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Nome: Louis de Pointe du Lac
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Louis

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~Louis - Jornais

  39 jornais


Adeus...

Postado em 12/04/2009 19:33

Meus pés não tocam mais o chão.
Meus olhos não veêm minha direção.
Da minha boca saem coisas sem sentido.
Você era meu farol e hoje estou perdido.

O sofrimento vem à noite sem pudor.
Somente o sono ameniza minha dor.
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso teu olhar.


Eu corro pro mar pra não lembrar você.
E o vento me traz o que eu quero esquecer.
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar.
Nos teus braços é o meu lugar.
Contemplando as estrelas, minha solidão.
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar...

Perdi o jogo, tive que te ver partir.
E minha alma sem motivo para existir.
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar

Você é o encaixe perfeito do meu coração.
O seu sorriso é a chama da minha paixão.
Mas é fria a madrugada sem você aqui.
Só com você no pensamento.


D'Black

Agora serei algo que passou na tua vida. Mas, para mim, tu serás sempre
alguém que lembrarei com muito amor...

Para alguém muito especial pra mim.




Isso é um adeus, não tenho muito o que dizer, apenas que fico grato por um dia participar de alguma forma na vida de algumas pessoas. Eu vou feliz, quem sabe em alguma outra dimensão, ou vida, nos encontraremos de novo... A vida é um mistério sem fim, contemplamos a sua beleza, pois somos dignos dela, o valor está no que as pessoas acreditam, se acreditam que vão ser felizes, quem sou eu pra dizer o contrário. xD Tudo é um aprendizado, todas as experiências, todas as dificuldades, são algo pra que possamos aprender e sermos cada vez melhores. Mas é preciso saber viver, aprender a valorizar tudo, até um folha que cai de uma arvore, e um beijo que damos em nossos pais, nossa família, em uma namorada... O que somos diante de tão grandiosa vida, se não o que podemos deixar para as pessoas que amamos, muito amor, muito do que se lembrar, muita alegria, muita paixão... Acho que posso agora dar um fim em minhas filosofias...
Enfim, adeus a todos...

Nasci para a morte, morri para a vida... xD
Carlos Luciano Netto

Louis


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A primavera da despedida...

Postado em 02/04/2009 22:29


Caem as folhas, despem-me a alma, fico triste, fico só
Meu tronco retrocido agonia num lamento puro e insano
Peço ao vento que tenha piedade, que tenha dó

Eis minha impureza, eis o odor a fel que emano
Meus ramos entrançados dançam as despedidas
Sentem a partida dos doces momentos desta quimera
Ficaram sós, sem suas ninfas, as suas folhas caídas
Perdem a noção do tempo, onde o tempo a morte gera

Minhas raízes vão morrendo, sem água definham
Secas e moribundas apelam ao tronco por seiva pura
Com silêncio e como num fuzilamento se alinham
Esperando o tiro o aperto macabro da pedra dura

E morrem...

O tempo passa... os dias vêm...
...e então...


Renasce a esperança de uma nova era de uma nova vida
Brotam dos meus ramos pequenos beijos verdes, rebentos
A força da vida chega, vem então minha alma querida
Possui o meu tronco, meus ramos por calor estão sedentos


Hó! Folhas, musas dos meus sonhos do meu encanto
Dancem, cantem a uma nova ordem, a uma nova vida
Beijem, abracem, transmitam a alegria, deixem o pranto
Proclamem esta Primavera, a morte está de partida.


Filipe[i]


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A espera...

