~super-sakura15 - Jornal http://animespirit.com.br/super-sakura15 AnimeSpirit a sua Comunidade de Animes Thu, 01 Mar 2012 00:38:19 GMT pt-br Copyright 2001-2012 AnimeSpirit AnimeSpirit webmaster@animespirit.com.br 1 ~super-sakura15 http://animespirit.com.br/uploads/comunidade/avatares/s/u/53206,1258028600.jpg http://animespirit.com.br/super-sakura15 <![CDATA[ :: História do Bairro da Liberdade ::]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/133341/historia-do-bairro-da-liberdade http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/133341/historia-do-bairro-da-liberdade#comentarios Wed, 18 Mar 2009 14:21:12 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/133341/historia-do-bairro-da-liberdade
RUA CONDE DE SARZEDAS


Em 1912 os imigrantes japoneses passaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde na parte baixa havia um riacho e uma área de mangue.

Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todas tinha porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.

Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”.

Em 1915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas.

Em 1932 eram cerca de 2 mil os japoneses em São Paulo. Eles vinham diretamente do Japão e também do interior, após encerrarem o contrato de trabalho na lavoura. Todos vinham em busca de uma oportunidade na cidade. Cerca de 600 japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros moravam nas ruas Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, Tomás de Lima (Hoje Mituto Mizumoto), onde em 1914 foi fundado o Hotel Ueji, pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo, e dos Estudantes.
Os japoneses trabalhavam em mais de 60 atividades, mas quase todos os estabelecimentos funcionavam para atender a coletividade nipo-brasileira.

A Expulsão

A vida não era fácil para os imigrantes japoneses que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos anos 20 e 30, eles já estavam integrados à vida da cidade. Havia jogos de beisebol nos fins de semana, as crianças podiam estudar em escolas de ensino do idioma japonês. Podia-se saborear comida japonesa nas pensões e ler publicações em japonês.

Em julho de 1941, o governo ordenou a suspensão da publicação dos jornais em língua japonesa. Com o início da guerra no Pacífico, em 1942, o governo de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com o Japão, fechando o Consulado Geral do Japão (fundado em 1915 na rua Augusta, 297). No dia 6 de setembro, o governo decretou a expulsão dos japoneses residentes nas ruas Conde de Sarzedas e Estudantes. Somente em 1945, após a rendição do Japão, é que a situação voltou à normalidade na região.

Os Jornais Japoneses

Em 12 de outubro de 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, o primeiro no pós-guerra entre os nikkeis. Em 1º de janeiro de 1947 foi a vez do Jornal Paulista. No mesmo ano foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), ainda hoje presente no bairro da Liberdade, que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A agência de viagens Tunibra, inicia as atividades no mesmo ano.
Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 47, no auditório do Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade.

O Cine Niterói

Em 23 de julho de 1953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1.500 espectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes diferentes produzidos no Japão, para o entretenimento dos japoneses de São Paulo.
A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas. Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia – atual sede da Associação Aichi Kenjin kai), Jóia (na praça Carlos Gomes – hoje igreja evangélica) e Tokyo (rua São Joaquim – também igreja).

Em abril de 1964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô) na esquina das ruas São Joaquim e Galvão Bueno.

Associação dos Lojistas

Em 1965 foi fundada a Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade, precursora da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL, sob a presidência de Yoshikazu Tanaka, para defender os interesses do bairro perante as autoridades municipais e estaduais. Com a crescente criminalidade do bairro, promovem encontro com os responsáveis pela Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar.

A Liberdade passa a ser o local de visita obrigatória para todos os visitantes da cidade. Em 1967, o bairro recebeu a visita do então Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko, hoje o Casal Imperial do Japão.

Na década de 60, as atividades e os interesses dos japoneses em São Paulo foram conduzidas pela Associação Cultural Japonesa (hoje Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa) e pela Associação dos Lojistas, pois eram as duas entidades mais representativas da comunidade.

Nova Urbanização

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. A Diametral Leste-Oeste obrigou o cine Niterói, marco inicial da prosperidade do bairro, a se mudar para a esquina da avenida Liberdade com a rua Barão de Iguape (atualmente funciona no local o Hotel Barão Lu). A rua Conselheiro Furtado, que era estreita, foi alargada, diminuindo a força comercial do local. Além disso, com a construção da estação Liberdade do metrô, na década de 70, alguns pontos comerciais das ruas Galvão Bueno e na Avenida Liberdade desapareceram.

A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos.

Além e lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bon odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas japoneses passaram a receber também artistas e cantores japoneses.

Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas Suzurantõ. Em 1973, Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.

Em 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a caracterização do bairro oriental. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na praça da Liberdade.
No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil, iniciou-se a prática do Radio Taissô, na praça da Liberdade. São dezenas de pessoas que fazem uma sessão diária de ginástica.

Nas décadas de 80 e 90, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro. As principais atividades culturais da Liberdade são realizadas com a promoção da ACAL e fazem parte do calendário anual do município:

Abril – Hanamatsuri – Festival das Flores, em conjunto com a Federação das Seitas Budistas. O desfile do grande elefante branco carregando o pequeno Buda acontece no sábado.

Junho – Campenato de Sumô da Liberdade – grande campeonato com atletas de todo o país. Realiza-se aqui a seleção dos atletas juvenis que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Sumô. A arena (dohyo) e as arquibancadas são montadas em plena praça da Liberdade.

Julho – Tanabata Matsuri – Festival das Estrelas, em conjunto com a Associação Miyagui Kenjinkai. As principais ruas do bairro são enfeitadas com bambu e grandes enfeites de papel simbolizando as estrelas. Os visitantes colocam um pedaço de papel com pedidos.

Dezembro – Toyo Matsuri – Festival Oriental. Apresentação de várias manifestações culturais do oriente. O bairro recebe o Nobori, coloridas bandeiras verticais.

Dezembro – Moti Tsuki – Festival de Final do Ano. O arroz é socado em pilão para a confecção do moti (bolinhos de arroz) que é distribuído aos presentes para dar sorte. Sempre no dia 31 de dezembro.

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<![CDATA[Entenda de uma vez o real significado da palavra Card Game]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115553/entenda-de-uma-vez-o-real-significado-da-palavra-card-game http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115553/entenda-de-uma-vez-o-real-significado-da-palavra-card-game#comentarios Fri, 24 Oct 2008 01:19:55 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115553/entenda-de-uma-vez-o-real-significado-da-palavra-card-game [i] Muita gente ainda está de fora deste gigantesco mundo dos TCGs. Muita gente sequer sabe o que quer dizer TCG. E, para que os visitantes da Anime Pró não fiquem de fora, vamos apresentar a vocês toda informação que vocês precisam, desde o básico até o mais avançado. Mas antes de tudo precisamos saber uma coisa: O que é TCG?

TCG é uma sigla na língua inglesa, que quer dizer Trading Card Game, ou seja, Jogo de Cartas Colecionáveis. TCG é a sigla usada para designar os tão famosos card games, uma verdadeira febre no universo da animação japonesa. Pode não chegar ao Brasil, mas no Japão, existem diversos card games de praticamente todos os animês mais conhecidos, e os fãs não se cansam de comprar mais e mais boosters, para completar suas coleções de cartas e tornarem seus baralhos mais e mais poderosos. O mundo do TCG, como já dito, é um mundo vasto, cheio de termos, gírias e afins, e demora um pouco até que você se acostume com tais costumes. Mas, uma vez que aprende, você nunca mais esquece. Pode parecer bobagem para alguns, mas um Card Game pode ser mais emocionante que uma partida de videogame, as vezes, pois o desafio é ali, cara a cara, segundo a segundo, sendo disputado entre duas pessoas, sejam elas amigas, inimigas, rivais ou familiares, o card game é um jogo que pode ser jogado por pessoas de todos os sexos e todas as idades, sem distinção.

