa sua. Por sua culpa ele quis nos deixar, mas... não pude deixar que partisse.
─ O que quer dizer com isso? ─ pergunta Christopher espantado.
─ Meu querido Chris ─ diz suavemente ─ ainda não conseguiu entender? Eu havia lhe dito que seu pai precisava descansar... bem, ele está descansando. Seu pai está repousando sob essa cama.
─ Então você o matou? ─ pergunta ele.
─ Sim eu o matei, assim como sua irmã me matou ao nascer.
Sophia sente uma dor, no fundo de sua alma, parecia que seus pulsos estavam sendo cortados lentamente. Ela chora, se levanta e caminha ao encontro de sua mãe.
─ Isso, venha Sophia. Apenas seu sangue pode saciar minha sede.
─ Não Sophia... ─ grita Christopher, que corre tentando impedi-la.
A luz brilha ainda mais forte e começa a puxar tudo para seu interior o quarto parecia ter sido tomado por um furacão.
─ Venha querida. Você não foi uma boa menina. Venha, preciso lhe dar um castigo.
Christopher pensa em toda sua vida, um vago filme passa em sua
cabeça, pensa nas alegrias e tristezas e se lembra do sorriso de
Sophia, que em qualquer momento, qualquer dia, sorria a ele, como se a dor não existisse. Ele chega até ela, que quase havia sido sugada pela a luz, segura sua mão, a abraça e sorri fitando-lhe os olhos.
─ Sophy, não sejas triste, nem chores por mim, porque quando eu a via sorrir, nada podia sofrer... ─ o garoto e puxado pela luz, que se torna vermelha.
─ Chris... ─ grita a garota, tentando segurar-lhe a mão.
Christopher some em meio à luz e Sophia ouve um último lamento:
─ Você me faz, mais uma vez, matar alguém a quem amava, por que me odeia tanto, Sophia?
O quarto é tomado pelo silêncio e pela escuridão, num vazio quase
sepulcral. Sophia cai, desmaiada, quase num estado cataléptico. Todo sentimento mau se esvai e, ninguém procura a luz do sol à meia noite.
Os anjos dormem. A noite fora tão sangrenta e doce quanto a morte de um padre ao amanhecer.
Os raios do sol invadem o quarto por uma pequena fresta na janela, chegando até a face da menina que dorme, como se estivesse tendo um pesadelo. Ela acorda e chora com as lembranças da noite infernal que passara, permanece imóvel pensando em sua efêmera existência, lembra-se das palavras de seu irmão e tenta desenhar um sorriso no triste rosto.
Os ventos nunca param de soprar e, nas noites em que a lua míngua no céu, o vento parece escondê-la com um manto de nuvens, da mesma que acontecera quatro anos antes. A lua surgia e consigo trazia as lágrimas que insistiam em cair, como o sangue de uma ferida que nunca se fechava...
Sophia já não pensava na dor ou na alegria, passava a mesma noite
fria de inverno, fitando os próprios olhos no espelho. "Quando eu me perco em meus sonhos e ilusões... é como se eu estivesse sendo
protegida pelos demônios, enquanto os anjos me atacam como suas
douradas flechas de Amor. Eu, no entanto, não queria ser atacada nem protegida, apenas queria poder fugir de qualquer coisa que me fizesse me sentir medo de que minhas palavras fossem jogadas ao vento, como minha infância...".
A noite era levada pela angústia. O sol começava a brilhar enquanto o silêncio da madrugada se esvaia no horizonte. A luz seguia calmamente, como se não tivesse pra onde ir e, esquecida num canto do céu, dando seu último suspiro, sumia e se perdia a lua de Sophia...
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/26341/a-lua-de-sophia/comentarios.xml
<![CDATA[Mamba]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25892/mamba http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25892/mamba#comentarios Mon, 02 Jul 2007 15:46:37 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25892/mamba Vo aproveitar o jornal pra divulgar as fanfics novas né?
Pra quem ta lendo Cronicas da Noite, já saio o quinto cap. Mestra dos Mortos, achei que ficou bem "fofo" hahaha.
Tem tambem a fanfic nova de bleach, Nada a noite falta ao gato (meio hentai)
e por ultimo a Beijos e sangue (hentai tbm), do Hellsing.
Agora entao vamos as cronicas?

Esse é outro dos meus contos esquisitos e que eu adoro...
Este é realemtne bem estranho, mas é engraçado, e meio... forte!!!
Se gostou comentem por favor, fico doida quando as pessoas leem e nao comentam, hahaha, principalmente nas fanfics, mesmo que esteje horrivel e que tenha odiado, por favor, comenta!!!!
hahahaha





Mamba

© Richard Diegues

Ela tá olhando pra onde? Pro meu dedinho, não é? A desgraçada tá de olho no meu mindinho. Tá até babando, nunca vi disso. Comecei a gemer e a me mexer da melhor forma que dava. Algemado é foda de se mexer, ainda mais com uma mulher em cima de você. Queria gritar, mas nem isso dá. A puta me amordaçou também. Que merda. Algemado, amordaçado e com a porra de uma puta morta me esmagando. E pra completar ainda tem essa porra olhando e babando pelo meu mindinho.

Logo que eu entrei na casa achei um horror aquele monte de gaiolas e aquários. Aranhas, cobras, iguanas, lagartos, escorpiões. Juro que se a mulher não fosse um tesão eu tinha dado uma desculpa e saído fora. Até pensei em sair, mas ela grudou no meu pescoço e deu um chupão tão forte que em menos de dois minutos minhas calças estavam no chão.

Pra todo lado que eu olhava eu via as nossas roupas espalhadas. A danada também estava espalhada. Espalhada em cima, dos lados e até dentro de mim. Mulher maluca. Morde, arranha, chupa, cospe. Me senti um objeto na mão dela. Tanto que em dada hora eu nem ligava mais pra porra daqueles bichos a minha volta.