Postado em 12/03/2009 19:25

Quando a morte me cingir o rosto, meus genuínos amigos, à beira do féretro, estarão emudecidos.
Mas espero como ditosa lembrança que não estejam tristes,
Pois nada me será mais glorioso como o cessar súbito desta vida,
Que tanto me ferira e não ouvira o meu bramir.
Estarei distante, no entanto, sem a precisão de fingir que o amor era realmente um poema.Eu vivera, mas nunca à vida - invólucro sujo e fétido, que maculara a essência dos despojos do amor,
Ali, por todas as manhãs pardacentas e amordaçadas pela virulência e esquivança desses corações empedernidos, no entanto, também tão vulneráveis.Saibam, eu direi sem temor, que os livros não saciam a fome dos miseráveis, talvez afague a taciturna alma, porém é níveo que os miseráveis sustentam a inspiração dos poetas. Perdoem-me por esta verdade tosca, mas é fato que todo coração poético é edaz e presunçoso, e a quem não quer ouvi-la, toda verdade é bruta. Novamente peço perdão, mas aos insanos e temerários poetas, toda desgraça é como o lírio dos vales, é como céu de nácar, é bruma, é bem-vinda; toda desgraça, todo o sangue alheio; o teu sangue, meu amigo, o nosso sangue, o mar de dor e toda mazela mundana. Tudo se torna colunas a um poema, a uma crônica ou a uma loucura, prova disto é o que vós ledes neste momento: Minha morte é um poema.Os poemas permanecem vivos, mesmo aí, no calabouço soturno da vida, com a razão sempre temerosa e dispersiva. Não direi adeus, e não desperdicem vossas lágrimas por este molambo poeta em palavras e amor, ah não chorem, não é lícito por quem não amou a vida. Insisto, não deixarei o adeus, mas direi que espero por vós, deitado à sombra do Himeneu e ouvindo o sermão de Deus.Bravo!Bravo meus amigos, não chorem, mas cantem a glória, reguem os poemas e as músicas, meus únicos amores que a vida me permitira provar. Nasci para a morte, morri para a vida.



Alexandre Viana Rocha

“Por favor, permitam que eu, ao meu leito nupcial, assim adornado, me recolha e que depois espalhem as flores sobre meu túmulo.”
Louis de Pointe du Lac


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Até que ponto...

Postado em 06/03/2009 18:50


Até que ponto somos capazes de ir
O tempo é uma sombra que me faz refletir
Como se tudo dependesse dele
Nasce o sol e o dia passa
Sinto-me prisioneiro do mundo
Não sei o que sou, sei que existo
Na complexidade,
Nos inúmeros espelhos que torcem por reflexões falsas
Numa realidade que não há em nenhuma parte
Sinto-me viver a metade
Incompleto, como se apenas participasse
De algo alheio a mim
Creio ainda no mundo,
Porque vejo, penso e não compreendo
Amo a vida, como a morte
Esta me mostra sempre uma razão de continuar vivendo
Sonho, uma espécie de dever
Construo um palco e faço nele o meu cenário
O meu melhor espetáculo
Sinto tudo e nada ao mesmo tempo
Tudo me é longínquo
O silêncio se refaz
O meu corpo está deitado na realidade
E sinto-me morrer a cada segundo que passa
Ainda assim, sei que estarei vivo e completo
No que tange a minha realidade...






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Nunca morre...

Postado em 03/03/2009 19:02


Um amor desfeito.
Despedaçado.
Foi quase morto,logo ao nascer,
Aquilo,que tinha so começado
devia morrer
condenado,
a não viver...

Sua raiz,tão forte e formosa,
se preparava para na vida se expandir,
mas a linda manhã,se tornou chuvosa
o amor deixou de existir
primavera chorosa,
uma flor a cair...

Queria sobreviver a todo custo,
esse amor,tinha o direito de crescer,
quase morrendo,lutou contra o ato injusto,
não chegou a falecer
se mostrou forte e robusto,
não queria,desaparecer...

Descobrí,que um amor não se destrói,
mesmo tentando,várias vezes seguidas,
e lembrança pura que me corrói,
suas saudades doloridas
que maltrata e dói,
pertencem a nossas vidas...

Lutou contra o destino,foi bravo e forte,
mas que ele crescesse,voce não quiz,
triste amor,que ao nascer não teve sorte,
nem eu nem ela,foi feliz
foi condenado a morte,
para mata-lo, ainda que haja dor
Só o tempo irá me dizer...


gil de olive

Escutando: Billy Joel
Lendo: O banquete
Bebendo: Vinho

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A consciência da inconsciência