Basicamente, para jogar um card game você precisa de apenas duas coisas: um deck e um oponente. O deck é baralho que você possui, onde você coloca suas melhores cartas para duelar com outros jogadores. Geralmente, os bons jogadores tem sempre mais de um deck, uma vez que na maioria dos jogos existem diferenças de elementos, fazendo com quem tiver um deck mais balanceado para a situação vença. Decks você pode comprar de diversas formas: pré-montados, aleatórios, montar você mesmo, carta a carta, você escolhe o modo que preferir e que estiver a seu alcance. Lógico que, dependendo do card game, conseguir um bom deck pode acabar custando uma pequena fortuna, mas quando você está com seu deck montado e duelando com outros oponentes a altura, você percebe o quanto valeu cada centavo empenhado em suas cartas. Mas, se você tem medo de comprar um deck e não ter com quem jogar, saiba que existem diversos pontos no país, principalmente nas capitais, onde vários jogadores se reúnem, para travarem incríveis duelos nos seus card games preferidos. Além disso, ainda existem os eventos, sejam de animê, rpg ou similares, onde você sempre acaba encontrando um ou outro jogador de card games. Mas, é claro, você tem de fazer a propaganda do seu produto: ninguém saberá que você é um jogador de card games a não ser que você deixe isso bem claro para os outros: andar portando sempre o seu deck, arranjar amigos que também sejam jogadores, ficar perambulando em frente a alguma loja até que algum outro jogador apareça. Algum destes pode parecer meios estranhos de se conseguir um bom duelo, mas são eficazes na maioria dos eventos. E, afinal, se você não conseguir um oponente, não poderá jogar, certo?

Bom, para você não ficar perdido, vamos comentar sobre os TCGs mais conhecidos e jogados no Brasil. O mais clássico de todos é com certeza o Magic The Gathering, que apesar de não ser baseado em um animê, conquista vários fãs de animação pelo seu jeitão todo "mágico", com seres como elfos, magos e similares. Esse era o card game mais disputado em todo o Brasil, e o primeiro que teve sua versão lançada em português. É também o que mais possui cartas, com um número quase ilimitado de cartas, que custam desde dez centavos até dez mil reais. Correndo por fora vinha Pokémon TCG, que se tornou febre junto com a onda dos monstrinhos de bolso, que acabou esfriando aqui no Brasil. Mesmo assim, muitos adeptos deste card game foram se formando e, até hoje, travam duelos emocionantes usando seus Pokémons preferidos. Mas, se você está atrás de uma febre, então seu lugar é em Yu-Gi-Oh! Duel Monsters. O card game se tornou uma verdadeira onda no Brasil inteiro, impulsionado pelo grande nome que tem no Japão e pela chegada do animê nas TVs, Yu-Gi-Oh! Duel Monsters é com certeza o mais interativo e emocionante card game já criado, com infinitas possibilidades, exigindo muita estratégia do duelista.

Conhecido os card games, é a hora de você escolher o seu preferido e sair duelando por aí. Mas lembre-se: cuidado com falsificações, o maior vilão dos jogadores de card games! Você pode estar comprando gato por lebre! Mas é claro que a Anime Pró não vai te deixar na mão e vai te ajudar a fazer a coisa certa.

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<![CDATA[O grande barato de editar um fanzine ]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115374/o-grande-barato-de-editar-um-fanzine http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115374/o-grande-barato-de-editar-um-fanzine#comentarios Thu, 23 Oct 2008 01:51:29 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115374/o-grande-barato-de-editar-um-fanzine Afinal de contas, por que muita gente parece perder tempo (e dinheiro) produzindo um fanzine? A verdade é que a satisfação gerada pela confecção de um zine ? de ver o seu esforço pessoal concretizado na forma de uma revista, de poder distribuí-lo por aí, e por fim, de poder receber comentários (favoráveis ou não) ? não tem preço, e muitas vezes, valem mais que rios de dinheiro...

Por que a gente faz fanzine?
Os motivos podem ser inúmeros, mas geralmente os fanzineiros são formados por fãs de determinado assunto, como personagem ou autor de quadrinhos, atores de cinema, músicos etc. É muito comum grupos de fãs formarem um fã-clube, e daí, surgir um boletim com notícias destinadas a suprir a necessidade de informação deles e de outros interessados pelo assunto.
Aqui no Brasil, o primeiro caso de um boletim informativo é creditado ao Sr. Edson Rontani, de Piracicaba ? interior de São Paulo ? que, em 1965, lançou o Ficção (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond). Adiante, Rontani voltaria a lançar outras publicações independentes, assumindo de vez o termo inglês "fanzine" (magazine do fã = revista do fã), para elas, a partir de meados dos anos 1970.
Há também, aqueles que buscam o caminho da profissionalização através dos zines, seja como um pesquisador, entrevistador, tradutor, ou mesmo como desenhista e roteirista de histórias em quadrinhos. Surge então, um novo termo para essas publicações que trazem única e exclusivamente HQs do autor: "Revistas Independentes".
Há inúmeros exemplos de quadrinhos independentes que acabaram virando obras profissionais, tais como os de André Diniz (proprietário da editora Nona Arte), o do personagem Meteoro (deste que vos escreve), publicado pela Editora Escala, e da heroína Velta, de autoria de Emir Ribeiro ? que inclusive, chegou a ser desenhada por Mike Deodato (atual desenhista do Hulk). Nos últimos anos, Velta abrilhantou dois álbuns publicados pela Opera Graphica Editora.

Como fazer, como divulgar e onde distribuir um fanzine?
Antigamente, era comum produzir fanzines em mimeógrafos. A dificuldade, entretanto, era conseguir aplicar as imagens no trabalho. Com o surgimento das máquinas copiadoras, esse problema foi sanado. Além disso, as copiadoras propiciavam ao editor do zine, produzir poucas cópias (entre 20 e 50) a um custo unitário bem baixo. O problema é que até o final da década de 1980, a qualidade das cópias eram muito ruins, e costumavam ficar apagadas com o tempo ? o que depreciava todo o trabalho do fanzineiro.
Em meados dos anos 1990, com o advento de duplicadores digitais, o sonho de vários editores independentes em poder imprimir uma tiragem que ultrapassasse a marca de 100 cópias a custos acessíveis tornou-se realidade, embora a qualidade de impressão neste processo, ainda esteja diretamente ligada à boa vontade do operador da máquina. Alguns editores mais abonados (ou propensos a sacrifícios), preferem imprimir no sistema off set ? que costuma sair mais caro no total, mas bem barato, na unidade, e que por conseguinte, dá um aspecto mais "nobre" à sua publicação. Os exemplos são inúmeros, mas podemos destacar a graphic Semideuses, do grupo Saga, de 1993, e o gibi Os Protetores, do selo alternativo Fire Comics, lançado em 1995. Dois mais recentes, podemos destacar o DB Milênio, da Equipe DBM (hoje, Anime Pró).
Mas se você é daqueles que está se iniciando na fanedição (termo usado no meio alternativo a respeito dos editores de fanzines), e não tem a pretensão de investir muito dinheiro nele, a produção básica, consiste no seguinte:

- Ao dobrar ao meio uma folha A4, automaticamente, você terá 4 páginas a sua disposição. Se por acaso, você intercalar, digamos, mais 4 folhas dobradas, você já terá um "boneco" de revista de 20 páginas, no formato 15 x 21 cm.

- Hoje em dia, com a facilidade da informática, você pode diagramar todo o fanzine no computador. Daí, é só imprimir as páginas no formato especificado e colá-las no boneco.

- Com o boneco completo, você o levará aberto à uma copiadora e imprimirá a quantidade de cópias que quiser.