Deixei ela me vestir de couro. Pisar em mim com o salto agulha que doía até na alma. Do chicote e das algemas eu gostei. Não dói e é um tesão. Deu a hora em que eu nem sabia mais se ainda tinha esperma no saco. Ela me cavalgava como uma desvairada. Eu algemado, amordaçado e literalmente prostrado na cama. Estava com os olhos fechados, relaxado, quando senti a pancada. Foi a pancada forte bem no meio da testa e depois o corte fundo no ombro. As duas sensações vieram juntas. Abri os olhos assustado e vi que estava coberto de vidro. Olhei pra prateleira que ficava acima da cama e ela estava dependurada. Um e um é igual a dois. A porra do aquário caiu lá de cima, bem na minha cara.

Olhei meu ombro procurando o corte. O vidro caindo do colchão no piso do quarto. Tudo bem. Corte leve. Eu vou sobreviver.

Quando bati os olhos na mulher é que fodeu tudo. Olhos arregalados. Um filete de baba escorrendo no canto da boca. O chicotinho largado de lado. O frio na minha espinha foi brutal. Esqueci do galo na testa. Esqueci do corte no ombro. Esqueci de um monte de coisa. Foda-se. Queria lembrar mesmo é que merda tinha dentro daquele aquário. Olhei em volta e vi escorpiões, aranhas, lagartos. Não me vinha na cabeça o que tinha no aquário quebrado.

Ela caiu no meu peito. A testa ainda fez o favor de me acertar o queixo. Não estava morta ainda. Tinha gemido. Mas ia morrer rapidinho, soube disso assim que vi a cobra grande, preta e lustrosa que apareceu nas costas dela. Nunca me liguei no nome desses bichos, mas sabia de uma coisa: cabeça triangular tem veneno. A mulher iria morrer em minutos. Veneno a bicha tinha com certeza.

O desespero me bateu quando a cobra subiu na minha perna. Era gelada. Mais desespero ainda quando chegou perto do meu pé e ficou olhando. Olhava fixo pro meu dedinho, então chegou perto e o abocanhou. Quase me caguei com o susto, mas a coisa não ia tão mal. Ela não picava como eu achei que faria, apenas chupava. A porra da cobra chupava meu mindinho. Acredite: desespera.

Eu me maldizia por ter deixado a puta me algemar os tornozelos. Reclamei, mas deixei. Fazia força pra quebrar as algemas, mas eram de verdade. Nessas horas eu adoro o plástico. Queria o plástico. A puta deu um gemido e tentou se levantar. Agradeci aos céus. Torci pra ela se erguer e soltar as algemas, ou pelo menos matar a cobra. Então ela deu um suspiro e caiu de lado, escorregou da cama e se estatelou no chão. Não tive dúvidas, estava morta.

Por um momento a cobra escorregou na minha perna e eu achei que ia atrás da mulher lá pro chão. Eu estava salvo, pensei. Me enganei, é claro. Não notei que quando a puta caiu, algo meu se desencaixou dela. A cobra agora fitava o meu pau. Quando ela foi chegando perto, entendi o que ela ia fazer. Olhei a desgraçada bem no fundo dos olhos e notei que uma hora ela ia me matar. Eram olhos assassinos. Olhos de réptil. Ela me abocanhou e sugou. Relaxei. Ia morrer de qualquer maneira, não ia?

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25892/mamba/comentarios.xml
<![CDATA[Segundas Intenções]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25668/segundas-intencoes http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25668/segundas-intencoes#comentarios Fri, 29 Jun 2007 18:41:34 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25668/segundas-intencoes eu amo essa fanfic. Mesmo sendo de Cavaleiros do zodiaco. é simplesmente maravilhosa e é da Litha-chan. Mas assm, é uma fanfic LEMOM, se não curte é melhor nem ler!!!

