Postado em 12/08/2009 20:48
Pense em uma moça jovem, de aproximadamente dezesseis anos, cabelos castanhos e olhos verdes. Seu nome é Fernanda e ela estuda no ensino médio. Descreva uma situação aterrorizante em três a cinco parágrafos, mostrando como ela reagiu perante o perigo. Exemplos: atravessando um cemitério à noite, sendo atacada por marginais, perdendo-se numa mata escura. Só cuidado para não fugir muito do personagem.
Parecia ser um dia comum. Fernanda voltava para casa, como sempre fazia toda sexta-feira, tarde da noite. Estava bêbada, como normalmente ficava depois de participar das festas alucinadas de Josh, e caminhava pela rua a procura do seu carro. Um lindo Clio. Havia acabado de ganhar de seus pais. Na cidade de Nova York adolescentes de 16 anos já tem permissão para dirigir, claro que isso não inclui aqueles que estão impregnados com bebida alcoólica em seu estômago. Fernanda mal conseguia se por de pé, e estava com a típica aparência pós-farra. Seus cabelos castanhos estava bagunçados em diversos aspectos, seus olhos verdes estavam injetados, talvez pelo cansaço e ela pressionava a mão fortemente na cabeça. Olhou em volta e constatou, frustrada, que não fazia ideia de onde havia deixado seu carro. Bufou alto e abriu a bolsa à procura de suas chaves, na esperança de que ele estivesse por perto e piscasse, denunciando seu paradeiro. Foi quando, de repente, um homem chegou por trás e a agarrou. Surpresa pelo movimento brusco soltou um gritinho de susto. Agora estava enraivecida. Ouvira dizer que alguns dos idiotas de seu colégio tentariam se passar por bandidos logo após essa festa. Uma pré-brincadeira da festa de Halloween que aconteceria na próxima semana. Sua voz estava arrastada devido ao alto teor de álcool: - Chega, parou a brincadeira! Não vejo graça nenhuma nisso. – O homem não a soltou. Apenas continuou agarrando seu pescoço e pressionando-o cada vez mais forte. Fernanda estava começando a sentir falta de ar, ela debateu-se na esperança de que seja lá quem fosse o idiota que a estava agarrando percebesse que a brincadeira há muito perdera a graça. - Cala a boca. Não grite, não faça nada e você talvez viva. – O homem murmurou em seu ouvido em uma voz fria, meio esganiçada, e completamente maléfica. Em seguida deu um risinho de desdém e completou – Não é uma brincadeira garota tola. Se ficar quietinha e fizer tudo o que eu mandar, então pode até ser que eu lhe poupe. – Fernanda parou de se debater quase que instantaneamente, um calor misturado com um frio começavam a subir pelo seu corpo. Ela tinha consciência de que suas mãos tremiam e suavam, involuntariamente. Em sua cabeça pensamentos de todos os tipos voavam a cada segundo; Eu vou morrer, ele vai me matar, socorro, alguém me ajude. O álcool não ajudava em nada, aliás, apenas piorava sua situação. Dessa maneira ela não conseguia pensar claramente, não mantinha firmeza nas pernas e nem mesmo possuía força alguma para enfrentar o cara que a ameaçava. Ele agora segurava uma pequena faca de encontro a sua barriga, tendo certeza de que ao menor movimento mal calculado ela sentiria uma perfuração dolorosa. Enquanto ele a arrastava para um beco escuro qualquer, Fernanda ia se despedindo de sua vida; pois parecia ter certeza de que aqueles seriam seus últimos suspiros. Ela ia sentindo a chave de braço do homem cada vez mais apertada em volta de sua garganta e decidiu parar de lutar. Aos poucos foi fechando os olhos até ficar completamente imóvel. Tendo apenas um único pensamento habitando sua mente: o desejo de que ela estivesse sóbria. Seu corpo foi encontrado uma semana depois. Ela havia sido estuprada e morta logo em seguida. Ou talvez tenha morrido antes, a polícia não tinha muita certeza. Sua bolsa havia sumido, mas as chaves de seu carro não. Estavam caídas do seu lado. Abandonadas. O Clio? Bem, no final das contas ela não estava muito longe de seu carro. De fato, tudo o que precisaria ter feito era olhado para a esquerda e com certeza, o veria.
Ficou um pouquinho longo. rs.
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