- Hoje em dia, muitas copiadoras fornecem o serviço de grampear e laminar as bordas da revista (para que não se crie o efeito "escadinha" nas folhas). Mas caso você não se importe com o efeito "escadinha" e queira economizar no serviço de grampo, leve as cópias para casa e as coloque abertas e centralizadas sobre uma borracha macia. Abra a lingüeta de seu grampeador e o pressione contra o centro da folha. Daí, é só desprender a borracha, dobrar as folhas, e sua revista (fanzine) estará montada.

É preciso você ter a consciência de que um fanzine não é um trabalho que visa o lucro ? ao menos imediato ?, e que alguns exemplares podem (e devem), seguir como "cortesia do editor", a fim de que seu trabalho conquiste alguma repercussão. Para divulgar seu fanzine, você poderá enviá-lo a vários lugares, como jornais e seções de cartas de revistas em quadrinhos. Mas não há garantia nenhuma que você conseguirá algum tipo de repercussão com isso. Não é nem por má vontade dos jornalistas e editores, mas sim, por disponibilidade de espaço e proposta de suas colunas. Mas o legal, é que no meio alternativo a camaradagem costuma imperar entre os fanzineiros. Uns costumam divulgar os outros em suas páginas. O QI, de Edgard Guimarães, é uma publicação voltada, quase em sua totalidade, à divulgação de fanzines. É só enviar um exemplar para o Edgard (Rua Capitão Gomes, 168 ?Brasópolis ? MG 37530-000); que ele fará uma resenha e reproduzirá seu zine no QI (Quadrinhos Independentes) ? que por sua vez, tem uma distribuição abrangente de 500 exemplares.

- Por fim, além de distribuir seu fanzine pelo correio, você poderá colocá-los em lojas especializadas (comic shops) e até em bancas de jornais, à base de consignação. Geralmente, os lojistas são mais receptivos a revender fanzines que os jornaleiros, pois suas lojas são verdadeiros points, lugares mais propícios a aparecerem possíveis interessados neste tipo de trabalho. Você pode usar seu poder de barganha, e tentar vender diretamente ao lojista, ou quem sabe, conseguir um anúncio pago da loja dele em sua publicação ? o que já ajudaria nos gastos de produção.

Produzir um fanzine ou revista independente é uma atividade prazerosa, que propicia ao editor, ensinar e aprender, ao mesmo tempo. O contato via correio é muito bacana, e você acaba conhecendo muita gente interessante, que podem até se tornar suas amigas, futuramente. Se a profissionalização for sua meta, os zines, com certeza, servirão de laboratório para você experimentar e aprimorar seu talento ? seja o de escrever, seja o de desenhar. Leve sempre em conta as opiniões sinceras, principalmente as críticas, e saiba tirar proveito de tudo. Saiba que muitos que começaram nos fanzines, hoje são excelentes profissionais. Quem sabe você poderá ser o próximo, hein?

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<![CDATA[História do Japão]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115372/historia-do-japao http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115372/historia-do-japao#comentarios Thu, 23 Oct 2008 00:27:09 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115372/historia-do-japao [b]O Japão é um país de cultura única, sua história até hoje é cheia de mistérios e segredos, isso devido a seu "isolamento" de outras nações asiáticas ? a divisão por eras foi feita para facilitar o bom entendimento de sua história. No decorrer das descrições, vamos perceber que o país é marcado pelo patriotismo e vamos entender toda a curiosidade que essa cultura e história nos trazem.

** a 8000 a.C
Período "Pré-Cerâmico"

Definir com toda a certeza em que época realmente iniciou-se a civilização japonesa é muito difícil, mas os vestígios de vida no arquipélago indicam que pelo menos a 100 mil anos atrás, em uma época em que a área que corresponde ao Japão era colada ao continente asiático (prova disso foram os fósseis de mamute e de elefante naumann encontrados na parte norte do arquipélago). Os habitantes da Eurásia passaram a migrar para o leste, o povo provavelmente estava seguindo os animais, tendo em vista que, na época, a caça e a alimentação por plantas selvagens eram seus hábitos. Diferente do que muitos pensam, muitos indícios mostram que a origem do povo japonês não é chinesa. Instrumentos de pedra e fósseis humanos desse período mostram que esse povo existe desde a idade da pedra lascada, chamado também de Período Pré-cerâmico ou Período Paleolítico.

8000 a.C. a 300 a.C.
Período Jomon

Um dos maiores períodos, que durou milhares de anos. Foi nele que o arquipélago que conhecemos como Japão realmente se formou, pois com um aumento considerável da temperatura, o gelo começou a derreter e o nível do mar se elevou, mas o Japão ainda não era oficialmente um país. Naquele período, o homem continuava vivendo da caça de animais e de plantas selvagens, mas já se iniciava a produção de recipientes de barro (cerâmica jomon), o uso do arco e flecha e as primeiras tentativas de plantio. O interessante é que a extinção de algumas espécies de animais (que possuíam tamanhos muito diferentes do que conhecemos hoje) não foi causada apenas pelas mudanças climáticas, mas sim por ações humanas.

300 a.C. a 300 d.C.
Período Yayoi

O período Yayoi durou cerca de 600 anos e foi um dos períodos que trouxe mais mudanças ao arquipélago japonês. Talvez isso tenha ocorrido devido às viagens que habitantes do arquipélago fizeram para regiões de difícil acesso e, também, pela emigração de coreanos ao país, que levaram novas culturas, novos idiomas. Foram os coreanos que levaram ao Japão as técnicas do plantio do arroz e o trabalho com o metal (bronze e ferro). Influenciaram também nos recipientes de barro, ferramentas de uso cotidiano, entre outras coisas. Mas nem tudo foi benéfico, junto com tantas novidades vieram as guerras pelo poder, onde o tamanho de uma "aldeia" determinava quem era o mais forte, a diferença entre os ricos e pobres e uma certa rivalidade entre regiões. Mas muitos perguntam: por que os antigos habitantes da Coréia começaram a migrar para o Japão? E a resposta é bem simples, cerca de 2.500 anos atrás a Coréia enfrentava uma guerra e para fugir dela muitos coreanos embarcaram rumo à ilha de Kyushu e lá começaram a implantar o plantio do arroz que logo se expandiu por todas as ilhas. Com o tempo, os aldeões perceberam que o arroz poderia ser estocado por um grande período e logo o tamanho desse estoque mostrava o poder e a riqueza de cada vila. Na era Yayoi as pessoas se alimentavam do arroz cru, que era cozido no vapor ou fervido, mas essa não foi a única novidade da alimentação no arquipélago japonês, pois legumes (soja, azuki e trigo) que foram trazidos pelos chineses e a alimentação à base de carne de animais como cavalos e gado também foram incorporados à cultura japonesa.

300 d.C. a 593 d.C.
Período Yamato ou Kofun

Antes de resumir esse período, é curioso dizer que muitos dos dados dessa época foram conseguidos apenas depois que historiadores pesquisaram a história da China, isso devido à grande influência que esse país teve no Japão. No início desse período, o Japão acabou ficando dividido em varias áreas, devido ao seu relevo, cada uma delas com seus próprios costumes. Novos itens como ferramentas agrícolas e armas começaram a entrar no arquipélago através da Coréia e China, a arte de cerâmica aumentou e tornou-se mais prática e até a escrita chinesa entrou no país para fins comerciais. O budismo foi introduzido no Japão graças a esses dois paises em 538 d.C. E foi durante a invasão de cavaleiros da Mongólia (que acabaram conquistando o país) que surgiu a dinastia Yamato, por volta de 250 d.C, Jimmu Tenno se consagraria o primeiro Imperador do Japão. Com o tempo, todas as pequenas vilas estavam sendo transformadas em um único Estado. Séculos depois, com o príncipe Shotoku Taishi (Shôotoku-Tishi), o poder dos proprietários de terras (os chamados ujis) foi diminuído consideravelmente. Destaques: a unificação do Japão como nação (por volta do 3º e 4º século) e a introdução do budismo no país.