ps: a imagem é do renji de Bleach ( lindo não é??)
hahaha



O dia estava realmente quente para que o aquariano permanecesse mais um minuto sequer dentro daquela sala em meio aquela arrumação tola.
O segundo andar de sua casa poderia ser facilmente arrumado pelas servas que o santuário disponibilizava, mas ao invés deixar esse trabalho ser feito por outras pessoas, decidira-se efetuá-lo. Não queria ter pessoas estranhas arrumando seus pertences e remexendo em seu passado; e agora estava ali, suado, com o corpo transpirando, sentindo a pouca poeira do ambiente grudando aos músculos, e sobre tudo, sentia aquele calor infernal que assolava a Grécia nessas épocas do ano em que o verão chegava ai ápice.
Pensou em resfriar o local com seu cosmo, mas não seria digno usa-lo para beneficio próprio, por mais tentador que a situação lhe parecia.
Sentando-se na escadaria que dividia dos andares acabou deixando um pequeno resmungo escapar por entre os lábios.
“Enfer!”.
Por mais que ocupasse a mente com a limpeza, com a arrumação ou qualquer outra atividade, aquilo não lhe saia da mente, ao contrário... Seu atual estado mais lhe trazia lembranças do que as afastava.
O sonho que tivera durante a madrugada fora tão intenso... Depois de finalmente conseguir dormir em meio ao calor, acabara acordando sobressaltado e transpirando mais do que o normal.
"Mon Dieu! C’était… c’était un cauchemar!".‘Pesadelo, Kamus? Você bem que parecia estar gostando’. Uma voz interna lhe falou em um tom que beirava a malicia.
Colou as mãos no rosto sentindo-o quente. Provavelmente estava corado e não era pelo calor em si.
Tentando deixar de lado todos os pensamentos, Kamus se levantou e começou a descer as escadas que o levariam para o andar inferior, mais precisamente para a cozinha. Precisava beber algo, precisava se refrescar.
Infelizmente para o aquariano o destino não estava colaborando naquele dia.
De posse de um copo d’água, Kamus pode divisar a silhueta do cavaleiro da oitava casa, descendo as escadarias que ligavam Peixes a Aquário. E para o seu desespero, o escorpiano não estava trajando nada além de uma calça de tecido leve que se encontrava colava ao seu corpo bem moldado e sandálias, a camisa apenas estava largada por sobre o ombro.
Kamus engoliu em seco diante daquela visão. Seu corpo que a pouco se refrescava com a bebida gelada, voltara a ferver. Não somente por aquela visão, mas porque flashs do sonho que tivera lhe invadiram a mente fazendo com que um arrepio lhe percorresse toda a espinha.
Seus olhos não conseguiam se desviar do corpo do grego, que descia as escadas tranqüilamente com um olhar perdido.
O que Milo poderia estar pensando?
Porque ele tinha que ser tão infernal assim?
Instintivamente Kamus, mesmo não notando, passou a ponta da língua por sobre seus lábios, umedecendo-os mais. Sentia-se abafado, em chamas e ver o grego ali tão próximo, não estava sendo uma boa coisa. Definitivamente o calor da Grécia deveria estar interferindo em seus pensamentos.
“Hey, Kamus... Cara, parece que Apollo não quer dar uma trégua, hein, ele deve estar a fim de nos fritar com um sol desses...”. Milo que já se encontrava perto da entrada da casa de Aquário, falou como o de costume com o francês. Sempre de maneira brincalhona.
Kamus estava mudo. Tinha perdido a capacidade de falar, mesmo que fosse dizer poucas palavras, ao sentir o odor amadeirado que desprendia do corpo de Milo quando este transpirava. O perfume mesclado ao suor o tornava mais tentador.
“Kamus?”. O grego parou fitando o rosto corado do amigo que ostentava um olhar diferente. Um que ele nunca tinha visto. “Cara... ta tudo bem com você? Eu ia passar direito, mas... Fala algo, Kamus!”.
O aquariano piscou algumas vezes e balançou a cabeça como se desta forma pudesse organizar seus pensamentos. Infelizmente, os pensamentos sensatos haviam se perdido desde o sonho.
“Humm... Sim, muito quente, demais, Milo...”. Olhou o amigo de cima a abaixo sem se importar.
O escorpiano notou a forma como fora deliberadamente ‘olhado’ por Kamus. Em seu íntimo aquilo lhe deixou com uma ponta de esperança e excitação.
“Milo... Eu... eu estava pensando... Hoje eu gostaria de sair para umas daquelas boates que você e os rapazes costumam ir para se divertir”. Falou enquanto virava a jarra d’água, deixando o liquido cristalino ser despejado no copo.
Para Milo aquilo era extremamente novo. Sempre fora um suplicio conseguir tirar Kamus do Santuário para uma noite normal com os rapazes. Podia contar nos dedos de uma mão as vezes que conseguia e isso, só porque a jovem Saori Kido intercedia, e agora Kamus estava ali, a sua frente, com um olhar que nunca esperava ver naquele rosto, lhe dizendo que queria sair para uma das boates?
Só poderia ser sonho e se fosse... Iria aproveitar.
Com um sorriso maroto nos lábios o grego logo foi brincando...
“O calor deve ter lhe afetado os bons neurônios Kamus... O que aconteceu com você para essa súbita mudança? Que bicho te mordeu?”.
Kamus parou o copo entre os lábios e seus olhos fitaram novamente os azuis de Milo. ‘Um escorpião, Milo... Um escorpião!’. Pensou enquanto depositava o copo sobre a bancada da pia.
Com um discreto sorriso nos lábios, o aquariano apenas se limitou a responder:
“Uma noite mau dormida, um calor infernal... e quero experimentar algo diferente, Milo. Apenas quero algo diferente...”. Terminou a fala com um sorriso.
Milo não esperava aquilo. Esperava um xingo em francês, esperava o ar ficar gelado, ou até mesmo ser expulso da casa de aquário como em algumas vezes acontecia. As não, desta vez nada do que era previsto ocorreu e isso era sem sombras de dúvidas algo... Tinha algo errado com certeza, só não sabia o que era.
Quando voltou de seus pensamentos, pode ouvir a voz do amigo, que já havia desaparecido por dentro da própria casa, claramente.
“Passo na sua casa às 22 horas, Milo. Esteja arrumado e... Use algo... interessante”.
O grego arregalou os olhos diante daquilo.
O que mais faltaria acontecer naquele dia para ter a plena certeza que algo ali estava mais do que errado. Alias... Errado? Ok, diferente, fora o usual e incrivelmente estranho, seriam as palavras mais corretas a serem usadas.