Postado em 25/02/2009 14:05


Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempr, fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos.Mas ao ouvi-la, não a escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ela já me respondeu. Mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ela disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Eu não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.Verifico que, tantas vezes alegre, tantas vezes contente, estou sempre triste.Não vejo, sem pensar.Não há sossego - e, ai de mim!, nem sequer há desejo de a ter.A solidão desola-me, a companhia oprime-me. Sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir. Mesmo eu , o que sonha tanto, tenho intervalos em que o sonho me foge. Então as coisas aparecem-me nítidas. Esvai-se a névoa de quem me cerco. E todas as arestas visíveis ferem a carne da minha alma. Todas as durezas olhadas me magoam o conhêce-las durezas. Todos os pesos visíveis de objectos me pesam por a alma dentro.Sumir-me-ei entre a névoa, como um estrangeiro a tudo, ilha humana desprendida do sonho do mar e navio com ser supérfluo à tona de tudo.Condillac começa o seu livro célebre, "Por mais alto que subamos e mais baixo que desçamos, nunca saímos das nossas sensações". Nunca desembarcamos de nós. Nunca chegamos a outrem, senão outrando-nos pela imaginação sensível de nós mesmos. As verdadeiras paisagens são as que nós mesmos criamos, porque assim, sendo deuses delas, as vemos como elas verdadeiramente são, que é como foram criadas. Não é nenhuma das sete partidas do mundo aquela que me interessa e posso verdadeiramente ver, a oitava é a que percorro e é a minha.

Fernando Pessoa


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Em busca da perfeição

Postado em 18/02/2009 21:00


Soam vãos, dolorido epicurista,
Os versos teus, que a minha dor despreza;
Já tive a alma sem descrença presa
Desse teu sonho, que perturba a vista.
Da Perfeição segui em vã conquista,
Mas vi depressa, já sem a alma acesa,
Que a própria idéia em nós dessa beleza
Um infinito de nós mesmos dista.

Nem à nossa alma definir podemos
A Perfeição em cuja estrada a vida,
Achando-a intérmina, a chorar perdemos.

O mar tem fim, o céu talvez o tenha,
Mas não a ânsia da Coisa indefinida
Que o ser indefinida faz tamanha...
.

Fernando Pessoa



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Saudade de você...

Postado em 10/02/2009 21:49

De ti somente um nome sei, Amor,
É pouco, é muito pouco e é bastante
Para que esta paixão doida e constante
Dia após dia cresça com vigor!

Como de um sonho vago e sem fervor
nasce assim uma paixão tão inquietante!
Meu doido coração triste e amante
Como tu buscas o ideal na dor!

Isto era só quimera, fantasia,
Mágoa de sonho que se esvai num dia,
Perfume leve dum rosal do céu...

Paixão ardente, louca isto é agora,
Vulcão que vai crescendo hora por hora...
O meu amor, que imenso amor o meu!


Florbela Espanca

É em tua homenagem, pode mudar de nome o quanto quiser, mas sempre será o meu amor, a minha bela Julieta.

Ik hou van jo
Je t'aime
Amo-te...



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Silêncio

Postado em 30/01/2009 20:08

Deixa que eu te ame em silêncio.
Não pergunte, não se explique,
deixe que nossas línguas se toquem,
e as bocas e a pele falem seus líquidos desejos.
Deixa que eu te ame sem palavras
a não ser aquelas que na lembrança ficarão
pulsando para sempre
como se amor e vida
fossem um discurso
de impronunciáveis emoções.



Affonso Romano de Sant’ Anna


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Livro do Desassossego

Postado em 25/01/2009 22:26


Perscruto teus pensamentos — e tu não me percebes. Percebo a confusão do teu coração — tu não me sentes. Sinto a pulsação estranha do teu sangue — e tu jamais poderás sentir ou perceber nem o meu movimentar, nem o escorrer do meu sangue ou qualquer outra coisa inerente a uma mortalidade que eu não possuo. Eu não estou nem morto, nem vivo. Simplesmente existo.
Sentirás, quem sabe, em teus caminhares em terras ignotas, ecos do meu ódio. Meu desejo perene de te ver morta e acabada, para nunca mais pensares em distâncias e tolices. Não quero te matar. Teu sangue às minhas mãos seria insípido como a água.
Inútil. Saio daí. Deixo-te caminhares em tua estrada de ilusão como um barco de papel navega rios de lama numa tarde de chuva ininterrupta: ludibriado do destino que terá.
Mistério: por que te dei tamanha atenção, se eras incapaz de sentir-me com tamanha plenitude?
Permanecerei invisível aos teus sentidos obtusos para todo o sempre.


Fernando Pessoa
Livro do Desassossego



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