593 d.C a 710 d.C
Período Asuka

Um período meio que conturbado, mas que trouxe muitas das características visíveis até hoje no país. Em 604 d.C é criada por Shotoku, a primeira Constituição do país, com 17 artigos. Essa organização centralizada é aumentada ainda mais em 645 d.C com a reforma Taika, que entre outras coisas criava impostos que deveriam ser pagos pelos camponeses. Tais mudanças devem-se principalmente ao budismo e ao confucionismo. Esse período que durou cerca de cem anos foi marcado também por avanços na parte de arquitetura e nas áreas filosóficas. Já na parte política, as coisas eram mais complicadas, pois no período Asuka ocorreu diversos atentados à família imperial (inclusive ocorrendo mortes) e muitas brigas entre famílias de grande poder no Japão. O período Asuka marca e muito a "aceitação" e consagração do budismo no país graças ao príncipe Shotoku. O período Asuka chega ao seu fim quando no governo da Imperatriz Genmei acontece a mudança da capital, que passa a ser Heijou-kyou (Heidjôokyôo), uma província de Nara.

710 d.C a 794 d.C
Período Nara

Esse período se inicia quando a Imperatriz Genmei transfere a capital imperial japonesa para Nara, uma cidade que foi construída baseada na capital chinesa Tang, o que prova a grande influência exercida pela China e pela religião budista nessa época. Foram construídos diversos templos budistas, por todo o país. Graças a isso, o crescimento cultural na área artística foi enorme. Foi nessa época que a escrita chinesa (Kanji) foi adaptada para o japonês. A sociedade em sua maioria era agrícola e dividida em aldeias. O regime uji-kabane (grandes proprietários) entra em decadência e floresce o regime Ritsuriô (administrativo). Muitas escolas com pensamentos budistas foram estabelecidas na capital Nara e uma se destacou por ser a mais apreciada pelos imperadores, a Sutra da Luz Dourada, que definiu Buda como o ser universal. Mais uma vez o período é finalizado com uma mudança de capital, a nova capital imperial do Japão passaria a ser Heian-kyou. Destaques: mudança da capital imperial e o crescimento do poder centralizado no país.

794 d.C a 1192 d.C
Período Heian (Heiã)

Com a posse do Imperador Kammu, novamente a sede da capital imperial muda de local, dessa vez seria Heian, que significa "capital da paz e da tranqüilidade" (essa capital, hoje em dia, é a província de Kyoto); foi justamente nessa época que surgiram os saburais (que possivelmente deram origem aos samurais). Por volta de 838 d.C. o Japão cortou as relações com a China devido à desordem que enfrentava. Já no século X, o Japão se encontrava sob o comando do clã Fujiwara e avançou muito na área cultural. Graças a isso, surgiu um sistema de escrita japonês de 46 símbolos básicos conhecido como Kana. Mas enquanto passava por um grande avanço cultural, na parte da política as coisas começaram a ficar mais difíceis e, por isso, duas nobres famílias, Taira e Minamoto, passaram a auxiliar os Fujiwara a manter a ordem em seu governo, com o recrutamento de camponeses. Mas logo toda essa harmonia entre as famílias acabou e o poder falou mais alto. Durante muito tempo ocorreram batalhas pelo poder ? nesse período complicado, surgiram de fato os samurais e em duas grandes batalhas, Hogen (1156) e Heiji (1159), a família Taira venceu e assumiu o poder. Taira Kiyomori foi o primeiro samurai a ocupar o poder. A família Tara não governou bem e logo passou a ser odiada por todos; somente 20 anos depois foi derrotada e Minamoto Yoritomo assumiu o poder, encerrando assim esse período cheio de evoluções e guerras. Destaque: surgem os samurais.

1192 d.C ? 1333 d.C
Período Kamakura

Minamoto Yoritomo consagra-se o vencedor da batalha e é denominado o Xogum, pelo imperador, assim se inicia uma nova época no Japão, um período em que os samurais se consagraram no poder. Nessa época, é criado o regime militar conhecido como Xogunato (ou bakufu). A capital imperial passa a ser em Kamamura, uma vila de pescadores bem protegida, ideal para se defender de grandes conflitos. Nesse período, o governo segue como base o código de honra dos samurais e, nessa mesma época, as espadas japonesas tornam-se as melhores do mundo. Um período calmo e de relativa evolução termina quando Yoritomo morre, assim como seus filhos, pouco tempo depois. A família Hojo passa a ser o poder no Japão e o país enfrenta bons tempos, a cultura novamente evolui e as relações com a China melhoram. Em 1220, o rei da Mongólia conquista toda a China devido ao seu grande armamento. Kublai Kan, neto de Genghis Kan resolve conquistar também o Japão e em 1274 desembarca com seu exército no arquipélago. Kublai Kan é derrotado pelos samurais e ainda tem seus navios atacados por fortes furacões, em duas tentativas. Com a vitória, os samurais mais uma vez se consagram como soldados leais e importantes, mas devido à guerra, o poder imperial não teve condições de recompensar seus bravos guerreiros, o que gerou uma certa turbulência no governo; o período chega ao fim quando o Xogunato de Kamamura foi derrotado pelo imperador Godaigo, em 1333. Destaques: a importância dos samurais, o crescimento do budismo, a eleição do primeiro Xogum do Japão.

1333 d.C a 1573 d.C
Período Muromachi

Nesse período é estabelecido o Xogunato Muromachi, por Ashikaga Takauji, em Kyoto. Esse período, apesar de violento, foi marcado por grande evolução econômica e cultural, como a arquitetura, pintura, poesia, canções, a cerimônia do chá (Chanoyu), o Ikebana (arte de arranjar flores) e o teatro (Nô e Kyogen). Pela primeira vez há o contato com o Ocidente, quando uma embarcação portuguesa chega ao arquipélago trazendo as primeiras armas de fogo (mosquetes). Na parte econômica, o poder passa para as mãos dos daymiôs, que eram os senhores feudais da época. Cada governo tinha uma certa liberdade, mas sempre mantendo seu respeito para com o Xogum. Devido a isso, grandes batalhas por territórios aconteceram e a construção de castelos pelos senhores feudais foi algo muito comum durante todo o período, devido aos grandes conflitos pela conquista de terras. Kyoto foi incendiada e o declínio do Xogum se inicia. Destaques: a grande evolução cultural, a chegada do cristianismo no país graças ao jesuíta Francisco Xavier.

1573 d.C a 1603 d.C
Período Azuchi-Momoyama

Devido ao declínio do Xogunato Muromochi não houve maneira de se defender dos constantes ataques de diversos senhores feudais, que tentavam assumir o poder a todo custo, mas depois de muitas tentativas, somente Oda Nobunaga, um importante general, conseguiu finalmente conquistar o poder. Primeiro Nobunaga conquistou a província de Owari e, anos depois, conquistou a capital do país, assim ressurge o poder imperial no país. Nabunaga só conseguiu tais conquistas porque usou o armamento fornecido pelos portugueses. Mesmo com tanto poder, o general não esperava por uma traição interna e acabou sendo assassinado antes de unificar todo o país. Seus passos foram seguidos por seu mais fiel general, Toyotomi Hideyoshi, que depois de adotar diversas medidas drásticas para evitar um possível golpe (tais como, confisco de armas, destruição de castelos, levantamento de propriedades etc.) finalmente conseguiu unificar o Japão em um único governo. O Japão começa a evoluir novamente e até tenta conquistar a Coréia duas vezes, mas falha em ambas. Esse período chega ao fim com a morte de Hideyoshi. Destaques: grande evolução econômica e social do país, unificação do país.