Isso ele só saberia mais tarde.
-o-
Já era noite. Kamus encontrava-se descendo as escadas da Casa de Capricórnio calmamente, Shura não se encontrava no local.
Seus cabelos eram embalados pela brisa e seu rosto impassível contrastava com seus pensamentos, e principalmente com sua roupa, a qual comprara há um tempo na França, apenas por comprar. Achara bonita, experimentara e quando caiu em si, já estava com a bolsa em mãos saindo da loja.
‘Pelo menos ela me servira, hoje, para alguma coisa’. Pensou enquanto agora passava pela Casa de Sagitário.
Não sabia exatamente como conseguiria fazer o que vinha lhe assombrando a mente desde que vira Milo descendo as escadas, mas estava cansado de ser visto sempre como Kamus ‘o certinho’, o frio Cavaleiro da Casa de Aquário, o cara mais insensível – depois de Máscara da Morte, é claro - dos defensores de ouro de Athena.
Será que conseguiria?
Bem, já estava em frente a porta dos fundos da Casa de Escorpião. Era tudo ou nada!
“Milo, Posso entrar?”.
Perguntou já empurrando a porta que se encontrava entreaberta.
“Entra Kamus, vai pra sala que já te encontro, fica à vontade”.
O francês se direcionou para sala. Ficar à vontade, certo? Bem, sempre teve uma certa liberdade dentro da casa do escorpiano, mas nuca tocara em nada sem que o outro estivesse por perto, mas... Se era para se sentir à vontade... Andou em direção ao pequeno bar que Milo possuía e olhando as bebidas encontrou uma garrafa de vodca. Rapidamente preencheu um dos copos com a bebida e foi para o sofá se sentar.
Milo logo apareceu na sala, ainda ajeitando os longos cabelos loiros que ainda se encontravam um pouco úmidos. Seus olhos, ao fitarem o amigo sentado no sofá de pernas cruzadas, bebendo algo que ainda não podia identificar, e com uma roupa que nunca imaginara em Kamus, se arregalaram de tamanha surpresa.
Kamus parou de beber e fitou o amigo que se encontrava paralisado ao final das escadas.
“Já está pronto, Milo?”. Falou devagar, deixando sua voz sair rouca tornando o seu sotaque mais acentuado.
O grego sentiu um arrepio lhe percorrer a coluna. Pelos deuses, Kamus estava... estava putaqueparivelmente sexy e sensual. Nunca tinha visto o amigo assim. Chutando-se mentalmente, Milo forçou-se a agir normalmente.
“Ora, ora... já se apossou do meu bar, do meu sofá... o que mais, Kamus?”. Caminhou em direção a pequena área da cozinha para largar a toalha. Se tivesse permanecido na sala após a pergunta que fôra feita enquanto andava, teria escutado a resposta que veio baixa.
“Que tal de você, Mon cher?”. Falou baixo com um sorriso nos lábios.
Ao voltar, Milo teve a impressão de que Kamus havia lhe dito alguma coisa, e depois de ainda pegar um pequeno sorriso nos lábios do francês, o grego teve a certeza de que o ruivo comentara algo.
“Você falou algo, Kamus? Desculpa, é que não consegui te escutar”.
“Humm... non, non falei nada... demais”. Tomou mais um pouco da bebida sem ousar fitar o grego.
“Sabe o que estou notando, Kamus? Ou você tem andado muito comigo, ou esse seu gosto por roupas eu não conhecia”. Comentou se sentando em uma poltrona que ficava em frente ao sofá.
“Talvez sim, talvez não, Milo. Porque, você não gostou... da roupa?”. Seus olhos agora fitavam diretamente os azuis de Milo.
O grego inclinara a cabeça para o lado fitando o amigo. O jeito que Kamus estava se comportando, sua linguagem corporal, que mesmo longe podia ser notada, a roupa, o olhar...
‘Ele não pode estar fazendo isso... Não o Kamus... Ele... Ele está flertando comigo?’. Pensou enquanto fitava o francês a sua frente.
Sorrindo Milo resolveu jogar com a situação, queria ver até onde o amigo iria com aquela brincadeira e de quebra, queria deixá-lo tão rubro quanto seus cabelos, antes de saírem e ganharem a noite.
“Talvez sim... Talvez não...”, sorriu. “Na verdade gostei muito da roupa, ficou perfeita em você, Kamus. Bem justa...”. Falou em um tom baixo inclinando o corpo para frente ainda fitando o amigo.
“Que bom que você gostou...”. Aproximou o copo de bebida aos lábios.
“Diga-me, Kamus... Essa super produção tem algum objetivo?”. Os olhos começaram a percorrer cada detalhe do corpo do ruivo.
“Claro! Sempre tenho um objetivo em tudo que faço, Milo”. Deu um pequeno sorriso. Sim, sempre tinha um objetivo, isso não podia negar.
“E qual seria o de hoje?”.
Kamus fitou bem o amigo e ao falar, sua voz saiu ainda mais rouca.
“Seduzir... Estou conseguindo, Milo?”.
O grego se arrepiou mais ainda com aquela pergunta. Se ele estava conseguindo? Kamus conseguiria até seduzir uma estátua.
Com a respiração levemente pesada, Milo acabou por responder.
“Está Kamus... E muito bem! Se você não fosse meu amigo e não jogasse no time da direita... Eu não responderia por meus atos...”.
“E o que te impede? A amizade? A opção?”. Depositara o copo já sem nenhum líquido na mesinha ao lado do sofá.
Milo somente abriu e fechou a boca. O que o impedia? Como assim? Que tipo de pergunta era aquela? Lógico que prezava a amizade de Kamus, não ia querer perdê-la, e bem, quanto a opção... Nunca havia visto Kamus com ninguém então era melhor deduzir que o amigo gostava de mulheres, mas que não era dado a comentários sobre sua vida particular.
O ruivo até sorriu ao notar a falta de palavras para as perguntas que fizera. Em dado momento, ao notar que Milo mais pensava do que reagia, se levantou e se aproximou do grego.
Milo elevou os olhos azuis vendo à sua frente o ruivo a lhe sorrir. Novamente era um sorriso diferente... com um quê de malicia.
Kamus suspirou. Era o famoso ‘agora ou nunca’. Era a hora de fazer algo que normalmente não faria.
Como a poltrona era larga, Kamus apenas apoiou um de seus joelhos no acento e passou a outra perna por cima do colo de Milo, apoiando o outro joelho do outro lado. Simplesmente sentou no colo do grego de frente para ele e ao encará-lo, tornou a perguntar...
“O que te impede, mon cher?”.
Milo sentiu como se todo seu corpo queimasse com aquele ato. O que tinha antes em sua mente simplesmente desapareceu não dando vazão para pensamentos racionais. Impulso. Era isso que percorria seu corpo agora junto com o sangue.
“Agora nada!”. Respondeu ao ruivo, antes de captura-lhe os lábios em um beijo forte, sedento e desejoso.
-o-
Ambos já se encontravam sem nenhuma peça de roupa. Praticamente ao longo do caminho para o quarto do grego, entre beijos selvagens e mordidas, as peças foram se espalhando; e agora lá estavam eles, largados por sobre a larga cama de casal do grego.
Kamus gemia ao sentir os lábios de Milo descendo por seu pescoço, deixando pequenas mordidas e chupões, indo em direção ao seu tórax. Era delirante sentir esses toques.
Milo apenas mexia sua língua, saboreando aquela pele alva, que de fria nada possuía. Quente! Kamus era incrivelmente quente, e quando mais o tocava, mas se via tentado. Os gemidos que saiam dos lábios de Kamus eram mais do que um simples afrodisíaco. Quando sua língua alcançou um dos mamilos rosados, não pode evitar de também gemer.
Os corpos se esfregavam, em busca de mais contato, em busca de fricção. Gemidos ecoavam pelo quarto, ora vindo de Kamus que era atacado pela língua de Milo, ora de Milo que em excitação as respostas de Kamus, não conseguia deixar de gemer.
O grego foi descendo mais e mais, passando com a língua pelo abdômen perfeito de Kamus, rodeando o umbigo do francês e descendo diretamente para a rígida ereção que despontava perto de seu rosto.
Kamus prendeu a respiração ao sentir uma leve mordida em sua virilha, mas um gemido alto pode ser ouvido saindo dos lábios do francês quando Milo, sem preâmbulos, engoliu quase por completo sua ereção.
Quente, molhado, arrepios, sucção... Kamus sentia tudo isso e mais coisas que não conseguia descrever.
A cada movimento que a boca de Milo fazia em seu membro, Kamus se afundava em um mar de êxtase. Quase gozara ao sentir uma pequena caricia em uma outra parte de seu corpo. Instintivamente suas pernas se afastaram mais permitindo aquele toque. Seus olhos, enevoados de prazer, se abriram e buscaram o rosto do grego.
Milo lhe fitava enquanto ainda lhe lambia a glande. Kamus pode notar que enquanto Milo lhe sugava e lambia, seus dedos também eram umedecidos.
Mais um toque, mas desta vez sentiu-se ser invadido e um pequeno desconforto lhe chamava a atenção. Seu rosto logo se franziu com aquele incomodo. Milo que estava atento às respostas de Kamus, rapidamente começou a sugá-lo, fazendo-o voltar a gemer em questões de segundos deixando-o tão relaxado que logo já se encontrava com três dedos em seu interior.
Kamus entre os gemidos, falavas coisas em francês tão baixo e arrastado que Milo não conseguia compreender. Entendia apenas alguns ‘mais’, outros ‘non pare’, fora isso nada mais.
O grego retirou seus dedos de dentro de Kamus, e subindo seu corpo, mais uma vez lambeu seu alvo pescoço, passando pelo queixo e finalizando em um beijo enquanto entrelaçavam seus dedos e seus olhos se fitavam em meio ao desejo.
Empurrando seu corpo para frente, a ereção de Milo que já se encontrava roçando na entrada de Kamus, invadi-la. Uma estocada certeira.
O ruivo soltou um grito mesclado de dor e prazer ao sentir-se preenchido por Milo.
Ambos ofegavam, tentavam se acalmar, mas Kamus se moveu fazendo com que Milo lhe olhasse. E entendesse o mudo pedido.
Milo começou a se movimentar devagar, ondulando o corpo, indo cada vez que voltava a entrar em Kamus, mais fundo. Tocando-o com mais intensidade a cada minuto que passava.
O ruivo já não conseguia mais gemer, sua voz se misturava a ofegos e murmúrios desconexos, sempre que tinha o fundo de seu corpo tocado. Milo lhe tocava com força, acertando sempre o ponto exato em seu interior. O ponto que o estava levando a loucura.
Segundos, minutos, horas... A urgência do orgasmo crescia a cada nova investida. Milo sentia Kamus contraindo o canal. Até que em um grito uníssono ambos alcançaram o clímax.
Êxtase era a melhor palavra para descrever o que ocorrera com os dois.
Kamus gozou em abundancia entre seu abdômen e o de Milo, e o grego lhe preencheu com aquele liquido viscoso e quente.
Parecia que não existia mais nada além deles naquele lugar.
Milo suspirando se retirou lentamente de dentro de Kamus, ouvindo um pequeno resmungo pelo ato. Sorriu ao deitar ao lado do amigo e atualmente, amante, ao olhar a expressão do ruivo.
“Desculpa...”. Falou notando no rosto do francês um semblante que aparentava dor.
Kamus abriu os olhos e virou o rosto para fitar Milo.
“Pelo que, Milo?”. Ia virar o corpo mais o sentiu protestar.
“Por te machucar”. Passou uma das mãos pelo rosto de Kamus em uma caricia.
“Non me machucou, Milo. Só lembrei de uma coisa”.
“É? Estou mais aliviado então, é que você me tirou a razão, Kamus! Mas... o que você se lembrou que te deixou com essa carinha de preocupado?”. Puxou o rosto do francês e depositou um pequeno selo nos lábios.
“Humm... É que... bem, é que no sonho eu não sentia dor e não me preocupava com o dia seguinte e agora...”. Fechou os olhos ao confessar em parte aquilo.
“No sonho? Como assim no sonho, Sr. Kamus? Quer dizer que o senhor sonhava isso? Comigo ou com outro?”. Ao mesmo tempo em que estava curioso, uma pontada de ciúmes podia ser notada na voz de Milo.
Kamus riu abertamente com aquela situação, tanto que Milo anotou que seria mais uma reação estranha em Kamus naquele dia. Ainda emburrado perguntou...
“Ta rindo do quê, ô Pinguim?”.
“De você, Milo... Claro que eu sonhei com isso e que... principalmente era você no meu sonho. Se lembra que eu falei que dormi mal? Respondido?”. Estava achando tão engraçado as feições no rosto do escorpiano, que até ignorara o apelido irritante que Milo lhe chamara.
“Então... então que foi tudo premeditado? Você não... você não queria sair hoje?”. Estava bobo, caíra como um patinho.
“Non. Eu non tinha a mínima intenção de sair hoje, Milo...”. Virou completamente o corpo na direção de Milo e ficou a fitar o grego com um sorriso malicioso no rosto.
“Então você estava...”. Teve a fala interrompida ao ver o rosto do ruivo se aproximar.
“Oui, eu estava e estou cheio de segundas intenções para com você, Milo de Escorpião!”.
O ruivo tomou-lhe os lábios mostrando desejo.
-
The End?