1603 d.C a 1868 d.C
Período Edo

Com a morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu assume o poder e logo de cara surpreende a todos traindo Hideyori, o sucessor de direito do Hideyoshi. Conquista o controle total do país quando na batalha de Sekigahara venceu alguns grupos rivais e seguidores de Hideyori. Torna-se, então, o novo Xogum a mando do Imperador, e estabelece-se na cidade de Edo (atual Tóquio). Chegamos a uma era conhecida como "Era de Tokugawa", em que a sociedade é dividida em quatro classes distintas (samurais, camponeses, artesãos e comerciantes), os feudos foram distribuídos a pessoas de confiança do Xogum, centralizando, assim, o poder na capital. Em 1633, a entrada de navios portugueses e a saída de japoneses do país foram proibidas, o cristianismo é proibido também e o Japão tem um elevado aumento comercial. O Japão estava praticamente fechado para o mundo exterior. Em 1760, finalmente as portas para outras culturas são reabertas. Quase no final do século XVIII, o Xogunato começa a enfrentar problemas e diversas rebeliões internas passam a ocorrer, exigindo uma reforma política. Acontece a revolução industrial no Ocidente e o Japão vê-se obrigado a mudar sua política para não ficar atrasado. São então firmados diversos acordos com países ocidentais. Destaques: perseguição a milhares de cristãos.

1868 d.C a 1911 d.C
Período Meiji

Com a mudança do Imperador Meiji para Tóquio, e graças também à restauração de Meiji, o Japão se encontra novamente em uma nova fase, onde assina diversos tratados com países do Ocidente. Tais mudanças, entre outras coisas, trouxeram a liberdade religiosa e a igualdade social. Graças ao imperador e a seus tratados, o Japão passou por uma grande industrialização e a chegada de grandes estudiosos ocidentais ajudaram no avanço do país. Os feudos foram extintos e, assim, surgiram as prefeituras e uma verdadeira invasão ocidental ocorreu, durante cerca de duas décadas, ocorrendo também uma sentimento de elevado nacionalismo. Em 1880, devido ao investimento na industrialização do país, o Japão entra numa crise que só foi extinta com a criação do Banco do Japão. Essa época trouxe grandes avanços políticos, como a criação da primeira Constituição Nesse período, o Japão passou por duas guerras territoriais e em ambas se foi vencedor (uma contra a China, em 1895, e outra contra a Rússia, em 1905). Em 1910, o Japão ocupa o território coreano. Em 1912, morre o imperador Meiji e esse período chega ao seu fim com um saldo bem positivo.

1912 d.C a 1925 d.C
Período Taisho

o período inicia-se quando Taisho, filho do Imperador Meiji, assume o poder. Aos poucos, o governo democrático ganhou grande força. Devido aos tratados feitos, o Japão acaba entrando na Primeira Guerra Mundial junto aos Aliados. Sua participação ficou bem restrita a pequenos ataques na Ásia. Ao termino da guerra, a situação econômica do país piorou bastante e se agravou ainda mais quando em 1923 um terremoto praticamente destruiu Tóquio. Destaques: as mulheres começam a participar mais da vida social do país, é estabelecida a democracia.

1926 d.C a 1988 d.C
Período Showa

Com a grande crise econômica que o mundo todo enfrentava, incluindo o Japão, os militares defendem que somente a conquista de novas áreas territoriais solucionaria o problema. E mesmo contra a vontade do imperador, os militares tomam quase que por completo o poder. O Japão começa uma pequena guerra por novos territórios e em 1933 retira-se da Liga das Nações. Em 1937 se inicia a Segunda Guerra Mundial, mas em pequena escala, porém no dia 7 de dezembro de 1941 o Japão ataca Pearl Harbor, base americana no Havaí. Depois desse ataque, o Japão nunca mais seria o mesmo, pois em 1945 os Estados Unidos lançaram bombas atômicas sobre as províncias de Hiroshima e Nagasaki, dando fim à guerra. O imperador se rende e o saldo final foram as mortes de quase 2 milhões de japoneses, metade do país destruído e uma economia arrasada. Com o término da guerra, por alguns anos o Japão manteve-se ocupado pelas forças vitoriosas e em 1947 foi criada uma nova Constituição que proibia a resolução de problemas internacionais com guerra. O imperador perdeu o poder e a nova forma de governo passou a ser a monarquia constitucional, sob o controle de um parlamento. As relações exteriores só voltam a ser realizadas em 1951. Logo, com a ajuda dos Estados Unidos, o Japão se tornaria uma das principais potências econômicas do mundo. Em 1973, o Japão entra numa crise de petróleo que só é superada com os investimentos nas indústrias de alta tecnologia. Em 1989 o imperador Hirohito falece, marcando o fim desse período.

1989 d.C aos dias atuais
Período Heisei

Com a morte de seu pai, Akihito assume o poder e inicia uma nova era, marcada por grandes avanços e tranqüilidade. Em 1993, o príncipe se casa com a plebéia Masako Owada.]]>
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<![CDATA[Os segredos dos Samurais]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115338/os-segredos-dos-samurais http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115338/os-segredos-dos-samurais#comentarios Wed, 22 Oct 2008 23:54:14 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/115338/os-segredos-dos-samurais Origens:
A origem do nome samurai vem do verbo 'saburau' (servir, seguir o senhor). Segundo o professor Rizo Takeuchi em sua obra "Nihon Shoki" (crônicas do Japão), um dos livros mais antigos do país datado de 720 d.C. existem referências de samurais como "saburai-bito" (pessoa que serve o patrão). No início do período Heian (794-1192) , designava-se por 'saburai' aquele que servisse o palácio da imperatriz, das concubinas do soberano ou príncipes regentes da corte. Nessa época já havia uma hierarquia dentro do palácio para com os 'saburais' , que encaixavam-se acima dos criados e outros servidores comuns.
Mas, o saburai ainda não exercia funções militares, sendo assim era apenas um serviçal comum que não pertencia a nenhuma classe casta e nem era considerado funcionário militar ou do governo. Não existiam na corte funcionários encarregados de tarefas civis ou militares, ou seja, civis podiam ocupar cargos de comando militar e vice-versa.
As raízes do samurai, ou indo mais a fundo, de seu espírito, podem ser encontradas segundo os historiadores , em épocas bem mais remotas. Entre os objetos encontrados nos famosos túmulos (kofun), datados entre o século IV , são comuns encontrar armas e outros aparatos de guerra dos mais variados tipos : espadas, lanças, escudos, armaduras, capacetes, flechas e arcos.
Isso mostra que existiam guerreiros fortemente armados e prontos para a luta, mesmo antes do aparecimento de registros históricos do país, como o 'kanji' (escrita chinesa, só introduzida no século VI no arquipélago nipônico). Nos primeiros séculos da era cristã, foi formando-se o estado Yamato, resultante de muitas lutas e derramamento de sangue entre os grupos tribais e clãs.