Notas:
Enfer! Inferno!
Mon Dieu! C’était… c’était un cauchemar! Meu Deus! Aquilo nem... Aquilo foi um pesadelo!



Litha-chan
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25668/segundas-intencoes/comentarios.xml
<![CDATA[Linda Quando chora]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25667/linda-quando-chora http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25667/linda-quando-chora#comentarios Fri, 29 Jun 2007 18:29:44 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25667/linda-quando-chora Por incrivel que pareça eu não sei quem é o autor desta cronica. Grande novidade. hahaha. Mas pelomenos ja to avisando que não é minha.
Acho que não é muito apropriada pra menores de 18, embora não seje pesada.
É bem bonitinha. hahaha


LINDA QUANDO CHORA




Ela é linda quando chora.

Primeiro os lábios tremem involuntariamente. Depois os
olhos se apertam, querendo esconderijo debaixo das
sobrancelhas. E brilham feito vidro molhado. Grande
efeito! Muito sedutor.

Aí vem o nariz. Tão miúdo, coberto de sardas. Depois
das primeiras lágrimas a ponta incha e fica vermelha.
Como um moranguinho. Dá até vontade de morder!

E daí é o rosto inteiro avermelhado, inflamado de ira.
Molhado, brilhante de lágrimas. O beicinho
contrariado. Os cílios salientes. Ela nunca pareceu
tão cheia de vida quanto agora.

No começo era só tara minha. Mas virou mania.

Ela nunca foi chorona. Era uma moça doce, cheia de
energia, bacana. Ainda se usa bacana? É gíria do meu
tempo. Ela não tinha vontade de parar pra se lamuriar.
Mas era frágil, mulher, né? Num dia particularmente
sensível – nota vermelha na prova, briga com o
namorado, qualquer bobagem assim – ela vibrou na minha
freqüência. Sem querer, claro. Ninguém é louco de me
atrair de propósito. Quando vi, já estava lá, colado a
ela. Ela começou a soluçar. Toquei no seu ombro. Que
onda! Energia pura. Juro, pensei que ia ter um
orgasmo. Tive. Ou o que quer que um cara possa
experimentar no meu estado.

Achei que era maldade eu me sentir tão maravilhoso
enquanto ela se sentia tão miserável. Mas foi assim. A
menina chorou muito e eu entrei num gozo surreal.
Depois me afastei. Pesou na consciência. Ela foi se
acalmando. Mas fiquei por perto, curioso, até certo
ponto desejoso de ver se aquilo podia acontecer de
novo.

Nunca mais fui embora. Ficava por perto quando ela
telefonava para as amigas xingando a mãe, o pai, o
namorado, a própria vida. Sempre arranjava um novo
problema pra cultuar. A atração era mais forte do que
eu. Precisava ficar perto dela enquanto fungava,
gania, lamentava. Talvez por isso ela ficasse enchendo
o saco de todo mundo. Eu roubava dela. Ela, dos
outros. E o fluxo de energia não parava.

A paciência das pessoas tem limite. Logo ela não tinha
mais colegas pra atormentar. Só havia eu ao lado dela
nas noites sem sono, curtindo a seleção de canções pra
se enfiar de cabeça da fossa emocional, dividindo o
travesseiro lavado de lágrimas. Só nós dois. Mas aí
vinha aquele namorado. Ligava pro celular tarde da
noite, lenga-lenga amorosa, fazendo perguntas, e ela
disfarçava, engolia soluços, dizia que estava bem. Eu
precisava dar um jeito nele. Cinema amanhã? Beleza.
Vou junto.

E fui. Filme de comédia. Eu ria. Ela chorou o tempo
todo. O cara deu um basta no meio da sessão. Saiu da
sala, ela foi atrás aos prantos, eu pendurado no seu
ombro. Bateram boca no estacionamento. Eu torcia,
acaba com ele, termina com ele de vez...

Eu me apaixonei, confesso. Nem todas são tão lindas
quando choram. Nem todas dão esse tesão no desespero.
Desde a década de 1960 eu não tinha nada assim. Caí
fora muito jovem. A vida era chatinha, não tinha coisa
melhor pra fazer a não ser encher a cabeça de bobagem,
então peguei o carro do meu velho e pum, entrei com
tudo num poste.

Fiquei decepcionado com a morte. Esperava coisa
melhor. Vagar por aí cutucando bêbado, provocando
brigas nas sarjetas, apavorando recém-finados em
enterros. A coisa mais divertida que tinha pra fazer
era colar em pai-de-santo e pedir pinga em terreiro.

Fui vadio por um bom tempo. Tudo mudou quando eu a
conheci. Eu a queria só pra mim. E consegui. Depois
daquele quebra-pau o sujeitinho parou de telefonar.
Ficamos a sós, finalmente.

Então ela parou de ir à faculdade. Preferiu gastar com
o analista. Era a tal da depressão, falavam. Depressão
o cacete. Era eu. Sempre ao lado dela. Agarrado ao seu
braço. Acariciando a sua nuca. Devorando-a sem pressa.

Hoje ela escreveu no diário:

“Não agüento mais. Quero morrer.”

É o meu dia! Tem que ser! O dia em que ela vai ser
minha!

Certo, estou me precipitando. Precisamos trabalhar um
pouco mais nisso. Mas não dou uma semana pra ela se
entupir de comprimidos até desmaiar ouvindo P.J.
Harvey. Ou pode ser naquela banheira do quarto da mãe
dela, pulsos cortados, a água levando o sangue
devagarzinho. É isso! Vou lhe dar essa sugestão.
Sussurrar no ouvido dela toda noite. Até chegarmos lá.

E quanto ela vier para este lado eu vou estar de
braços abertos. Vou consolá-la, apertá-la contra o
peito e explicar como as coisas são por aqui. Vamos
fazer tudo juntos. Vai ser bom pra nós...

Enquanto não acontece, fico aqui, no meu cantinho,
paciente, previdente, observando.

Ela é tão linda quanto chora!
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25667/linda-quando-chora/comentarios.xml
<![CDATA[Que caiam as pedras]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25489/que-caiam-as-pedras http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25489/que-caiam-as-pedras#comentarios Wed, 27 Jun 2007 16:23:25 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25489/que-caiam-as-pedras Que Caiam as Pedras
por Richard Diegues

Delicado, o jovem padre curvou-se, observando o conteúdo do buraco. A luz era
insuficiente para revelar detalhes, mas percebeu que estava diante de uma
ossada. Tentou imaginar o que o velho padre fazia com uma ossada enterrada sob o
altar da igreja, quando se descontrolou e deu um salto, tropeçando e se
debatendo desajeitado contra o mármore do altar, rastejando como podia para
longe do buraco.

– Acalme-se, Antero – disse o padre Norato tentando segurar seu braço sem
sucesso – não há o que temer.

– Vi a ossada se mover. O peito subiu e desceu, o queixo mexeu e da boca saíram
palavras – gritou apavorado, segurando o crucifixo de prata que pendia do
pescoço e iniciou uma ladainha.

Graça a sua experiência, Norato dirigiu-se ao primeiro degrau do altar e
sentou-se. Pegou seu próprio crucifixo e começou a polir com uma dobra da
batina.

Levou quase uma hora, mas por fim as preces cessaram e o jovem padre se moveu.
Norato observou o companheiro aproximar-se do buraco e olhar para dentro
temeroso, depois aguardou que engatinhasse até onde se encontrava e o encarou.
Não esperou pela pergunta. Não era necessária.

– Cândida, é o nome da mulher sob o altar. Está viva e repousa no que alcunhou
como sendo "seu bento solo português". Isto se dá desde antes das caravelas
chegarem ao seu Brasil, meu rapaz.

– Mas como pode uma coisa como aquela estar viva? Um demônio não pode habitar a
casa do Senhor. E aquilo – apontou a mão segurando o crucifixo para o altar – só
pode ser um demônio. Ossos, pele e nada mais. E os cabelos? Metros de cabelo
esbranquiçado ao redor, como se crescessem indefinidamente. Não, nada além de um
demônio teria tal forma e permaneceria em vida.

– Antero, creia em mim. Quando assumi esta igreja, o padre anterior me mostrou o
mesmo lhe que mostro. Contou-me a história e eu a passo para ti. Ouvirás? –
Indagou, aguardando a resposta que se deu com um meneio de cabeça.

– Pois então ouve. Essa mulher, Cândida, foi uma das mais ricas viúvas destas
terras. A igreja a nossa volta foi construída por ela. Cada uma dessas pedras
colocada pra não ceder jamais. Sorte da obra. Azar da coitada – calou-se e
meditou um momento – ou sorte, quem saberá?

– Como é possível? Informaram-me que a igreja tem mais de mil anos.

– Informação boa. O caso é que Cândida era velha antes da construção. Viúva com
o marido no inferno. Pecador pela avareza. Avareza esta, que do falecido passou
para ela. O diabo a teria em breve. Sabes que o diabo tem a alma dos avarentos,
não é? Quando estava velha e perto de morrer, Cândida desesperou-se com a
proximidade do inferno e cometeu seu grande erro: Rezou. Durante dias e dias,
rezou ao céu para ter mais tempo na terra. Sabia que não poderia ir ao paraíso,
mas aqui evitaria a danação. Tanto o fez e com tanto afinco que um anjo veio um
dia e pactuaram. Cândida construiria uma igreja e enquanto as paredes
permanecessem de pé, ficaria viva.

O jovem tornou a olhar para o altar, engolindo seco ao ver a imagem de um
arcanjo esculpida no pedestal de mármore.

– Sim, foi uma grande estupidez. A igreja ficou pronta rapidamente. A fortuna
permitia tal feito. Uma igreja de pedra, firme e robusta. A igreja foi concluída
e Cândida sentiu-se segura. Anos se passavam e sobrevivia, mantendo a alma
distante das portas do inferno, no entanto creio que sabe o que foi ocorrendo,
não? Filhos, netos, amigos, vizinhos, todos morreram. O tempo passou e deixou de
somar anos, para somar séculos. A aparência definhou. Foram restando apenas
ossos e lembranças. Passou a levar os dias sentada, na porta de casa,
perguntando a quem passava se enfim a igreja havia caído. Passou a rezar para
que as pedras fraquejassem, mas nada.

Antero olhou ao redor e um tremor passou por sua espinha. As paredes eram tão
grossas e as pedras tão compactas que poderiam agüentar mais um milênio, mesmo
sem manutenção.

– Sim, quem saberá o quanto essas paredes ainda permanecerão de pé? Cândida
compreendeu isso e um dia pediu ao padre daqui, depois de contar sua história,
que pudesse permanecer sob o altar, deitada, até que o mesmo sucumbisse. Está lá
desde então, orando sem parar. – Venha, recoloquemos a pedra em seu lugar.

O jovem padre não queria acreditar no que ouvia, porém não discutiu. Assumiria a
igreja no dia seguinte e avaliaria o caso. Limitou-se a auxiliar Norato com o
piso. Quando cerrava o buraco, ouviu a reza saindo pela fresta ainda aberta.

– Reza para que Deus absolva seus pecados? Quer que Deus recolha sua alma para
junto de si? – Antero perguntou baixinho, lacrando totalmente o buraco.

– Creio que por alguns séculos pediu isso – respondeu o Norato erguendo-se –,
mas depois de tanto tempo sofrendo, deixa-se de acreditar em Deus. Até o inferno
se torna mais simpático. Tudo o que pede agora, é que caiam as pedras.

]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25489/que-caiam-as-pedras/comentarios.xml
<![CDATA[Anjo]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25144/anjo http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25144/anjo#comentarios Sat, 23 Jun 2007 17:29:46 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25144/anjo Essa é simplesmente perfeita!!! Amo, adoro e sou apaixonada por essa poesia... Espero que goste!!!! E esta é mais bonita que as ultimas que eu postei. hahaha


Teus olhos são como a noite
Trevas e luz;
Ó anjo, o céu em teus olhos
Se reproduz!
Tua alma inda não conhece
Teu coração;
Rubor que te acende as faces
É sem razão.
Inocente, quem gozara
Contigo o céu!
Quem dos amores contigo
Rasgara o véu!
Quem descerrara teus lábios
Com doce beijo!...
Dizendo: — amor — e em teus olhos
Via um desejo!
Tua face é como a aurora
Púrpura e luz!
Ó anjo, a aurora em teu rosto
Se reproduz!
Quero viver em teus olhos
Ó inocente!
Quero adorar-te prostrado
Eternamente!
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25144/anjo/comentarios.xml
<![CDATA[Lirio Astral]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25143/lirio-astral http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25143/lirio-astral#comentarios Sat, 23 Jun 2007 17:23:57 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25143/lirio-astral Essa é do eterno Cruz e Souza, amo o ritmo dela que é delicada e triste!!