Os samurais e as primeiras batalhas:
A partir do século XI, com as freqüentes rivalidades entre os governadores das provinciais de um lado e os proprietários locais de 'shôen' e 'myôshu' de outro; os proprietários residentes nas suas próprias terras, buscaram apoio dos grandes fidalgos da cidade, os Fujiwara, que tinham o poder de nomear e demitir governadores.
Os 'shôen' procuraram e obtiveram o direito de recusa da interferência oficial em seus assuntos administrativos e fiscais; mas, essa autonomia dependia de cargos dos altos funcionários (aristocratas) e do próprio governo central, o que constituía uma grave contradição do sistema.
Tudo isso só resolveu-se com o fortalecimento do caráter autônomo dos administradores de 'shôen' e também dos 'myôshu', que foram subindo em importância e tornaran-se aos poucos os efetivos organizadores, mentores da produção de 'shôen' e líderes dos lavradores. Não demorou muito e tornaram-se samurais, embora ainda por por muito tempo mantiveram-se no cultivo da terra. Verificou-se um desenvolvimento do poder econômico e político dos administradores de 'shôen' e 'Myôshu'.
Os mais poderosos organizaram milícias e travaram grandes lutas junto aos governos provinciais ou até entre si mesmo, apenas com a finalidade de conseguirem terras ou influências. Transformando-se em samurais fortaleceram a união de seu clã, ensinando os lavradores por eles liderados os 'myôshu' e outros a se armar e também a preparar-se militarmente , organizando-se ao lado do pessoal de seu clã 'ie-no-ko'.
Esses elementos no comando de suas forças, evoluíram inicialmente para senhores de uma área mais ou menos limitada, depois para uma ampla região quando eram bem sucedidos em suas disputas e os samurais surgiram não somente do 'shôen' e outras terras particulares, como também dos territórios administrados por governadores provinciais. Isso se deveu a grande autonomia dos 'shôen', que fugiam ao controle oficial.
As terras públicas restantes transformaram-se numa espécie de 'shôen', embora tivessem como seu proprietário legal o governo central. Isto foi mais um exemplo da deterioração do regime 'Ritsuryô', o governador da província não tinha mais o poder de chefe executivo, ficava então reduzido à condição de um simples administrador local de terras públicas chamadas 'kokugaryô' (domínios do governador), que assumiam características de 'shôen', quando o governador as administrava como se fossem suas próprias terras.
Havia também os governadores que assumiam os cargos na capital, mas não se dirigiam à província. Aproveitavam para si as receitas provenientes de terras que pertenciam ao poder central. O trabalho efetivo de administrar o território da província ficava entregue à funcionários nascidos de famílias importantes ou nobres locais da cidade que , sem ter como progredir no centro (onde mandava de maneira absoluta o clã de Fujiwara), aceitaram cargos administrativos no interior.
As funções desses substitutos dos governadores era substancialmente igual às dos administradores de 'shôen'. Seus cargos eram hereditários, e esses transformavam-se em proprietários das terras confiadas à sua administração e militarizavam-se. Com isso, então, acabam se tornando senhores autônomos que não mais obedeceram o poder central.


Características de um samurai:

O samurai tinha como característica peculiar gritar o seu nome frente a um adversário e antes do início de uma luta, o samurai declamava em tom de desafio as seguintes palavras:
"Sou Yoshikyo do clã Minamoto, neto de Tomokyo, antigo vice-governador da província de Musashi e filho de Yorikyo, que distinguiu-se em vários combates nos territórios setentrionais. Eu sou de pequeno mérito pessoal, não me importa sair vivo ou morto deste embate . Assim desafio um de vocês para testar o poder de minha espada".
Estes pronunciamentos, deixando de lado seu tom estereotipado, de fanfarronice e falsa modéstia constituíam boa prova do bravo orgulho do samurai pela sua linhagem e 'background' familiar. "Na verdade o samurai lutava mais pela sua família e sua perpetuação do que por ele próprio".

O samurai estava pronto para morrer na batalha se necessário , na certeza de que sua família se beneficiaria das recompensas resultantes do seu sacrifício. Mesmo no início dos tempos o código de conduta do samurai parecia exagerar o sentido do orgulho pessoal e de 'memboku' ou 'mentsu' ("face", traduzido do japonês , que significa honra , dignidade), que muitas vezes manifestava-se em atitudes de arrogância exagerada ou fanfarronice, por parte de um samurai.
Tal comportamento era considerado natural e até psicologicamente necessário à atitude e ideologia do guerreiro. Mas, com tudo, o exagerado orgulho do samurai, não raro, fazia-o agir de maneira totalmente irracional. Um típico exemplo dessa atitude ocorreu na Guerra dos Três Anos Posteriores: numa das batalhas, um jovem de nome Kagemasa de apenas 16 anos de idade, recebeu uma flechada no olho esquerdo, com a flecha ainda cravada vista avançou sobre o inimigo e matou-o.
Um companheiro de batalha chamado Tametsugu, tentou ajudá-lo; para retirar a flecha colocou a sandália do pé no rosto do jovem samurai caído. Indignadíssimo, Kagemasa ergueu-se e declarou que embora como samurai estivesse preparado para morrer com uma flechada, nunca enquanto vivo , permitiria que um homem pusesse o pé na sua cara. E depois de proclamar essas palavras quase matou o bem intencionado Tametsugu.


Harikari:
Um aspecto do código do samurai, que fascinava e intrigava o estrangeiro, consistia na obrigação e dever que um samurai tinha de praticar o 'harakiri' ou 'sepukku' (evisceração), em determinadas circunstâncias.
De acordo com alguns registros o primeiro samurai a praticar o 'harakiri' teria sido Tametomo Minamoto em 1170 d.C., após perder uma batalha no leste. Samurai lendário pertencente ao clã Minamoto, Tametomo era conhecido por sua descomunal força e valor individual nos combates.
Participou das famosas lutas do incidente (na prática, golpe de estado) de Hogen (1156 d.C.) , quando membros das famílias Taira e Minamoto misturaram-se com partidários da nobreza em luta na capital Heian. No incidente de Hogen evidenciou-se que o poder efetivo, já estava nas mãos poderosas dos samurais e não nas fracas mãos dos aristocratas da corte.
Nesse incidente houve apenas uma luta entre os partidários do imperador Goshirakawa e do ex-imperador Sutoku, e apenas nesse combate travado nas ruas de Heian, os partidários do 'tennô' venceram as forças do 'in' ( ex-imperador).
Existe uma outra versão segundo a qual Tametomo teria ido até as ilhas 'Ryukyu' em Okinawa, no extremo sul do arquipélago, onde, desposando a filha de um chefe local, fundou uma dinastia. Mas, a morte de Tametomo provavelmente ocorreu em 1170 d.C. , após uma derrota ; realizou-se então o 'sepukku', sendo assim efetuado o primeiro 'harakiri' registrado na história dos samurais. Vários motivos podem levar um samurai a cometer o 'harakiri': 01- A fim de admoestar seu senhor. 02- Por ato considerado indigno ou criminoso, ao exemplo, uma traição. 03- Evitar a captura em campos de batalha, já que para um samurai constitui uma imensa desonra ficar prisioneiro do inimigo e também porque é considerado uma política errada; os prisioneiros na maioria das vezes são maltratados e torturados.
O samurai tem grande desprezo por aquele que rende-se ao adversário. Por isso o código (não escrito) de honra de um samurai exige que ele se mate antes de cair prisioneiro em mãos inimigas.
Como leal servidor, o samurai sente-se na responsabilidade de chamar a atenção de seu amo pelas faltas e erros por ele apresentados. Se por fim, o samurai falhar (o conselho franco ou pedido direto), o samurai-vassalo recorre ao extremo meio de sacrificar sua vida, a fim de fazer seu senhor voltar ao bom caminho.
Dentre muitos exemplos históricos, existe o de um samurai subordinado que imolou-se para chamar a atenção de seu suserano; isso aconteceu na vida de Nobunaga Oda, um dos mais brilhantes generais da época das guerras feudo nipônicas.
Nobunaga Oda era violento e indisciplinado quando jovem, ninguém conseguia corrigi-lo. Um samurai-vassalo, que servia à família Oda por muito tempo, praticou o 'sepukku' de advertência. Conta-se que, diante desse incrível sacrifício do devotado servidor, Nobunaga mudou de conduta, assumindo responsabilidades de chefe do clã e marchando para sucessivas vitórias.