LIRIO ASTRAL

Lírio astral, ó lírio branco
Ó lírio astral,
No meu derradeiro arranco
Sê cordial!

Perfuma de graça leve
O meu final
Com o doce perfume breve,
Ó lírio astral!

Dá-me esse óleo sacrossanto,
Todo o caudal
Do óleo casto do teu pranto,
Ó lírio astral!

Traz-me o alivio dos alívios,
Ó virginal,
Ó lírio dos lírios níveos,
Ó lírio astral!

Dentre as sonatas da lua
Celestial,
Lírio, vem lírio, flutua,
Ó lírio astral!

Dos raios das noites de ouro
Do roseiral,
Do constelado tesouro,
Ó lírio astral!

Desprende o fino perfume
Etereal
E vem do celeste lume,
Ó lírio astral!

Da maviosa suavidade
Do céu floral
Traz a meiga claridade,
Ó lírio astral!

Que bendita e sempre pura
E divinal
Seja-me a tua frescura,
Ó lírio astral!

Que ela enfim me transfigure,
Na hora fatal
E os meus sentidos apure,
Ó lírio astral!

Que tudo que me é avaro
De luz vital,
Nessa hora se torne claro
Ó lírio astral!

Que portas de astros, rasgadas
Num céu lirial,
Eu veja desassombradas,
Ó lírio astral!

Que eu possa, tranqüilo, vê-las,
Limpo do mal,
Essas mil portas de estrelas,
Ó lírio astral!

E penetrar nelas calmo,
Na paz mortal
Como um davídico salmo,
Ó lírio astral!

Vento velho que soluça
Meu sonho ideal,
No infinito se desbruça,
Ó lírio astral!

Por isso, lá no momento,
Na hora letal,
Perfuma esse velho vento,
Ó lírio astral!

Traz a graça do infinito,
Graça imortal,
Ao velho sono proscrito,
Ó lírio astral!

Adoça-me o derradeiro
Sonho feral,
Ó lírio do astral cruzeiro
Ó lírio astral!

Sê, ó lírio, ó doce lírio
De luz boreal,
Na morte do meu claro círio,
Ó lírio astral!

Perfuma, lírio, perfuma,
Na hora glacial,
Meu sonho de sol, de bruma,
Ó lírio astral!

Que eu suba na tua essência,
Sacramental
Para a excelsa transcendência,
Ó lírio astral!

E lá nas messes divinas,
Paire, eternal,
Nas esferas cristalinas,
Ó lírio astral!
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25143/lirio-astral/comentarios.xml
<![CDATA[Sedutoras e Perigosas]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25054/sedutoras-e-perigosas http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25054/sedutoras-e-perigosas#comentarios Fri, 22 Jun 2007 14:30:13 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25054/sedutoras-e-perigosas

Ola!!!
Estou escrevendo só para comunicar o pessoal do novo grupo que eu e a Beltante criamos "Sedutoras e Perigosas".


Essa aqui é a decrisão do grupo:

Poderosas! Sedutoras! Delicadas! Românticas! Mas acima de tudo uma mulher Perigosa.
Entre nesse grupo se você é ou ama mulheres assim!

" E, exatamente quando eu estava enlouquecido pela sua ausência, pior, pronto para espancá-la num acesso de fúria, ela aparecia sem falta linda, dócil, delicada nos meus braços, a encarnação de toda a poesia, o rosto que eu pintaria incessantemente se fosse Rembrandt, o corpo exato que o sucubo assumiria para me conquistar por inteiro para o demônio"


Aos interessados segue o link:
http://grupos.animespirit.com.br/sedutoras-e-perigosas



]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/25054/sedutoras-e-perigosas/comentarios.xml
<![CDATA[tentação]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24876/tentacao http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24876/tentacao#comentarios Tue, 19 Jun 2007 15:06:31 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24876/tentacao Essa foi a poesia mais "bonitinha" que meu (pessimo) humor de hoje me deixou postar, acho que as ultimas duas forram uma pessia esconha, mas é mais ou menos como eu estou agora!!


Ah, tu és uma tentação,
Na qual eu vivo a desejar
Cruel, mas tão embriagante.
Não suporto a dor,
A qual o destino me entregou.
Não agüento mais este sofrimento,
No qual a vida me deixou.
Pois amo-te tanto,
E tua distância só me faz sofrer,
Amo-te tanto, tanto,
E tua falta só me faz chorar.
Mas não consigo me controlar.
Tu és uma tentação
Na qual eu vivo a me perder.
Tão encantadora, tão bela.

És algo que não consigo,
Deixar de venerar.
Ah, tu és uma tentação,
Na qual eu vivo a desejar.
Tão envolvente, tão bela.
És algo que não consigo deixar de amar.


(Acho que o autor é J. Pimentel)]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24876/tentacao/comentarios.xml
<![CDATA[alu]]> http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24874/alu http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24874/alu#comentarios Tue, 19 Jun 2007 14:55:20 GMT http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24874/alu
Teus olhos molhados me enlouquecem
Minha garotinha
O pânico refletido neles
Tão linda
Tão linda quando chora
Você deitada, as roupas rasgadas
Apenas a lua a te iluminar

Me da vontade de te tomar nos braços
Aninhar minhas mãos em seus cabelos longos
Te fazendo levantar o rosto
E me fitar com seus olhos assustados
Quero te beijar com força
Sentir o gosto de seu sangue neste beijo

Você nunca entendeu
O que você me faz
Você me mata aos poucos
É essa , maldita inocência em seus olhos
Você é tão inocente
Me faz querer profaná-la
Quero ouvir seus gritos
Por que somente isso me acalma
Quero ter seu corpo

E também quero ter sua alma
Tudo o que eu quero
Tudo o que eu preciso
É de você garotinha
Então, por favor
Grite bem alto.
]]>
http://animespirit.com.br/motoco/jornal/24874/alu/comentarios.xml