Criança samurai:
Os filhos de samurais recebiam desde cedo uma educação apropriada à classe guerreira, que resumia-se em duas ordens de aprendizado: 01- Escrita chinesa e conhecimentos de clássicos japoneses e chineses. 02- Manejo de armas a partir dos 5 anos de idade; aprendendo a lidar com pequenos arcos e flechas, feitos a partir de finos pedaços de bambu, atirando contra alvos ou caças como veados e lebres, tudo sob orientação paterna. Treinavam também equitação, indispensável para um bom guerreiro.
O samurai considerava como ponto de honra e regra geral, ele próprio educar os filhos (com a indispensável cooperação da esposa), empenhando-se no sentido de incluir nas suas almas os princípios de piedade filial, lealdade e devoção ao senhor, coragem e autodisciplina que os tornassem, por sua vez samurais dignos de levar o nome.
A criança ingressava com a idade de 10 anos num mosteiro budista, onde permanecia durante 4 ou 5 anos, recebendo uma educação rigorosa e intensiva.
De manhã, lia-se o sutra e depois treinava-se caligrafia até o meio-dia. Após o almoço, o aluno ia às aulas de matérias gerais, seguidas de exercícios físicos. E finalmente, a noite normalmente era reservada para a poesia e música, os samurais apreciavam em particular a shakuhachi ou fue (flauta de bambu), como instrumento masculino.


Casamento samurai:
Como regra geral o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário(a).
Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior.
Mas depois no século XV, esse costume acabou-se, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro.
Como norma geral o casamento constituía assunto estritamente familiar e se realizava dentro dos limites de uma mesma classe.
Com tudo, os interesses políticos às vezes rompiam as barreiras dos laços familiares, transformando o matrimônio em assunto de estado.
Na aristocracia existiu um famoso ocorrido, o caso da família Fujiwara que a fim de manter a hegemonia da família nas altas posições junto à corte: casou suas filhas com herdeiros do trono e outros membros da família imperial.
De modo semelhante, chefes de clãs samurais promoviam políticas de alianças por meio de casamento, dando suas filhas em matrimônio a senhores vizinhos ou outras pessoas influentes.


A esposa de um samurai:
Na classe samurai, mesmo não tendo uma autoridade absoluta, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha de um controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido).
Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.
Com todas essas responsabilidades, a vida de esposa de um samurai não era nada invejável. Com muita freqüência, o samurai estava ausente prestando serviço militar ao seu senhor; e em tempo de guerra o samurai às vezes era forçado a defender seu lar, pois conforme os reveses da batalha poderiam virar alvo de ataques inimigos.
Nessas ocasiões de perigo para a família, não era difícil a mulher combater ao lado do marido, usando de preferência a 'narigada' (alabarda), arma que aprendiam a manejar desde cedo.
Mesmo não tendo o refinamento das damas da nobreza, pela qual os samurais nutriam certo desprezo, a mulher samurai possuía conhecimentos dos clássicos chineses e sabia compor versos na língua de Yamato, ou seja, no japonês puro, usando 'kana'.
As crônicas de guerra, como o 'Azuma Kagami', contam-nos que esposas de samurais lutavam na defesa de seus lares, empunhando alabarda, atirando com arco ou até acompanhando seus maridos nos campos de batalha. Essas mulheres demonstravam muita coragem ao enfrentarem o perigo sem medo.
Sem perder a feminilidade essas esposas, cuidavam de sua aparência vestiam-se com esmero; gostavam de manter a pele clara, usando batom e pintando os dentes de preto (tingir os dentes de preto era hábito de toda mulher casada), arrancavam a sobrancelha e cuidavam com muito carinho dos longos cabelos escuros.


Justiça samurai:
Todo homem e toda mulher eram considerados responsáveis pelos seus atos, primeiramente em relação à sua família. Um chefe de família tinha o direito de impor castigo sobre sua família e servidores, não podendo, contudo aplicá-lo em público.
O samurai obedecia na aplicação da justiça aos preceitos estabelecidos pelo Kamakura Bakufu, sobretudo contidos no Joei Shikimoku e no Einin-Tokusei-rei (1297 d.C.), ou seja, a lei da Benevolência ou ato de Graça da Era Einin.
Quando um samurai cometia um grave delito no início dos tempos do regime feudal, não havia pena de morte, então o samurai cometia voluntariamente o 'sepukku'; mas já no século XVII, formalizou-se a pena de morte por meio do 'harakiri'.
Após essas épocas o samurai era geralmente punido por meio do exílio a uma província longínqua, o que equivalia a transferir seus direitos e propriedades a um herdeiro. Ou ainda confiscar a metade de suas terras, ou bani-lo para fora de seu domínio, isso no caso de adultério. Os samurais não tinham direito de apelação, dependendo do julgamento e pena a que fossem submetidos.

A alimentação de um samurai:
No início do período Kamakura, os samurais, tanto de alta como de baixa categoria, constituíam uma classe humilde que geralmente não conheciam os bons hábitos e maneiras refinadas da corte. Os samurais alimentavam-se da mesma maneira que os lavradores e estavam acostumados a uma vida vegetariana, espartana.
Alguns episódios, referentes a refeições de samurais da época, são bastante convincentes ao retratar a frugalidade dos seus hábitos alimentícios; conta-se por exemplo, que num banquete de ano novo oferecido pelo importante membro da família Chiba, ao 'shogun' Yorimoto Minamoto, do clã dos Minamoto, o cardápio consistia apenas em um prato de arroz cozido acompanhado de saquê.
Essa pobreza, aos poucos vai mudando e com o passar dos tempos à vida de um samurai vai ficando mais confortável. Contudo era muito raro, os samurais comerem arroz polido, que era reservado apenas para os dias de festa. Os samurais mais pobres não conseguiam ter o arroz à mesa todos os dias, tal como a maioria dos camponeses.
Viviam principalmente de cevada, painço comum (milho miúdo) ou vermelho, e às vezes de uma mistura de arroz e cevada. A partir de 1382, após um longo período de estiagem, a fim de substituir outros cereais, os samurais começaram a desenvolver o cultivo da soba (trigo sarraceno) que então passou a suplementar o painço e a cevada na dieta da população mais pobre.
Os samurais também caçavam e conservavam a carne da caça para o alimento: salgando-a ou secando-a, para sua melhor conservação.
Animais como o urso, 'tanuki' (texugo japonês), veado, lebre, etc, forneciam proteínas aos samurais, que comiam ainda diversos legumes e cogumelos. gostavam de mochi (bolo de arroz), sembei (bolacha de arroz), yakimochi (mochi assado), chimaki (bolinho de arroz enrolado em folha de bambu), etc. Peixes de água salgada ou doce, algas, frutos do mar, entravam igualmente no cardápio dos samurais.
Até os tempos de Kamakura, a alimentação do samurai em batalha apresentava-se menos variada. A única recompensa por ele recebida, era o arroz e o principal problema consistia em como cozinhar o cereal, pois, o arroz cozido deteriorava-se rapidamente, principalmente no verão, o fato é que os samurais não levavam panela para a guerra.
Um dos meios mais simples de cozinhar arroz consistia em embrulhar os grãos num pano após lavados em água corrente e enterra-los no chão. Sobre o mesmo chão acendia-se uma fogueira ou em último caso, o guerreiro comia o arroz cru; muitas vezes o samurai assava o arroz embrulhando-o em folhas ou tubos de bambu.
O alimento dos exércitos de samurais, em épocas mais recentes consistia normalmente de arroz cozido numa panela, bonito, seco e rapado, várias espécies de peixe seco e salgado, alga marinha e às vezes legumes secos, miso (pasta salgada de feijão), 'umeboshi' (ameixa posta em salmoura e seca), era muito apreciada pelos guerreiros, principalmente no verão, porque fornecia sal e possuía algum valor terapêutico.
Do século XIV em diante, o arroz tornou-se o principal alimento dos samurais e lavradores e se reconheceu que a dieta diária de um homem deveria ter cinco 'gô' (cerca de 900 gramas) desse cereal descascado.]]>
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<![CDATA[Cosplay]]> http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/92281/cosplay http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/92281/cosplay#comentarios Sun, 07 Sep 2008 23:24:40 GMT http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/92281/cosplay [b][i]COSPLAY
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Cosplay abreviação de "costume player" (Fantasia em inglês) é uma atividade que surgiu nos Estados Unidos da América em convenções de quadrinhos na decada de 70, quando fizeram uma promoção onde as pessoas com fantasias de Super-herois entrariam de graça. Com o passar do tempo foi se tornando uma tradição e um habito que se espalhou por todos os tipos de convenções envolvendo series ou personagens, principalmente as de "Jornada nas estrelas"Star Trek e "Guerra nas estrelas"Star Wars, aonde as pessoas fantasiadas se tornaram a principal atração com concursos de fantasia e interpretação de cenas dos filmes ou episodios revelando talentos de nivel profissional. Rapidamente se espalhou pelo mundo todo, chegando na Comiket, famosa convenção realizada há anos no Japão aonde o termo se popularizou e se espalhou especialmente em eventos e encontros de anime, mangá e videogames, respectivamente as animações e quadrinhos japoneses. Outros dizem que começou

Caracteriza-se pelo DIY (Do it yourself - faça você mesmo): o futuro cosplayer (palavra utilizada para designar a pessoa que pratica o cosplay) providencia os materiais para a confecção (alguns mandam determinadas peças a artesãos ou costureiras, ou fazem seus cosplays inteiramente em "Cosplay Stores" - lojas especializadas em confecção de cosplays), prepara os materiais de referência, monta a apresentação (caso haja), enfim, trabalha a interpretação, o figurino e às vezes até o cenário.

A palavra 'cosplay' é uma espécie de abreviação para "costume play" (costume = roupa / traje / fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como um personagem de algum livro, mangá, jogo ou filme que queira homenagear; representa a personalidade deste; e em alguns eventos pode até mesmo competir com outros cosplayers em concursos, embora o grande barato e diversão sejam a exposição e o contato social gerado dentro do ambiente. UM dos principais objetivos deste Hobby é fazer amigos.

É uma atividade da qual podem participar e divertir-se crianças, adolescentes e adultos de todas as idades, sexo e condição social. Alguns cosplayers chegam a gastar entre R$ 100,00 (36 €) e R$ 1.000,00 (360 €), às vezes mais, em roupas e acessórios, e levam a coisa a sério. Um hobby como outro qualquer, porém um hobby que permite a você tornar-se seu personagem favorito por um dia. Nas gerações Star Wars, equivaleria a se vestir como um Jedi ou um Cowboy de Faroeste.

No início, os únicos cosplays eram de personagem de Star Wars (como os Stormtroopers); mas logo os animês e mangás foram tomando conta do público. Hoje, no Brasil, já se vêem cosplays de qualquer mídia, entre elas comics, filmes, livros e até personagens de internet.


Esse são cosplays perfeitos:
http://www.youtube.com/watch?v=_6tYIsAJP0M




Cosplay no Brasil
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Em convenções de jornada nas estrelas e RPG no final da decada de 1980 já era possível encontrar fãs fantasiados de seus personagens favoritos. No entanto tal caracterização não era conhecida como "cosplay", já que o termo nessa época ainda começava a se difundir no Japão. Da mesma forma o ato de se fantasiar não era visto como um hobby por seus praticantes, manifestando-se nas convenções apenas como um elemento de expressão dos fãs. No final da década de 90, com a popularidade do animê Cavaleiros do Zodíaco, surgiram as primeiras convenções de animê e mangá no país, fazendo assim esse hobby ressurgir, agora com um nome e suas características próprias, como os concursos. No início as caracterizações eram quase em sua totalidade de personagens de animação, quadrinhos ou games japoneses, mas ao longo dos anos outras mídias foram incorporadas pelos fãs, como quadrinhos americanos, filmes ou livros, como por exemplo, Harry Potter ou Piratas do Caribe.

Os sites Arquivo Cosplay Brasil e Cosplay Party Br foram alguns dos pioreiros a tratar do hobby no Brasil. Em 2002 ambos se uniram, formando o Cosplay Brasil, que reúne a maior comunidade brasileira de praticantes e simpatizantes do hobby.

O Anime Friends, organizado pela Yamato Comunicações e Eventos é o maior concurso de cosplay do Brasil. Foram mais de 1.200 concorrentes inscritos em seis categorias em 2007. O segundo maior é o Anime Dreams com mais de 800 inscritos em um único evento (2007).

A mesma Yamato Comunicações e Eventos organiza o maior concurso de cosplay individual do Brasil, o YCC - Yamato Cosplay Cup. Ele é único que agrega competidores de todas as regiões do país.

São 26 competidores selecionados que disputam a competição nacional em julho, destes os três primeiros colocados participam de uma etapa uma internacional em janeiro, que logo em sua primeira edição em 2008 teve seletivas no México, Chile, Argentina e Paraguai. Nestas seletivas em outros países participaram mais de 200 cosplayers interessados em competir na final realizada no Brasil. Nas seletivas nacionais, realizadas em aproximadamente 20 eventos, foram mais de dois mil competidores. A campeã da edição brasileira de 2007 foi Andressa Miyazaki, seguida por Simone Setti e Thaís Jussim.[1][2]

A mesma Yamato organiza o Circuito Cosplay, mais tradicional competição de cosplay do país, que está atualmente em sua quarta edição. Em 2005 a vencedora foi Petra Leão, em 2006 Thaís Jussim e em 2007 Andressa Miyazaki.

A Editora JBC organiza o WCS Brasil que reúne 15 duplas de todo o país para competir para saber qual a melhor do país que vai representar-nos na final que é realizada no Japão. Uma vaga é da dupla vencedora do ano anterior, treze são distribuídas por eventos parceiros e uma sai em uma repescagem. Em 2007 teve uma média de 4 ou 5 duplas inscritas por seletiva. Em 2006 os irmãos Mauricio e Mônica Somenzari venceram tanto a etapa brasileira, quanto a japonesa da competição. Em 2007 Marcelo Fernandes e Thaís Jussim venceram no Brasil. O site Otaku Riders organizou a cobertura completa da edição 2007, filmando e fotografando todas as duplas participantes, além de entrevistar os cantores convidados e a cosplayer convidada internacional, Francesca Dani.


Exemplos de cosplay daqui do Brasil:

Anime Friends 2008
http://www.youtube.com/watch?v=W--vLYyr1gU

Anime Dreams 2008
http://www.youtube.com/watch?v=bU900QZJ5OE

Palhasadas no Anime Family 2008
http://www.youtube.com/watch?v=gZqtE2ATolI



Teatro Cosplay
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Essa modalidade de cosplay foi criada pela empresa Yamato Comunicações e Eventos para o evento Anime Friends 2003 é, de maneira prática, o que o nome sugere: Uma apresentação teatral envolvendo cosplayers. Existem grupos espalhados por todo o Brasil que se dedicam exclusivamente em promover espetáculos de Teatro Cosplay com a mera finalidade de entretenimento.


Exemplos de teatro cosplay:

Naruto
http://www.youtube.com/watch?v=mcFb2ME84Bc

Sailor Moon
http://www.youtube.com/watch?v=vtz64Dp_3i4

Sakura Card Captors
http://www.youtube.com/watch?v=TAjY1hjioMw



Aos fãs de Naruto...
http://www.youtube.com/watch?v=9P3ac4fEZaE
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[direita][color=#FF0000]Esse foi meu primeiro jornal;
espero q gostem!
beijos pessoal
ate mais

http://www.youtube.com/watch?v=PnJjOlg1ssc
=^.^=]]>
http://animespirit.com.br/super-sakura15/jornal/92281/cosplay/comentarios.xml